Neisseria gonorrhoeae: resistência cromossômica à tetraciclina em São Paulo, Brasil

FUNDAMENTO: A utilização de antimicrobianos no tratamento da gonorréia iniciou-se em 1930 com as sulfonamidas. No decorrer dos anos outras drogas passaram a ser utilizadas, entre elas a tetraciclina. Embora eficaz no início, esta droga, ao longo do tempo, passou a não mais apresentar o resultado terapêutico esperado em virtude do aparecimento de quadros de resistência cromossômica e plasmidial em diversos países. Como a tetraciclina ainda continua sendo indicada, isoladamente ou associada a outras drogas antimicrobianas, para o tratamento da gonorréia no Brasil, tornou-se necessária a realização de um estudo de sensibilidade do gonococo à mesma, no intuito de se estimar a real dimensão da resistência do gonococo à tetraciclina. OBJETIVO: Avaliar a incidência de resistência cromossômica das cepas de Neisseria gonorrhoeae à tetraciclina. MÉTODO: Estudo da concentração inibitória mínima pelo método de diluição em ágar. RESULTADOS: A resistência cromossômica à tetraciclina detectada foi de 40,3% entre todas as cepas estudadas, segundo os critérios estabelecidos pelo Center for Diseases Control. CONCLUSÕES: Desaconselha-se definitivamente o uso isolado ou associado da tetraciclina e derivados, no tratamento da gonorréia no Brasil, no atual momento epidemiológico.

Neissseria gonorrhoeae; Resistência à tetraciclina; Testes de sensibilidade microbiana


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