Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, Volume: 44, Issue: 1, Published: 2000
  • Obesidade: genética, fisiopatologia e terapêutica às vésperas de uma importante revolução conceitual Editoriais

    Kater, Claudio E.
  • Introdução Editoriais

    Halpern, Alfredo
  • O uso da ultra-sonografia na avaliação da distribuição de gordura abdominal Artigos Originais

    Radominski, Rosana B.; Vezozzo, Denise P.; Cerri, Giovanni G.; Halpern, Alfredo

    Abstract in Portuguese:

    A quantificação da adiposidade visceral é de suma importância, pois a gordura visceral é a grande responsável pelas complicações metabólicas da população obesa. O método de escolha para tal quantificação é a Tomografia Computadorizada. No entanto, este exame tem alto custo, é pouco prático e submete os indivíduos aos riscos da irradiação. A medida de cintura, a relação cintura-quadril e o diâmetro sagital são métodos que determinam indiretamente a gordura visceral. A ultra-sonografia tem sido proposta como uma técnica não invasiva para a avaliação de gordura intra-abdominal. No presente estudo foram determinadas, através da ultra-sonografia, as espessuras subcutâneas e intra-abdominais em 29 mulheres obesas em pré-menopausa. Estes valores foram comparados com os parâmetros antropométricos e com as áreas subcutâneas e viscerais medidas pela tomografia computadorizada. A espessura intra-abdominal foi a variável que obteve maior coeficiente de correlação com as áreas adiposas viscerais. Para a equação preditiva de área visceral, além da espessura intra-abdominal, foram incluídas as variáveis espessura subcutânea e medida de cintura. A espessura intra-abdominal mostrou correlação significativa com os níveis tensionais e com os valores de triglicerídeos. A correlação entre a ultra-sonografia e a tomografia computadorizada foi maior no grupo onde as áreas viscerais eram maiores. A ultra-sonografia é um método útil para a determinação do tecido adiposo visceral.

    Abstract in English:

    The measurement of visceral adipose tissue is very important as the visceral fat plays a major role in the metabolic disorders of the obese people. Computed tomography is the reference method for intra-abdominal fat evaluation, but it is expensive, with fairly limited availability and employs ionizing radiations. Waist circumference, waist/hip ratio and sagittal diameter are considered representative measurements of visceral fat. However they remain indirect means for calculating intra-abdominal adipose deposits. Sonography has been proposed as a noninvasive technique for measuring visceral fat. In this study subcutaneous and intra-abdominal thickness were measured by sonography on 29 premenopausal obese females. The results were compared with the anthropometric methods and with the subcutaneous and visceral adipose tissue areas measured by computed tomography. Ultrasound intra-abdominal thickness was the variable with highest correlation coefficient with visceral fat areas. In the predictive equations for visceral adipose tissue area besides intra-abdominal thickness, subcutaneous fat thickness and waist circumference was included. The intra-abdominal thickness showed significant correlations with the blood pressure level and triglyceride level. The correlation between sonography and computed tomography was highest as visceral fat area increased. Sonography is a useful method for measuring visceral adipose tissue.
  • Tecido adiposo como glândula endócrina Artigos Originais

    Wajchenberg, Bernardo Léo

    Abstract in Portuguese:

    O conceito de que os adipócitos são células secretórias surgiu nos últimos anos. Os adipócitos sintetizam e liberam uma variedade de peptídeos e não-peptídeos, bem com expressam outros fatores além de sua capacidade de depositar e mobilizar triglicerídios, retinóides e colesterol. Estas propriedades permitem uma interação do tecido adiposo como outros órgãos, bem como outras células adiposas. A observação importante de que adipócitos secretam leptina como o produto do gene ob estabeleceu o tecido adiposo como um órgão endócrino que se comunica com o sistema nervoso central.

    Abstract in English:

    The author has studied the hormonal secretion by the adipose tissue, related to fat metabolism, blood coagulation, steroids and energetic balance, such as leptin and adiponectin, and autocrine-paracrine relationships.
  • A obesidade estaria relacionada ao aumento do volume das adrenais? Artigos Originais

    Matos, Amélio F.G.; Vieira, Andréa R.; Coutinho, Walmir; Madeira, Denise; Carraro, Lúcia M.; Rodrigues, Rosa; Bastos, Gláucia; Cabral, Mônica; Pantaleão, André; Oliveira, Jucinéia; Meirelles, Ricardo M.R.

    Abstract in Portuguese:

    Vários estudos sugerem que existe uma hiperatividade do eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal (HHA) na obesidade, com maior acúmulo de gordura na região abdominal. Estes trabalhos demonstram que, após injeções de hormônio liberador de corticotropina (CRF) ou hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e ainda através de testes de stress, os níveis de cortisol estão aumentados em comparação com pacientes com deposição periférica de gordura. Além do mais, alguns estudos mostram que em pacientes deprimidos, onde a hiperatividade do HHA é uma alteração endócrina importante e conhecida, o volume das adrenais está aumentado quando comparado com normais. Para investigar se o teor de gordura visceral de alguma maneira se relaciona com o volume das adrenais, 52 mulheres com idade entre 19 e 54 anos, com diferentes índices de corpulência, foram estudadas através de medidas antropométricas como peso, índice de massa corporal (IMC), cintura e relação cintura-quadril (RCQ). As áreas de gordura visceral (GV) e subcutânea (GSC), além do volume das adrenais, foram medidas através da tomografia computadorizada. Houve uma correlação extremamente significativa entre as medidas de distribuição de gordura (RCQ e cintura) e a GV, sendo que a RCQ não se correlacionou com a GSC. O somatório do volume das adrenais mostrou uma correlação positiva e significativa com a RCQ (r = 0,272, p = 0,02) e uma correlação positiva, mas no limite da significância com a GV (r = 0,228, p = 0,05), não mostrando qualquer correlação com a GSC. Além disso, o somatório do volume das adrenais foi maior naquelas com GV > ou = 120 cm² quando comparado com pacientes com área de GV < 120 cm² (p = 0,05). Portanto, o estudo sugere que o depósito de GV parece inter-relacionar-se com a hiperatividade do HHA, aqui estimada anatomicamente através do volume das adrenais, glândula alvo deste eixo.

