ALTERAÇÕES ENDOSCÓPICAS RELACIONADAS À DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OBESOS SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA* * Este trabalho recebeu o primeiro prêmio dentre os apresentados durante a VIII Semana Brasileira do Aparelho Digestivo de 2013

Marco Aurelio SANTO Sylvia Regina QUINTANILHA Cesar Augusto MIETTI Flavio Masato KAWAMOTO Allan Garms MARSON Roberto de CLEVA Sobre os autores

Racional :

A obesidade está correlacionada com diversas comorbidades, dentre elas a doença do refluxo gastroesofágico. Ela tem como um de seus principais desencadeantes a hérnia do hiato, e como suas principais complicações a esofagite erosiva e o esôfago de Barrett.

Objetivo

: Correlacionar o grau do índice de massa corporal (IMC) com a presença e tamanho da hérnia hiatal, e com a presença e gravidade da esofagite erosiva e esôfago de Barrett.

Método

: Foi realizada análise retrospectiva de laudos endoscópicos pré-operatórios de 717 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. A hérnia de hiato esteve presente em 56 pacientes (8%), sendo que delas 44 eram pequenas, nove médias e cinco grandes. O grau da esofagite obedeceu o preconizado pela Classificação de Los Angeles.

Resultados

: Não houve correlação entre a presença ou tamanho da herniação hiatal com o IMC. Dos pacientes avaliados, 134 (18,7%) apresentavam esofagite erosiva. Dentre elas 104 (14,5%) eram grau A; 25 (3,5%) grau B e cinco (0,7%) grau C. Considerando-se apenas os portadores de esofagite erosiva, 77,6% eram grau A; 18,7% grau B; e 3,7% grau C. Foram identificados apenas dois casos de esôfago de Barrett (0,28% da amostra total).

Conclusão

: Observou-se correlação positiva entre o grau de esofagite com o aumento do IMC.

Obesidade mórbida; Refluxo gastroesofágico; Esofagite; Hérnia de hiato; Cirurgia bariátrica


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