Níveis de substâncias organocloradas em mulheres férteis e inférteis do Rio de Janeiro, Brasil

OBJETIVO: O estudo teve como objetivo quantificar as substâncias organocloradas em mulheres buscando tratamento para infertilidade (n = 15) e que espontaneamente engravidaram (n = 21). MATERIAIS E MÉTODOS: Foi aplicado questionário considerando estilo de vida, história ocupacional e reprodutiva. Amostras de sangue foram obtidas em ambos os grupos. RESULTADOS: Dos pesticidas, pp'DDE foi detectado em 100% das inférteis, com níveis maiores que nas grávidas (3,02 mcg/L vs. 0,88 mcg/L; p = 0,001; poder 69%), sem correlação na etiologia da infertilidade. Os níveis de detecção das bifenilas policloradas (PCBs) foram baixos, com 100% de positividade das amostras nas inférteis para os PCBs 138, 153, 180, e de 85,7% nas grávidas para os congêneres 138 e 153. Apenas PCB180 mostrou significância na frequência de 71,4% (p = 0,019). CONCLUSÕES: Os fatores de risco para infertilidade feminina foram: idade, consumo de água não tratada e alimentos enlatados. A exposição aos organoclorados mais prevalentes descritos na literatura foi confirmada no estudo, indicando que pp'DDE pode influenciar adversamente a fertilidade feminina.

Pesticidas organoclorados; bifenilas policloradas; fertilidade feminina; desreguladores endócrinos


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