Avaliação da radioiodoterapia com doses fixas de 10 e 15 mCi em pacientes com doença de graves

Evaluation of radioiodine therapy with fixed doses of 10 and 15 mCi in patients with graves’ disease

Viviane Canadas Lucio Vilar Eliane Moura Ana Brito Ênio Castellar

As opções terapêuticas para a hipertireoidismo da doença de Graves são as drogas antitireoidianas, a cirurgia e o radioiodo, porém nenhuma delas é considerada ideal pois não atuam diretamente na etiopatogênese da doença. O radioiodo vem sendo cada vez mais utilizado como primeira escolha, sendo um tratamento definitivo, seguro e de fácil administração. Há autores que preferem doses mais altas para induzir deliberadamente o hipotireoidismo, enquanto outros recomendam doses mais baixas que, a curto prazo, implicam menor incidência de hipotireoidismo e maior de eutireoidismo. Não há consenso sobre o melhor esquema de doses fixas a ser utilizado, sendo esse o principal enfoque deste estudo, no qual comparamos doses de 10 e 15 mCi. Dos 164 pacientes analisados, 61 (37,2%) foram submetidos a 10 mCi e 103 (62,8%), a 15 mCi de 131I. Na análise longitudinal, observou-se que a remissão do hipertireoidismo foi estatisticamente diferente no sexto mês (p < 0,001), sendo maior no grupo em que foi empregada a dose de 15 mCi. Contudo, foi semelhante nos dois grupos após 12 e 24 meses. É possível concluir que doses fixas de 10 e 15 mCi promovem semelhante remissão do hipertireoidismo após 12 meses de tratamento. A remissão do hipertireoidismo não teve associação com idade, sexo ou uso prévio de drogas antitireoidianas.

Doença de Graves; Hipertireoidismo; Radioiodo; Drogas antitireoidianas


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