Efeito da aplicação de prostaglandina (PGF2alfa ) no pós-parto imediato sobre a incidência de retenção de placenta em vacas de leite

The effect of Prostaglandin (PGF2alpha) injection in the early post partum period on the incidence of retained placenta in dairy cows

Resumos

Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação de prostaglandina na primeira hora pós-parto sobre a incidência de retenção de placenta 8 e 12 horas pós-parto. Foram utilizadas 82 vacas como controle e 82 vacas tratadas com 25mg de prostaglandina (LUTALYSE®, 5ml). Vacas tratadas com PGF2alfa liberaram a placenta mais rápido (P<0,10) do que as não tratadas (7,72±0,84 vs. 10,07±1,09h). A incidência de retenção de placenta com mais de oito horas foi 30,5% no grupo-controle e 17,1% no grupo-tratado (P<0,05) e com mais de 12 horas, 19,5% no grupo-controle e 12,2% no grupo-tratado (P<0,10). Verificou-se também que fazenda, índice de condição corporal e ordem de lactação tiveram influência na ocorrência de retenção de placenta, mas não se verificou efeito do sexo do bezerro nem da ajuda ao parto. Estes dados mostram que o tratamento com prostaglandina na primeira hora pós-parto pode ser usado como preventivo da retenção de placenta.

Vaca; retenção de placenta; prostaglandina


The purpose of this study was to evaluate the effect of an intramuscular injection of prostaglandin, within the first hour post partum, on the incidence of retained fetal membranes in cows, at 8 and 12 hours post-partum. Eighty-two cows were used as controls and 82 were treated with 25mg of prostaglandin (LUTALYSE®, 5ml), in two different farms. Cows treated with PGF2alpha released the placenta faster (P<0.10) than cows in the control group (7.72±0.84 vs. 10.07±1.09h). The incidence of retained placenta with more than 8h post partum was 30.5% in the control group and 17.1% in the treated group (P<0.05), and with more than 12h was 19.5% in the control group and 12.2% in the treated group (P<0.10). Farm, body condition score and parity showed influence on retained placenta rates, whereas sex of calf and help during calving did not have influence. These data showed that prostaglandin treatment within the first hour post-partum is capable of reduce the incidence of retained placenta and may work as a preventive treatment.

Dairy cow; retained placenta; prostaglandin


Efeito da aplicação de prostaglandina (PGF2a ) no pós-parto imediato sobre a incidência de retenção de placenta em vacas de leite

[The effect of Prostaglandin (PGF2a) injection in the early post partum period on the incidence of retained placenta in dairy cows]

R.M. Santos1, J.L.M. Vasconcelos2*, A.H. Souza2, M. Meneghetti2, N. Ferreira Jr.2

1Aluna de Pós-Graduação da FCAV – UNESP – Jaboticabal

2Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - UNESP – Botucatu

Caixa Postal 560

18618-000 - Botucatu, SP

Recebido para publicação em 2 de maio de 2001.

Recebido para publicação, após modificações, em 5 de fevereiro de 2002.

*Autor para correspondência

E-mail: vasconcelos@fca.unesp.br

RESUMO

Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação de prostaglandina na primeira hora pós-parto sobre a incidência de retenção de placenta 8 e 12 horas pós-parto. Foram utilizadas 82 vacas como controle e 82 vacas tratadas com 25mg de prostaglandina (LUTALYSE®, 5ml). Vacas tratadas com PGF2a liberaram a placenta mais rápido (P<0,10) do que as não tratadas (7,72±0,84 vs. 10,07±1,09h). A incidência de retenção de placenta com mais de oito horas foi 30,5% no grupo-controle e 17,1% no grupo-tratado (P<0,05) e com mais de 12 horas, 19,5% no grupo-controle e 12,2% no grupo-tratado (P<0,10). Verificou-se também que fazenda, índice de condição corporal e ordem de lactação tiveram influência na ocorrência de retenção de placenta, mas não se verificou efeito do sexo do bezerro nem da ajuda ao parto. Estes dados mostram que o tratamento com prostaglandina na primeira hora pós-parto pode ser usado como preventivo da retenção de placenta.

