Metabolismo de frangos de corte submetidos a diferentes tempos de espera no abatedouro e sua relação com a qualidade da carne

D.R. Rodrigues M.B. Café R.M. Jardim Filho E. Oliveira T.C. Trentin D.B. Martins C.S. Minafra Sobre os autores

RESUMO

Este trabalho objetivou a avaliação dos efeitos dos diferentes tempos de espera e da posição das caixas de transporte no caminhão sobre perfil bioquímico e hematológico, além de parâmetros físicos da carne, como cor e pH do peito, de frangos de corte. Os tratamentos foram definidos pelos animais abatidos com zero, duas, quatro e seis horas de espera no abatedouro, posicionados nas partes superior e inferior do caminhão. Como resultado, verificou-se que o aumento do tempo de espera no abatedouro, acima de duas horas, resultou em redução no número de linfócitos, elevação da razão heterófilos/ linfócitos (H/L) e de basófilos no hemograma. Houve aumento da atividade de lactato desidrogenase (LDH), dos níveis de colesterol e redução de triglicerídeos e glicose no plasma. O posicionamento das caixas na parte superior da carroceria do caminhão elevou a enzima creatina quinase (CK) sanguínea. Além disso, o tempo prolongado na área de espera aumentou o pH final e o valor de a* (teor de vermelho) e diminuiu a luminosidade dos filés. A interação significante dos fatores tempo de espera de quatro e seis horas e a posição superior das caixas de transporte propiciaram o desenvolvimento de carnes duras, firmes e escuras (DFD) em frangos de corte.

Palavras-chave:
bem-estar animal; carne DFD; galpão de espera; jejum; pré-abate

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