    Abstract in English:

    Many studies suggest that there is a hyperactivity of the hypothalamic-pituitary-adrenal (HPA) axis related to obesity with accumulation of fat in the abdominal region. Some studies demonstrate that after the injection of corticotrophin-releasing hormone (CRH) or corticotrophin (ACTH) and according to the results of stress tests, the levels of cortisol are increased when compared to patients with peripheral fat deposition. Moreover, some studies show that in depressed patients, where the hyperactivity of HPA is known and represents an important endocrinological change, the adrenal volume is increased. To investigate if the amount of visceral fat is related in some way to adrenal gland volume, a group of 52 women with different corpulence indexes was studied. Anthropometries measures, such as weight, body mass index (BMI), waist circumference and waist-to-hip ratio (WHR) were checked. The areas of visceral and subcutaneous fat, as well as adrenal gland volumes, were checked by abdominal computed tomography. There was an extremely relevant correlation between the measurements of central fat deposition (WHR and waist circumference) and the amount of visceral fat (VF), although no correlation was found between the WHR and the subcutaneous fat. The added adrenals volumes showed a positive correlation to the WHR (r = 0.272; p = 0.02) and also to the VF (r = 0.228; p = 0.05). No correlation with the subcutaneous fat, BMI, and weight were found. The added adrenals volumes were increased when VF > or = 120 cm² as compared with patients with VF < 120 cm² (p = 0.05). Thus, this study suggests that the amount of VF seem to be related to the HPA hyperactivity, anatomically expressed in this study by the adrenal volume, the target gland of this axis.
  • A função gonadal do homem obeso Artigos Originais

    Lima, Nicolau; Cavaliere, Humberto; Halpern, Alfredo; Medeiros-Neto, Geraldo

    Abstract in Portuguese:

    Em homens obesos, os níveis séricos de globulina ligadora de hormônios sexuais (GLHS), bem como de testosterona total, (TT) estão diminuídos. Dados relativos aos níveis séricos de testosterona livre (TL) são controversos. Homens com obesidade mórbida apresentam valores plasmáticos de testosterona livre diminuídos, levando à alteração dos mecanismos de retro-regulação. O decréscimo funcional da amplitude do pulso de LH, bem como a diminuição dos níveis de LH, seriam a causa do hipoandrogenismo. Estudamos dois grupos de homens obesos: Grupo 1 (IMC <FONT FACE=Symbol>£</FONT> 35kg/m²) e Grupo 2 (IMC > ou = 35kg/m²) antes e após seis meses de dieta hipocalórica (1.200Kcal/dia). Todos os pacientes utilizaram dexfenfluramina (15mg 2x ao dia) durante todo o período do estudo. Níveis plasmáticos de insulina, bem como valores séricos de testosterona total, testosterona livre e LH foram dosados antes e após a perda de peso. Pacientes com obesidade moderada (IMC = 32,3 ± 1,9kg/m²) apresentaram diminuição significativa na concentração sérica de TT (390 ± 120ng/dL), bem como de TL (média ± DP 16,0 ± 4,8pg/mL) quando comparados a normais. A concentração de LH sérico (4,5 ± 2,9mlU/mL) foi considerada normal. Níveis de insulina mostravam-se elevados em todos os pacientes (46,3 ± 30,1miU/mL). Após a perda de peso, notou-se aumento significante (p < 0,01) dos níveis séricos de LH, TT e TL concomitante à queda da concentração de insulina plasmática. Em homens com obesidade de grande porte (IMC = 43,0 ± 6,7kg/m²), os níveis de TT (320 ± 110ng/dL), TL (11,0 ± 2,1pg/mL) e LH (3,1 ±1,3mlU/mL) mostraram-se significativamente menores quando comparados ao Grupo 1 e aos controles normais. Como esperado, após a perda de peso, os níveis séricos de TT, TL e LH aumentaram significativamente enquanto a concentração plasmática de insulina diminuiu. Concluímos que os níveis de TL são dependentes do grau de obesidade: homens com obesidade de grande porte (IMC > ou = 35kg/m²) são considerados como candidatos a apresentarem baixos valores séricos de TL.

