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Treinamento físico de cães com doença mixomatosa valvar

RESUMO

O presente estudo objetivou avaliar o efeito do treinamento físico, utilizando-se a caminhada de moderada intensidade (60 a 80% da frequência cardíaca máxima), por 30 a 50 minutos, três vezes por semana, em dias alternados, durante oito semanas, sobre a variabilidade da frequência cardíaca em cães com degeneração mixomatosa valvar (DMV). Para tanto, 20 cães nos estágios B1 (1), B2 (14) e C2 (5) da DMV (classificação ACVIM) foram divididos em grupo controle não treinado (GC, n=9) e grupo treinamento (GT, n=11) e avaliados no início do estudo (T0), após quatro (T1) e oito semanas (T2). Apenas um cão B1 e cinco B2 completaram o programa de treinamento. No domínio do tempo, a variável rMSSD foi maior no GT em T1 (155,5+42,07) e T2 (199,8+83,54) que o GC (T1:91,17+35,79 e T2:88,17+57,51). No domínio da frequência, a variável High Frequency (HF) aumentou no GT em T1 (30950+25810) e T2 (40300+33870) comparada à do GC (T1:19090+23210 e T2:18810+22200), e dentro do GT no T2 em relação ao T0 (29340+20950). Dessa forma, conclui-se que o protocolo de treinamento proposto aumentou as variáveis rMSSD e HF no GT, representando aumento do tônus parassimpático, o que fundamenta a indicação dessa terapia nos estágios B1 e B2 da DMV.

Palavras-chave:
Endocardiose valvar; terapia; exercício físico regular; balanço autonômico

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