Efeitos da retirada do uso prolongado de alendronato na prática clínica

OBJETIVO: Avaliar a evolução dos marcadores de metabolismo ósseo (MMO) e da densidade mineral óssea (DMO) após cinco anos de uso de alendronato em mulheres osteoporóticas na pós-menopausa. SUJEITOS E MÉTODOS: 40 pacientes (pct) osteoporóticas, na pós-menopausa, em uso de alendronato (10 mg/dia) por pelo menos 5 anos (Grupo 1 − G1) tiveram o uso do bisfosfonato suspenso. O grupo 2 (G2): 25 mulheres na pós-menopausa, em uso de alendronato (10 mg/dia) há pelo menos 1 ano. Grupo 3 (G3): 23 pct osteoporóticas, controles ainda sem tratamento. G1 e G2 submeteram-se à avaliação da DMO por DXA (basal e após 12 meses de seguimento). Todas as pct colheram amostras basais de CTX e P1NP, e G1 e G2 submeteram-se a coletas trimestrais de CTX e P1NP durante 1 ano. Resultados foram analisados por ANOVA on ranks e Mann-Whitney. RESULTADOS: Níveis médios de DMO não variaram em G1 ou G2 durante o estudo; no entanto, 16 pct (45,7%) no G1 e 1 pct (5,2%) no G2 apresentaram redução clinicamente significativa de DMO (P < 0,001). Níveis basais de CTX e P1NP não diferiram entre G1 e G2, com ambos inferiores aos níveis de G3. Em G1, observou-se elevação significativa de CTX e P1NP após 3 meses. Os níveis de CTX e P1NP em G2 permaneceram estáveis durante todo o seguimento. CONCLUSÃO: Não parece haver supressão excessiva do metabolismo ósseo na prática clínica. A suspensão temporária do alendronato após seu uso prolongado pode não ser segura.

Marcadores de metabolismo ósseo; densidade mineral óssea; alendronato; osteoporose


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