    Abstract in English:

    In obese men, sex hormone-binding globulin (SHBG) as well as total testosterone (TT) levels are decreased. Data concerning serum free testosterone (FT) levels in obese men are discordant. FT levels are decreased in only some morbidly obese men consistent with an impairment of the feedback regulatory mechanism. It has been suggested that a functional decrease of LH pulse amplitude and serum LH levels are reflected in their hypoandrogenism. We have studied two groups of obese men (Group 1: BMI <FONT FACE=Symbol>£</FONT> 35kg/m² and Group 2: BMI > or = 35.1kg/m²) before and after six months of a low calorie diet (1200kcal/day), Every patient received a therapeutic prescription of dexfenfluramine (15mg b.i.d.) that was maintained for six months. Plasma insulin levels, serum total testosterone, free testosterone and LH concentrations were obtained before and after weight loss. Moderately obese men (BMI = 32.3 ± 1.9kg/m²) presented significantly decreased TT levels (390 ± 120ng/dL) as well as FT (mean ± SD: 16.0 ± 4.8pg/mL) as compared with normal controls. Serum LH concentrations (4.5 ± 2.9mlU/mL) were normal. Insulin levels were elevated in all patients (46,3 ± 30.1 muU/mL). After weight-loss there was a significant (p < 0.01) increase in TT, FT and LH levels whereas insulin concentrations significantly decreased, In massively obese men (BMI = 43.0 ± 6.7kg/m2) TT (320 ± 110ng/dL), FT (11.0 ± 2.1pg/mL) and LH (3.1 ± 1.3mlU/mL) were decreased and significantly lower as compared with the previous group and normal controls. As expected, after weight loss as expected, TT, FT and LH levels increased significantly while insulin concentrations decreased. We concluded that FT levels are dependent on the degree of obesity, massively obese men (BMI > or = 35.1kg/m²) being considered as candidates for consistently low FT levels.
  • Composição corpórea, distribuição de gordura e metabolismo de repouso em mulheres histerectomizadas no climatério: há diferenças de acordo com a forma da administração do estrogênio? Artigos Originais

    Reis, Cristiana Maria R.F. dos; Melo, Nilson R. de; Vezzozo, Denise P.; Meirelles, Eduardo de S.; Halpern, Alfredo

    Abstract in Portuguese:

    As mulheres no climatério sofrem inúmeras alterações metabólicas, cardiovasculares e de composição corporal. A terapêutica de reposição hormonal (TRH) vem alcançando importância na atualidade, tornando-se quase um consenso que a mulher após a menopausa deve receber hormônios, pelos benefícios que trazem para a saúde, tais como prevenção de doenças coronarianas e osteoporose. A forma de administração de estrogênios influi em uma série de parâmetros metabólicos; é sabido, por exemplo, que a administração oral provoca uma elevação no hormônio de crescimento (GH) e uma diminuição do IGFI: quanto à forma (transdérmica), os estudos ainda não são conclusivos quanto aos níveis do GH e IGFI. Por outro lado, o GH e o IGFI podem agir de maneiras diferentes no metabolismo lipídico, ósseo e na distribuição de gordura corpórea. O objetivo deste trabalho foi estudar as variações da distribuição visceral de gordura nas diferentes formas de administração estrogênica e, particularmente, verificar se a forma de administração do hormônio altera a quantidade de gordura visceral. Foram estudadas 33 mulheres no climatério, histerectomizadas, divididas em 3 grupos: 1) 13 pacientes recebendo estrogênio eqüino conjugado 0,625mg via oral diariamente; 2) 10 pacientes recebendo 17b estradiol TTS 50 2x/semana via transdérmica e; 3) 10 pacientes recebendo placebo. Estas pacientes foram submetidas: a) análise da composição corporal pelos métodos de bioimpedância (RJL 101-A) e densitometria óssea e corpórea (DEXA); b) análise da distribuição de gordura, particularmente de adiposidade visceral, pela tomografia computadorizada abdominal e; c) medida do metabolismo de repouso pelo calorímetro DELTA-TRAC. Foram ainda feitas dosagens laboratoriais de colesterol total e frações, triglicérides e glicemia aos 0, 6 e 12 meses. Não observamos diferenças estatística significativas nos parâmetros estudados em nenhum dos 3 grupos (placebo, estrógeno oral e estrogênio transdérmico), embora notamos tendência a maior ganho de peso nos grupos com estrógenos e tendência a maior ganho de massa magra no grupo com estrogênio transdérmico

    Abstract in English:

    Women in climacteric go through several metabolic, cardiovascular and body composition alterations. Hormone replacement therapy (HRT) has gained importance, and it is nearly a consensus that post-menopausal women should be given hormones due to benefits to health, such as prevention from coronary artery disease and osteoporosis. Administration of estrogens influence a series of metabolic parameters: orally administered, it causes increase in growth hormone levels and decrease in IGFI; as to transdermal route, the studies are not conclusive in relation to GH and IGFI levels, On the other hand, GH and IGFI may interfere in different ways in lipid and bone metabolism and in body fat distribution. The objective of this paper was to study variations in visceral fat distribution in different estrogen administration routes and, particularly, to check if administration route alters visceral fat amount. We studied 33 hysterectomized women, in climacteric, and divided them into three groups: 1)13 patients taking conjugated equine estrogen 0,625mg/day PO; 2) 10 patients taking 17b estradiol TTS 50, twice a week, transdermal route; 3) 10 patients taking placebo. These patients were submitted to: a) body composition analysis by means of bioimpedance analysis methods (RJL 101-A), bone and body densitometry (DEXA); b) fat distribution analysis, mainly visceral adiposity, by abdominal computerized tomography; c) rest metabolism measurement by DELTA-TRAC calorimeter. The subjects were assessed by the following laboratorial tests: cholesterol - total and fractions, triglyrecides and glucose at 0,6 and 12 months. Our results show a tendency to weight gain in the hormone taking groups in comparison with placebo group, and a tendency to increase in lean body mass measured by densitometry in the transdermal group when compared with the oral route group. This tendency did not attain statistic difference. Visceral fat amount did not change as observed by computerized tomography and also the basal metabolic rate was not different.
  • Risco cardiovascular em uma população de obesos Artigos Originais

