Doença óssea no hiperparatiroidismo primário

Francisco Bandeira Natalie E. Cusano Barbara C. Silva Sara Cassibba Clarissa Beatriz Almeida Vanessa Caroline Costa Machado John P. Bilezikian Sobre os autores

A doença óssea no hiperparatiroidismo primário grave é representada pela osteíte fibrosa cística (OFC). Dor óssea, deformidades esqueléticas e fraturas patológicas são achados comuns na OFC. A densidade mineral óssea está, usualmente, extremamente diminuída na OFC, mas é reversível após a cura cirúrgica. Os sinais e sintomas da doença óssea grave incluem dor óssea, fraturas patológicas e fraqueza muscular proximal com hiper-reflexia. O comprometimento ósseo é tipicamente caracterizado pela aparência em “sal-e-pimenta” nos ossos do crânio, erosões ósseas e reabsorção das falanges, tumores marrons e cistos. Na radiografia, observam-se desmineralização difusa e fraturas patológicas especialmente nos ossos longos das extremidades. No hiperparatiroidismo primário (HPTP) sintomático grave, as concentrações séricas de cálcio e PTH estão usualmente bem elevadas e o comprometimento renal se caracteriza pela presença de urolitíase e nefrocalcinose. Uma nova tecnologia, recentemente aprovada para uso clínico nos Estados Unidos e na Europa, torna-se provável se difundir rapidamente, pois utiliza as imagens geradas pela densitometria DXA. O escore trabecular ósseo (TBS), obtido por meio da análise do nível da textura cinza das imagens dos corpos vertebrais, fornece informações indiretas sobre a microarquitetura trabecular. Novos métodos, como a tomografia de alta resolução quantitativa periférica computadorizada (HRpqCT), têm proporcionado conhecimentos adicionais sobre os achados da microarquitetura esquelética no HPTP.

Hiperparatireoidismo; osteíte fibrosa cística; nefrocalcinose


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