Efeitos laxativos do polietilenoglicol 3350 e de soluções eletrolíticas em equinos

Laxative effects of polyethylene glycol 3350 and electrolyte solutions in equines

Compararam-se a motilidade intestinal, a frequência de defecação, a umidade e o aspecto das fezes, o tempo médio de retenção (TMR) e a taxa de passagem (TxP) da ingesta no intestino grosso (ig), em cinco éguas hígidas tratadas com: polietilenoglicol 3350, na dose única de 1,5g kg-1, em bolus, por via enteral (PEG); ou por polietilenoglicol 3350, na dose única de 1,5g kg-1, em bolus, por via enteral, associado ao Ringer lactato, 15mL kg-1 h-1 por fluxo contínuo de 12h, via intravenosa (PEG+RL); ou por solução isotônica poliônica enteral, 15mL kg-1 h-1 em fluxo contínuo de 12h (SIPE); ou por solução isotônica poliônica enteral, 7,5mL kg-1 h-1 por fluxo contínuo de 12h, via enteral, associada ao Ringer lactato, 7,5mL kg-1 h-1 por fluxo contínuo de 12h, via intravenosa (SIPE+RL); ou por cloreto de sódio 0,9%, 15mL kg-1 h-1 por fluxo contínuo de 12h, via intravenosa (NaCl 0,9%). O PEG apenas amoleceu discretamente as fezes. O PEG+RL, o SIPE+RL e o NaCl 0,9% foram mais eficazes em amolecer as fezes e aumentar a frequência de defecação do que o PEG. O SIPE foi o único tratamento que aumentou a motilidade intestinal, e foi o melhor em aumentar a frequência de defecações, amolecer as fezes e diminuir o TMRig, aumentando a TxPig. Conclui-se que os cinco tratamentos demonstraram efeito laxativo, sendo o SIPE o mais eficaz.

equinos; laxativos; polietilenoglicol; soluções


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