    Cercato, Cintia; Silva, Shirley; Sato, Alessandra; Mancini, Márcio; Halpern, Alfredo

    Abstract in Portuguese:

    Os riscos cardiovasculares associados à obesidade crescem com o índice de massa corporal (IMC). Este estudo teve por objetivos verificar a correlação entre IMC e a prevalência de fatores de risco cardiovascular em uma população de obesos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), e verificar a agregação de fatores de risco em quartis de acordo com o IMC. Foram estudados 474 indivíduos obesos (86,9% do sexo feminino e 13,1% do sexo masculino). Dividimos esta população em quartis de acordo com o IMC e avaliamos a presença de hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemia em cada quartil. Estratificamos os pacientes de cada quartil em alto, moderado e baixo risco cardiovascular pelos critérios do National Cholesterol Education Program (NCEP). Fizeram parte do primeiro quartil aqueles com IMC de 30 a 33,99kg/m², e do segundo, terceiro e último quartil, respectivamente aqueles com IMC igual a 34 a 37,19kg/m²,37,2 a 41,77kg/m² e 41,78 a 79,8kg/m². Houve nítido aumento de hipertensão, diabetes e hipertrigliceridemia com o aumento do IMC, o que não foi observado com os níveis de colesterol. A proporção de indivíduos com risco moderado e alto cresceu com o aumento do IMC. Em nossa população de obesos observou-se aumento do risco cardiovascular com o aumento do IMC.

    Abstract in English:

    According to the literature cardiovascular risks have a direct relationship with body mass index (BMI). The aim of our study was to verify the relationship between BMI and prevalence of cardiovascular risk factors in a sample of obese patients searching for treatment in our hospital, and to verify if there was greater aggregation of risk factors into the quarters with greater BMI. 474 obese subjects were studied (86.9% female and 13.1% male). They were divided in quarters according to BMI and the presence of hypertension, diabetes mellitus and dyslipidemia was accessed. The patients were also classified in high, moderate and low risk groups according to criteria of the National Cholesterol Education Program (NCEP). The first quarter was formed by patients with BMI 30-33.99kg/m², and the second, third and last quarter respectively by BMI 34-37.19kg/m², 37.2-41.77kg/m² and 41.78-79.8kg/m2. There was a marked increase in the prevalence of hypertension, diabetes mellitus and triglycerides levels as the BMI increased, but there wasn't relationship with levels of cholesterol. The prevalence of patients with moderate and high risk increased with the increase in BMI. In our sample of obese patients there was an increase in the prevalence of cardiovascular risk factors in the population of greater BMI.
  • Correlação da medida de espessura intra-abdominal medida pela ultra-sonografia com os fatores de risco cardiovascular Artigos Originais

    Leite, Claudia C.; Matsuda, Daniella; Wajchenberg, Bernardo L.; Cerri, Giovanni G.; Halpern, Alfredo

    Abstract in Portuguese:

    O objetivo do estudo foi determinar se a Gordura intra Abdominal medida pela Ultra-Sonografia (GAUS) em homens e mulheres tem associação com os fatores de risco cardiovascular, comparar essa medida com a circunferência abdominal e diâmetro sagital para precisar qual destes métodos é o melhor preditor de risco cardiovascular (CV), e tentar encontrar um ponto de corte para GAUS que possa definir maior risco de doença CV. Cento e noventa e um homens sadios e 231 mulheres sadias foram submetidas à medidas antropométricas, medidas de pressão arterial sistêmica e dosagens laboratoriais para colesterol, HDL, triglicerídeos e glicemia. A ultra-sonografia intra-abdominal foi realizada para medir espessura visceral. A amostra foi dividida em três grupos de acordo com a presença dos seguintes fatores de risco cardiovascular: 1) grupo de moderado risco - presença de dois ou mais dos fatores: col > 200mg/dL, HDL-colesterol < 45mg/dL, TG > 200mg/dL, Glic > 126mg/dL, PAs > 140mmHg, PAd > 90mmHg; 2) grupo de alto risco com dois ou mais dos fatores: total col > 240mg/dL, HDL-colesterol < 35mg/dL, TG > 200mg/dL +HDL < 35mg/dL, Glic > 126mg/dL, PAs > 140mmHg, PAd > 90mmHg; 3) grupo sem risco: com um ou nenhum dos fatores de risco presentes. Os resultados mostraram que a GAUS tem associação com todos os fatores de risco cardiovascular e tem melhor especificidade e acurácia que a circunferência abdominal e o diâmetro sagital. O valor de 7cm para ambos os sexos foi o ponto de corte para GAUS para predizer risco moderado; 8 e 9cm foram os pontos de cortes obtidos para GAUS para predizer alto risco CV em homens e mulheres, respectivamente. A GAUS é um método útil de determinar espessura visceral e parece ser capaz de predizer risco cardiovascular.

