Tireoglobulina basal indetectável medida com ensaio ultrassensível na ausência de anticorpos e combinada com ultrassonografia normal assegura ausência de doença em pacientes tratados de câncer de tireoide?

Tem sido proposto que em pacientes tratados de carcinoma bem diferenciado da tireoide o encontro de valores basais indetectáveis de tireoglobulina (Tg), dosada por ensaios ultrassensíveis, na ausência de anticorpos antitireoglobulina (TgAc), e combinado à ultrassonografia (US) cervical negativa, asseguraria ausência de doença. Reportamos aqui uma série de cinco pacientes com carcinoma bem diferenciado (papilífero), submetidos à tireoidectomia total, com ressecção tumoral aparentemente completa, seguida da ablação de remanescentes com 131I (100-150 mCi), sem metástases distantes na pesquisa de corpo inteiro pós-dose inicial, que, na ocasião em que a recorrência ou persistência tumoral foi detectada, apresentavam Tg basal indetectável (0.1 ng/ml), TgAc negativos e US sem anormalidades. Dois pacientes tinham metástases linfonodais, um tinha mediastinal, outro acometimento ósseo e um recorrência local. Concluímos que mais estudos são necessários para a definição de que pacientes com Tg basal indetectável (sem TgAc) combinada à US sem anormalidades seria suficiente, dispensando testes adicionais.


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