Palavras-chave: Vaca, retenção de placenta, prostaglandina

ABSTRACT

The purpose of this study was to evaluate the effect of an intramuscular injection of prostaglandin, within the first hour post partum, on the incidence of retained fetal membranes in cows, at 8 and 12 hours post-partum. Eighty-two cows were used as controls and 82 were treated with 25mg of prostaglandin (LUTALYSE®, 5ml), in two different farms. Cows treated with PGF2 a released the placenta faster (P<0.10) than cows in the control group (7.72±0.84 vs. 10.07±1.09h). The incidence of retained placenta with more than 8h post partum was 30.5% in the control group and 17.1% in the treated group (P<0.05), and with more than 12h was 19.5% in the control group and 12.2% in the treated group (P<0.10). Farm, body condition score and parity showed influence on retained placenta rates, whereas sex of calf and help during calving did not have influence. These data showed that prostaglandin treatment within the first hour post-partum is capable of reduce the incidence of retained placenta and may work as a preventive treatment.

Keywords: Dairy cow, retained placenta, prostaglandin

INTRODUÇÃO

O mecanismo preciso de liberação da placenta em bovinos ainda não está totalmente explicado. Falhas na expulsão da placenta são comuns, com taxas que vão de 3% a 12%, e aumentam em casos de aborto, parto prematuro, parto gemelar e parto induzido (Schlafer et al., 2000). A etiologia da retenção de placenta em vacas de leite também não está claramente demonstrada (Chassagne & Barnouin, 1992). Vários fatores de risco como doenças infecciosas e deficiências nutricionais e fatores ambientais, fisiológicos e genéticos (Joosten et al., 1987) podem provocar aumento na incidência de retenção de placenta.

Em vacas leiteiras as membranas fetais são expelidas até seis horas após o parto (Roberts, 1986), e o tempo para a retenção da placenta ser considerada patológica é variável. A definição de retenção de placenta varia entre autores. van Werven et al. (1992) consideram-na retida quando não ocorre sua liberação com mais de seis horas após o parto, principalmente em vacas velhas (mais de quatro lactações). Ruckebusch et al. (1991) adotam oito a 12 horas e Esslemont & Peeler (1993) consideram retenção com mais de 24 horas pós-parto.

Um dos mecanismos que predispõem à retenção de placenta é o distúrbio na síntese de PGF2a pelo placentoma (Horta et al., 1986). Chassagne & Barnouin (1992) encontraram menor concentração de 13,14-diidro-15-ceto- PGF2a (PGFM, principal metabólito de PGF2a) em vacas com retenção de placenta na hora do parto e Horta (1984) verificou que a retenção de placenta foi induzida pela injeção de inibidor de prostaglandina no momento do parto. Gross et al. (1986) verificaram redução na incidência de retenção de placenta em vacas com parto induzido por dexametasona ao usarem 10mg de PGF2a, em aplicação intramuscular na primeira hora pós-parto, com 90,5% de retenção no grupo-controle e 8,8% no grupo tratado. Stocker & Waelchli (1993) demonstraram que o tratamento com 25mg de dinoprost reduz a incidência de retenção de placenta em vacas submetidas a cesariana, com 20% de retenção nas vacas tratadas e 41,5% nas não tratadas, considerando retenção a não expulsão da placenta 12 horas após a cirurgia. Heuwieser et al. (1993), ao estudarem a concentração de prostaglandinas na circulação útero-placentária (veia umbilical, artéria umbilical, veia uterina) durante a cesariana, encontraram concentrações de PGF2a, PGFM, PGE2 e PGEM significativamente mais altas em vacas sem retenção de placenta do que nas que apresentaram retenção. Também foi demonstrado que mudanças físicas e hormonais que ocorrem nas células do placentoma no parto envolvem a produção de PGF2a (Willians et al., 1987; Gross et al., 1987).

No processo normal de parição das vacas, aproximadamente uma semana antes do parto a concentração de PGFM aumenta gradualmente no plasma materno, e imediatamente antes do parto ocorre aumento abrupto de PGFM, acompanhado do declínio de progesterona, o que está associado com a regressão do corpo lúteo (Edqvist et al., 1981). Matton et al. (1987) demonstraram que os níveis de progesterona estavam elevados no plasma de vacas com retenção de placenta, sugerindo que a retenção poderia estar associada com a lise incompleta do corpo lúteo, enquanto Kankofer et al. (1994) verificaram que o grau de maturação da placenta foi menor em vacas com retenção e em vacas que antecipam o parto.

O objetivo deste trabalho foi o de estudar o efeito da aplicação de PGF2a logo após o parto (primeira hora) sobre a incidência de retenção de placenta.