    Abstract in English:

    The objective of our study was to determine if Intra Abdominal Thickness measured by Ultrasonography (IATU) has correlation with cardiovascular risk factors, and if it is a better predictor of cardiovascular risk than waist circumference and sagittal diameter. Finally we tried to find a cut off point for abdominal thickness measured by Ultrasonography to predict cardiovascular disease (CVD). One hundred ninety one healthy men and 231 healthy women were submitted to anthropometric evaluation and blood pressure measure. Blood samples were drawn for total plasma cholesterol, HDL, triglyceride and glucose determination. Intra-abdominal Ultrasonography was performed to measure abdominal thickness. The population was divided in three groups according to the presence of CVD risk factors: 1) moderately risk group (MR) with two or more of the following: total chol > 200mg/dL, HDL-cholesterol < 45mg/dL, TRIG > 200mg/dL, Glu > 126mg/DI, SBP > 140mmHg, DBP > 90mmHg; 2) high risk group (HR) with two or more of the indicated: total chol > 240mg/dl, HDL-cholesterol < 35mg/dl, TRIG > 200mg/dl + HDL-cholesterol < 35mg/dl, Glu > 126mg/dl, SBP > 140mmHg, DBP > 90mmHg; 3) no risk group (NR) - with only one or none of the risk factors indicated in the moderate and high group. The results showed that IATU has association with all cardiovascular risk factors and has better specificity and accurately for CVD risk than waist circumference and sagittal diameter. The values of 7cm for both sexes was the cut off lengths obtained by IATU to predict moderate CV risk; 8 and 9cm were the cut off length obtained by IATU to predict high CV risk for men and for women respectively. The IATU is a useful way to determine visceral fat and seems to be predictive of cardiovascular risk.
  • Estudo ecocardiográfico do coração de pacientes obesos comparando-os a grupo controle de indivíduos normais: análise crítica Artigos Originais

    Barbato, Alfonso; Herszkowicz, Nathan; Salvi, Waldir; Pinheiro, Daniel; Pantaleão, Denise; Sakamoto, Katia; Miola, Luciano; Cerri, Giovanni; Costa, Ana Paula; Leite, Claudia Cozer; Halpern, Alfredo

    Abstract in Portuguese:

    O objetivo deste trabalho foi estudar através da ecodopplercardiografia as funções sistólica e diastólica do coração de indivíduos obesos sadios, não complicados, sem diabetes e normotensos. Para tanto, foram avaliados 60 indivíduos obesos com índice de massa corpórea (IMC) médio de 35kg/m² e comparados a grupo controle de 39 indivíduos hígidos com IMC médio de 24kg/m². Os resultados permitiram concluir que no grupo de indivíduos obesos sadios, não complicados e assintomáticos foi encontrada nítida tendência a valores mais elevados da pressão arterial sistólica, um aumento da hipertrofia e consequentemente da massa miocárdica, uma elevação do estresse circunferencial da parede ventricular esquerda e indiscutível presença de uma disfunção diastólica já instalada. Diante desses achados, os autores postulam a necessidade imperativa da realização de uma avaliação semi-ológica mais profunda e específica nos pacientes com real excesso de peso.

    Abstract in English:

    The authors analyzed left ventricular systolic and diastolic function of normally obese, uncomplicated, nondiabetic, normotensive subjects by using multiple echo Doppler indices. They evaluated 60 obese individuals with a body mass index (BMI) of 35kg/m² and a control group (BMI = 24kg/m²) of 39 subjects. Our results show that obese group was associated with an increased systolic blood pressure, increased left ventricular mass and augmented systolic circumferencial wall stress. Filling abnormalities were observed with impairment of relaxation prolonged isovolumic relaxation time (IVRT) and augmented atrial contribution represent an early index of cardiac dysfunction when systolic performance is still normal. Obesity is generally a chronic condition and echocardiography as a noninvasive method can be used for repeated assessment of cardiac performance.
  • Obesidade, hipertensão arterial e suas influências sobre a massa e função do ventrículo esquerdo Artigos Originais

    Ribeiro Filho, Fernando S.F.; Rosa, Eduardo C.; Faria, Alessandra N.; Lerário, Daniel D.G.; Ferreira, Sandra R.G.; Kohlmann, Oswaldo; Zanella, Maria-Teresa

    Abstract in Portuguese:

