O atordoamento da tireoide é clinicamente relevante? Análise retrospectiva de 208 pacientes

Elba C. S. C. Etchebehere Allan O. Santos Patrícia S. Matos Lígia V. M. Assumpção Maria Cecília V. L. Lima Mariana C. L. Lima Laura S. Ward Sobre os autores

Objetivo

: As diretrizes atuais alertam contra a execução da cintigrafia de corpo inteiro com iodo-131 (dxWBS) para minimizar a ocorrência de atordoamento e garantir a eficiência do tratamento com radioiodo (RIT). O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do atordoamento sobre a eficácia do RIT e desfechos da doença.

Sujeitos e métodos

: Esta análise retrospectiva incluiu 208 pacientes com câncer diferenciado de tireoide submetidos ao mesmo protocolo e acompanhados por 12-159 semanas (média de 30 ± 69 meses). Os pacientes receberam RIT com doses variando de 3.700 a 11.100 MBq (100 mCi a 300 mCi). As imagens da cintigrafia após a RIT foram feitas 10 dias depois da RIT em todos os pacientes. Além disso, as imagens foram também obtidas após 24-48h em 22 pacientes. O desfecho foi classificado como nenhuma evidência de doença (NED), doença estável (SD) e doença progressiva (PD).

Resultados

: O atordoamento da tireoide ocorreu em 40 pacientes (19,2%), incluindo 26 pacientes com NED e 14 pacientes com SD. A análise multivariada não mostrou associação entre o desfecho da doença e a ocorrência de atordoamento (p = 0,3476).

Conclusão

: A eficácia da RIT e o desfecho da doença não parecem estar relacionados com o atordoamento da tireoide. Arq Bras Endocrinol Metab. 2014;58(3):292-300

Câncer de tireoide; tratamento com radioiodo; cintigrafia com radionucleotídeos; atordoamento; iodo-131


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