MATERIAL E MÉTODOS

Foram usadas 164 vacas, 104 com grau de sangue variando de ¾ Holandês/Zebu até Holandês puro, oriundas da Fazenda São José (Fazenda 1), localizada no município de Tapiratiba/SP, e avaliadas entre 13 e 30 de março de 1995, e 60 vacas da raça Holandesa, oriundas do rebanho leiteiro da Agrindus/SA (Fazenda 2), localizada no município de Descalvado/SP, e avaliadas entre 4 de maio e 9 de julho de 1995. Em ambas as propriedades o manejo pré-parto foi semelhante. As vacas ficavam em piquete onde eram observadas 24 horas por dia, e quando começavam a mostrar sinais de parto (exposição ou rompimento da bolsa amniótica) eram levadas para baias individuais de parição. A ajuda ao parto ocorria uma hora após o rompimento da bolsa nas vacas e duas horas nas novilhas.

Foram considerados nas análises dos dados os animais que tiveram período de gestação entre 265 e 290 dias. Os partos gemelares foram desconsiderados.

O tratamento empregado foi aplicação de 25mg de prostaglandina (Dinoprost Trometamina, LUTALYSE®, Pharmacia & Upjohn), 5ml via intramuscular, na primeira hora pós-parto, intercalado com o grupo-controle (sem tratamento), na seqüência de parições.

Os dados colhidos para análise foram: período de gestação, horários do parto, da aplicação de PGF2a e da liberação da placenta, ordem de lactação, índice de condição corporal ao parto, ajuda ao parto e sexo da cria.

O tempo de liberação da placenta foi considerado de uma em uma hora, ou seja, para vacas com liberação da placenta entre o parto e a primeira hora considerou-se uma hora, para liberação entre a primeira e a segunda hora, consideraram-se duas horas, até 24 horas, quando as vacas eram levadas para outro local. Desse modo, o tempo máximo de observação para liberação da placenta foi de 24 horas.

As vacas foram consideradas com retenção de placenta quando a expulsão ocorreu com mais de oito ou mais de 12 horas (Roberts, 1986; Ruckebusch et al., 1991) após o parto.

A avaliação da condição corporal foi feita de acordo com Edmondson et al. (1989).

A influência das variáveis independentes (fazenda, sexo do bezerro, tratamento, ajuda ao parto, ordem de lactação, índice de condição corporal e período de gestação) sobre a presença de retenção de placenta com oito e 12h pós-parto foi analisada por meio de regressão logística, usando-se o programa LOGISTIC (SAS, 1989). Mantiveram-se no modelo os efeitos de fazenda, sexo do bezerro, tratamento e ajuda ao parto; as demais variáveis foram incluídas ou não consoante a técnica de regressão passo-a-passo.

A influência das variáveis independentes sobre o número de horas para liberação da placenta foi avaliada por análise de variância, por meio do programa GLM (SAS, 1989).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Vacas da fazenda 2 apresentaram maior número de horas para liberação da placenta e maior porcentagem de retenção de placenta com oito e 12 horas pós-parto (Tab. 1). Joosten et al. (1987) observaram que a retenção de placenta pode ser influenciada por muitos fatores. Neste estudo, mesmo considerando que o manejo das vacas pré-parto era semelhante, não foi avaliada a dieta e o conforto dos animais, que são fatores importantes na etiologia da retenção de placenta, não permitindo discutir as possíveis causas de diferenças entre as duas fazendas.

Vacas tratadas com PGF2a na primeira hora pós-parto tiveram redução nas três características avaliadas (Tab. 1). Considerando-se que a placenta deve ser expelida entre 30 minutos a seis horas após o parto (Roberts, 1986) e que a sua retenção por período maior que oito a 12 horas após o parto seja considerada uma condição patológica (Roberts,1986; Ruckebusch et al., 1991), o tratamento com PGF2a pode ser usado para reduzir o tempo de sua liberação em vacas leiteiras. Segundo van Werven et al. (1992), vacas a partir da quarta lactação têm melhor desempenho reprodutivo quando a expulsão da placenta ocorre com menos de seis horas, ou seja, a redução do tempo de liberação da placenta pela aplicação da PGF2a poderá diminuir problemas reprodutivos futuros. Estes resultados demonstram eficiência da aplicação da PGF2a na primeira hora pós-parto em reduzir a incidência de retenção de placenta com oito e 12h e estão de acordo com os obtidos por Matton et al. (1987), que encontraram níveis de progesterona elevados no plasma de vacas com retenção de placenta, e com Chassagne & Barnovin (1992), que encontraram níveis mais baixos de PGFM na hora do parto em vacas com retenção de placenta. Gross et al. (1986), ao aplicarem PGF2a na primeira hora pós-parto em vacas que tiveram indução do parto, obtiveram significativa redução da incidência de retenção de placenta. Entretanto, Stevens & Dinsmore (1997) não encontraram redução da incidência de retenção de placenta com aplicação de fenoprostalene, dinoprost tromethamine ou ocitocina duas horas pós-parto e Lindell et al. (1982), Bosu et al. (1984) e Matton et al. (1987) encontraram níveis maiores de PGFM em vacas com retenção de placenta. Esses resultados aparentemente contraditórios demonstram que a retenção de placenta tem origem multifatorial (Joosten et al. 1987), e que nos estudos em que a aplicação de PGF2a não apresentou resultado positivo, provavelmente a causa de retenção de placenta não estava relacionada com distúrbios na produção de PGF2a pelo placentoma (Gross & Willians, 1988).