    Para avaliar as influências da obesidade e da hipertensão sobre a massa de ventrículo esquerdo (MVE), estudamos 121 mulheres divididas em 4 grupos: não-obesas normotensas (n = 25), não-obesas hipertensas (n = 30), obesas normotensas (n = 24) e obesas hipertensas (n = 42) quanto a parâmetros antropométricos, ecocardiográficos e de monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA). As pacientes obesas hipertensas apresentaram maior MVE que os outros grupos - não-obesas normotensas, não-obesas hipertensas e obesas normotensas (167 ± 38,8 vs. 113 + 26,4; vs. 133 ± 26,5; vs. 132 ± 29,2g; p < 0,05, respectivamente) e maior diâmetro de átrio esquerdo (AE) quando comparadas aos grupos de não-obesas, tanto normotensas como hipertensas (36 ± 4,3 vs. 33 ± 5,1; vs. 35 ± 3,9mm; p < 0,05, respectivamente). Obesas normotensas apresentaram MVE similar à do grupo não-obesas hipertensas (133 ± 26,5 vs. 132 ± 29,5g; NS) e aumento de AE quando comparadas às não-obesas normotensas (35 ± 3,9 vs. 31 ± 4,6mm; p < 0,05). Detectou-se correlação entre a circunferência da cintura e a razão cintura-quadril com os níveis pressóricos à MAPA, assim como entre estas medidas e parâmetros ecocardiográficos que avaliam a massa cardíaca; o índice de massa corporal só se correlacionou ao diâmetro do AE. A correção da MVE pela altura ao invés da superfície corpórea aumentou a prevalência de hipertrofia de VE nas obesas (10,6 vs. 36,7%, p < 0,01), mas não nas não-obesas. Ausência de descenso noturno da pressão arterial sistólica à MAPA (non-dipper) foi mais prevalente nas pacientes obesas, hipertensas ou não; entretanto, as obesas hipertensas non-dippers não diferiram das dippers quanto à MVE. Nossos dados demonstram que a obesidade associada à hipertensão aumenta a MVE de modo mais importante do que as condições isoladamente. Concluímos, ainda, que pacientes obesas também apresentam alta freqüência de alterações do ritmo da pressão arterial de 24 horas, caracterizada por menor queda pressórica durante o sono.

    Abstract in English:

    In order to evaluate the influences of obesity and hypertension on left ventricular mass (LVM), we studied 121 women stratified into 4 groups: normotensive non-obeses (n = 25), hypertensive non-obeses (n = 30), normotensive obeses (n = 24) and hypertensive obeses (n = 42) according to their anthropometric and echocardiographic parameters and ambulatory blood pressure monitoring (ABPM). Hypertensive obeses showed higher LVM than the other groups - normotensive non-obeses, hypertensive non-obeses and normotensive obeses (167 ± 38.8 vs. 113 ± 26.4; vs. 133 ± 26.5; vs. 132 ± 29.2g; respectively, p < 0.05) ond higher diameter of left atrium (LA) as compared to the non-obese groups with or without hypertension (36 ± 4.3 vs. 33 ±5.1; vs. 35 ± 3.9mm; p < 0.05, respectively). Normotensive obese patients showed similar LVM to the hypertensive non-obeses (133 ± 26.5 vs. 132 ± 29.5g; NS) and increased LA as compared to the normotensive non-obeses (35 ± 3.9 vs. 31 ± 4.6mm; p < 0.05). A correlation between the waist circumference and waist-to-hip ratio with the blood pressure levels obtained by the ABPM, as well as between these measurements with the echocardiographic parameters, which reflect cardiac mass; body mass index only showed to be correlated to the LA diameter. The adjustment of LVM by the height instead of body surface resulted in an increase on the prevalence of LV hypertrophy among obese patients (10.6 vs. 36.7%, p < 0.01), but not among non-obeses. Lack of nocturnal blood pressure fall assessed by ABPM (non-dipper) was more prevalent among obese patients with or without hypertension; however, non-dipper hypertensive obese patients did not differ from the dippers according to the LVM. Our data demonstrate that obesity associated to hypertension provoke a more pronounced increase in LVM as compared to the condition separately. We also conclude that obese patients showed increased frequency of abnormal 24-hr blood pressure profile, characterized by decreased tensional drop during sleep.
  • Associação entre polimorfismo Gln27Glu do receptor beta2-adrenérgico e hipertensão arterial sistêmica em obesos mórbidos Artigos Originais

    Villares, Sandra M.; Mancini, Marcio C.; Gomez, Sérgio; Charf, Ana M.; Frazzatto, Eliana; Halpern, Alfredo

    Abstract in Portuguese:

    Há alguns relatos na literatura sugerindo associação entre polimorfismos do receptor beta2-adrenérgico com obesidade e outros com hipertensão arterial. O objetivo do nosso estudo foi estudar a freqüência de um polimorfismo do receptor beta2 adrenérgico (Gln27Glu) em pacientes obesos (BMI 48 ± 8,2kg/m²) e relacioná-lo com hipertensão arterial, e níveis de triglicérides, colesterol, insulina e glicose no sangue. Encontramos associação deste polimorfismo em obesos com hipertensão arterial.

    Abstract in English:

    beta2-adrenergic receptors (beta2AR) are membrane-bound receptors, which upon binding the endogenous cathecolamines epinephrine and nore-pinephrine signal to the interior of cells via stimulatory guanine nucleotide-binding protein Gs. The sympathetic nervous system activation stimulates energy mobilization and utilization in the adipose tissue that is a favored target for high-energy substrate storage, mobilization and utilization. Adrenergic responsiveness may be altered in obesity and could be an important factor in the pathogenesis and maintenance of obesity state. In the hypertensive state there is physiological and biochemical evidence that b-adrenergic responsiveness is diminished in the face of increased sympathetic tone. Recently, several different polymorphic forms of the human beta2AR have been identified in general population, including N-terminal substitutions of glutamine (Gln) for glutamic acid (Glu) at position 27. The aim of this study was to investigate the potential interaction between the beta2AR (Gln27Glu) polymorphism and obesity accumulation and hypertension in morbidly obese subjects. The Ita I genotypes of beta2AR were established using RFLP methods in 135 individuals with BMI 48 ± 8.02kg/m². The frequency of Gln/Glu was 31.9% and in the homozygous Glu/Glu was 12.6%. No association was found between BMI, weight gain during the past years and the Ita I genotypes and neither was associated with levels of triglycerides, cholesterol, insulin and glucose. Positive association was found between blood pressure (systolic and diastolic) and presence of polymorphism. The results indicate at the first time that presence of polymorphism 27Glu may provide a mechanism for enhanced vascular reactivity and identify a candidate gene for hypertension in this obesity group.
  • Apnéia do sono em obesos Artigos Originais