O sexo do bezerro (Tab. 1) não influenciou o número de horas para liberação da placenta e a porcentagem de vacas com retenção de placenta com oito e 12 horas pós-parto. A não influência do sexo da cria já foi mencionada por Muller & Owens (1974) e Chassagne & Barnouin (1992).

Ajuda ao parto (Tab. 1) também não influenciou as variáveis avaliadas. Estes resultados diferem de Gröhn & Rajala-Schultz (2000) que apontam a distocia como fator de risco para retenção de placenta, e de Joosten et al. (1987) que encontraram 5,0% de retenção de placenta em partos sem nenhuma ou pouca ajuda, 6,3% em partos com ajuda de uma pessoa e 13,3% nos partos com ajuda de duas ou mais pessoas. Neste estudo não foi caracterizado o tipo de ajuda ao parto, e considerou-se ajuda ao parto quando ocorreu o auxílio uma hora após o rompimento da bolsa nas vacas e duas horas nas novilhas, provavelmente antes que realmente fosse necessário, o que pode ter sido o fator responsável pelo grande número de animais (52 em 164, 31,7%) que receberam a ajuda. Este valor é alto em relação à literatura.

Período de gestação não influenciou as características avaliadas, diferentes dos resultados observados por Dubois & Willians (1980) e Joosten et al. (1987), que verificaram aumento da incidência de retenção de placenta durante o verão em vacas com períodos de gestação menores, e por Scheidegger et al. (1993), que apontaram o período de gestação como a variável com maior efeito na porcentagem de retenção de placenta. Provavelmente os resultados diferem pelo fato deste estudo ter sido realizado entre os meses de março e julho, quando as vacas já não mais sofrem de estresse térmico (meses menos quentes).

A relação entre horas para liberação da placenta e as variáveis independentes índice de condição corporal (ICC) e ordem de lactação, que apresentaram efeito significativo (P<0,05), é descrita pela seguinte equação: Y=13,41-3,207(ICC)+2,523(ORDEM)-0,2731(ORDEM)². O número de horas para a liberação da placenta diminuiu à medida que o ICC aumentou. A relação entre a ordem de lactação e o número de horas para liberação da placenta obedece a uma curva quadrática: à medida que a ordem de lactação cresceu, aumentou o número de horas para a liberação da placenta, sendo esse efeito progressivo até atingir um máximo entre a quarta e a quinta lactação.

O ICC e a ordem de lactação também influenciaram a porcentagem de vacas com retenção com oito (P<0,10; P<0,05) e 12 horas (P<0,05; P=0,11), respectivamente, seguindo o mesmo padrão da relação entre horas para a liberação da placenta, ou seja, vacas com índice da condição corporal baixo tiveram maior porcentagem de retenção de placenta quando avaliadas com oito e 12 horas. Markusfeld et al. (1997) verificaram maior risco de retenção de placenta em vacas com condição corporal baixa. Vacas na primeira lactação tiveram menor porcentagem de retenção de placenta com oito e 12 horas, semelhante aos resultados de Markusfeld (1986) e Van Werven et al. (1992) que apontaram a ordem de lactação como fator que predispõe para a retenção de placenta.

CONCLUSÕES

Vacas com retenção de placenta podem ter deficiência na produção de prostaglandina, justificando a redução da incidência de retenção nas vacas que foram tratadas na primeira hora pós-parto com PGF2a . Portanto, é viável a aplicação de PGF2a na primeira hora pós-parto como preventivo, visando reduzir a ocorrência de retenção de placenta.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    22 Jul 2002
  • Data do Fascículo
    Fev 2002

Histórico

  • Aceito
    05 Fev 2002
  • Recebido
    02 Maio 2001
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