    Mancini, Marcio C.; Aloe, Flavio; Tavares, Stella

    Abstract in Portuguese:

    Obesidade tem alto prevalência na população geral gerando custos econômicos para a sociedade. Indivíduos obesos apresentam risco maior de desenvolver de diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, dislipidemia, e outras doenças crônicas como a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). A SAOS é uma doença crônica, progressiva, incapacitante, com alta mortalidade e morbidade cardiovascular. Os sintomas noturnos incluem roncos, pausas respiratórias, sono agitado com múltiplos despertares, noctúria e sudorese. Os sintomas diurnos são principalmente sonolência excessiva, cefaléia matinal, déficits neurocognitivos, alterações de personalidade, redução da libido, sintomas depressivos e ansiedade. Fatores anatômicos e fatores funcionais contribuem para esta instabilidade das VAS. O diagnóstico de confirmação é feito pela polissonografia, que também estabelece critérios de gravidade. O tratamento está centrado em quatro pontos: tratamento da obesidade, tratamento comportamental da SAOS, tratamento físico e procedimentos cirúrgicos. Em pacientes selecionados algumas drogas podem ser úteis no sentido de diminuir o número ou a duração dos períodos de apnéia. A possibilidade de hipotiroidismo deve sempre ser descartada, uma vez que em alguns casos a reposição com tiroxína pode levar a desaparecimento da apnéia. Também foram desenvolvidos aparelhos intra-orais removíveis e pacientes menos obesos e com alterações específicas palatofaríngeas apresentam melhores chances de resposta cirúrgica à úvulo-pálato-faringoplastia.

    Abstract in English:

    Obesity is a disease with high prevalence and obese individuals have a higher risk of cardiovascular diseases, diabetes mellitus, dyslipidemia and Obstructive Sleep Apnea Syndrome (OSAS). OSAS is a chronic, progressive, incapacitating disease with high cardiovascular mortality and morbidity. Clinical symptoms include snoring, respiratory pauses, agitated sleep, nocturia, sudoresis, excessive sleepiness, headache in the morning, neurocognitive deficits, personality and libido changes, depressive symptoms and irritability. Anatomic and functional factors can contribute to the instability of the upper respiratory tract. The confirmations is made by the polisomnography, that also stablish severity criteria. Treatment is based in four points: obesity, behavioral, physical and surgical treatments. In selected patients, some drugs can be useful. Hypothyroidism must be always screened. Intraoral ortesis were developed and patients with normal weight with specific palatopharingeal changes have better chances to success in surgery (uvulopalatopharingoplasty)
  • A farmacoterapia da obesidade nos consensos Artigos Originais

    Coutinho, Walmir F.; Cabral, Monica D.

    Abstract in Portuguese:

    Diversos documentos têm sido publicados nos últimos anos com recomendações sobre abordagem do paciente obeso e estratégias de prevenção do excesso de peso. Uma das principais preocupações tem sido a padronização de critérios para a utilização dos agentes anti-obesidade atualmente disponíveis. A partir de uma revisão dos principais documentos de consenso publicados recentemente, discutimos a abordagem que se faz do tema farmacoterapia no Consenso Latino-Americano em Obesidade, no documento da Força Tarefa Internacional de Obesidade e na Guia Clínica para Identificação, Avaliação e Tratamento do Excesso de Peso e da Obesidade em Adultos, editado pelo National Heart, Lung and Blood Institute e pelo National Institute of Health (NIH), dos Estados Unidos.

    Abstract in English:

    Several documents have been published in the last few years with recommendations for a rational approach of the obese patient and strategies for the prevention ot weight gain. One of the main concerns has been the standardization of criteria for the use of anti-obesity agents currently available. Based on the review of the main consensus documents recently published we discuss the approach to the topic of pharmacotherapy, as seen in the Latin American Consensus on Obesity, the document published by the International Obesity Task Force and the Clinical Guidelines for Identification, Evaluation and Treatment of Overweight and Obesity in Adults, edited by the National Heart, Lung and Blood Institute and the National Institute of Health.
  • Eficácia e tolerabilidade das substâncias calorigênicas: ioimbina, triiodotironina, aminofilina combinada a efedrina e fenilpropanolamina no tratamento da obesidade a curto prazo Artigos Originais

    Rascovski, A.; Millner, T.H.; Batalha, L.; Reis, C.; Mancini, M.C.; Halpern, A.

    Abstract in Portuguese:

    Objetivo: Determinar a eficácia e tolerabilidade de 4 substâncias calorigênicas: ioimbina, triiodotironina (T3), combinação efedrina-aminofilina e fenilpropanolamina (FPA). Material, Métodos e Desenho da Pesquisa: 103 mulheres obesas (30 < BMI < 40kg/m²), de 18 a 55 anos, foram submetidas a estudo cego comparativo das 4 substâncias associadas a uma dieta com 1.200 calorias (55% HC, 30% gordura e 15% proteínas). As doses utilizadas foram 8mg de ioimbina, 25mcg de T3, 100mg de aminofilina + 25mg de efedrina e 25mg de FPA. Foi ainda incluído um grupo placebo. Os 4 medicamentos e o placebo foram dados 3 vezes ao dia, antes do desjejum, do almoço e do jantar. O estudo se realizou num período de 12 semanas, para cada paciente e no início e o fim do mesmo foram avaliados peso, composição corpórea por bioimpedância, metabolismo de repouso (por calorimetria), pulso e pressão arterial e eventos adversos. Resultados: Houve perda de peso em todos os grupos, mas o único que perdeu peso significativamente em relação ao grupo placebo foi o que recebeu FPA (p < 0,05). Não houve diferença quanto à composição corpórea e metabolismo de repouso entre os 5 grupos. Conclusão: Em nossa amostra, a FPA se revelou mais eficaz, embora este fato não possa ser atribuído a uma maior queima energética em repouso, já que não houve diferença apreciável no metabolismo de repouso entre os grupos.

    Abstract in English:

    Objective: To determine weight loss efficacy of four thermogenic drugs often used in obesity treatment. Design, Material and Methods: 103 obese women (30 < BMI < 40kg/m²) aged 18 to 55 years-old were assigned to receive in a blind protocol and by random order yohimbine 8mg, triiodothyronine (T3) 25mcg, amminophiline 100mg plus ephedrine 25mcg, phenylpropanolamine (PPA) 25mcg or placebo t.i.d. for 12 weeks. They received a 1,200kcal diet and were evaluated every two weeks for weight, blood pressure, heart rate, adverse events and adherence. Each subject was submitted to bioimpedance and calorimetry analysis in the beginning and in the end of the study. Results: Patients who were taking PPA lost significantly more weight (measured by DBMI) as compared to the other groups in relation to placebo group (p < 0.05). Changes in percentual fat mass, percentual lean body mass and calorimetry analysis showed no significant differences between the groups. Conclusion: PPA can be considered the best drug in respect of short-term weight loss, but we cannot explain this fact on increase in the resting metabolic rate, which was not different among the groups.
  • Experiência clínica com o uso conjunto de sibutramina e orlistat em pacientes obesos Artigos Originais

    Halpern, Alfredo; Monegaglia, Ana Paola; Oliva, Anna Beatriz G.; Beyruti, Monica; Halpern, Zuleika S.C.; Mancini, Marcio C.

    Abstract in Portuguese:

    Avaliamos a eficácia e a tolerabilidade da associação de sibutramina (10mg) e orlistat (120mg três vezes por dia às refeições) no tratamento da obesidade em um estudo aberto de três meses de duração. O estudo envolveu 114 pacientes não diabéticos com sobrepeso ou obesidade em busca de tratamento em clínica privada. Após dois meses, a perda média de peso foi 7,1 kg (- 6,5%) e após três meses, a perda média de peso foi 8,9kg (- 8,2%). A associação de sibutramina e orlistat parece ser uma opção útil de tratamento da obesidade.

    Abstract in English:

    The efficacy and tolerability of the association of sibutramine (10mg) and orlistat (120mg t.i.d.) in the treatment of obesity were evaluated in a 3-month short-term open study. The study involved 114 overweight or obese non-diabetic patients searching for obesity treatment in a private clinic. After two months, the mean weight loss was 7.1kg (- 6.5%) and after three months, the mean weight loss was 8.9kg (- 8.2%). The association of sibutramine and orlistat seems to be a useful option for the treatment of obesity.
  • Cirurgia em obesos mórbidos: experiência pessoal Artigos Originais

    Garrido Junior, Arthur B.

    Abstract in Portuguese:

    No tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, após 21 anos e 1.007 operações realizadas, usando diferentes técnicas, selecionamos as divisões gástricas verticais com bandagem e derivação Y de Roux, genericamente denominadas de derivações gástricas, como as mais eficientes e com efeitos indesejáveis toleráveis. Operamos 795 pacientes, por via convencional ou laparoscópica. Os pacientes tinham IMC pré-operatório médio de 60kg/m², 89,5% deles apresentando morbidade associada. A taxa de complicações cirúrgicas graves (embolia pulmonar e fistulas digestivas) foi de 3,6%, resultando mortalidade de 1% (8 pacientes). No seguimento de até 30 meses, observamos perda ponderal percentual média, estabilizando-se a partir de 1 ano, cerca de 40% abaixo do peso pré-operatório. IMC pré-operatório médio: 60kg/m²; IMC final médio: 35kg/m². Em conseqüência, registrou-se grande alívio das doenças associadas.

    Abstract in English:

    Practicing surgery for morbid obesity for 21 years and after 1,007 operations, using different techniques, we selected gastric bypass as our first choice method, for its efficiency and low tolerable undesirable effects. 795 patients were operated, mostly using Capella's procedure: vertical gastric division, with silastic ring and Roux-en-Y bypass. Mean preoperative BMI was 60kg/m², 89.5% of the patients had comorbidities. Severe postoperative complications (pulmonary embolism and digestive fistulas) occurred in 3.6% of the patients, causing 8 deaths (1%). Follow up through 30 months revealed mean percent body weight loss of 40% from the pre-operative weight, with stabilization after 1 year. Pre-operative BMI: 60kg/m² (mean); final BMI: 35kg/m² (mean). As consequence, great relief on comorbidities was registered.
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