Cintilografia no acompanhamento pós-operatório de osteossíntese do fêmur com placa em ponte associada ao pino intramedular em coelhos

N.F. Borges R. Serakides R.G. Santos S.O.F. Diniz V.N. Cardoso N.S. Ucros R.C.S. Torres S.V. Cardoso C.M.F. Rezende Sobre os autores

A cintilografia foi empregada no acompanhamento da consolidação de osteotomia experimental do fêmur após osteossíntese com placa em ponte associada ao pino intramedular. Foram usados sete coelhos machos, raça Nova Zelândia, com massa corporal de 3,5kg e idade média de quatro meses. A cintilografia óssea trifásica com metilenodifosfonato marcado com tecnécio-99m (MDP-99mTc) foi obtida antes e após a cirurgia, e nos dias 20, 50 e 90 do pós-operatório.O índice de atividade (IA) foi calculado por meio do quociente da média do número de contagens na região da osteotomia pela média do número de contagens na região correspondente, no membro contralateral normal. Paralelamente ao estudo cintilográfico, foram realizadas radiografias antes dos procedimentos cirúrgicos e aos 15, 30, 45, 60 e 90 dias após, para acompanhamento do processo de cura óssea. Encontrou-se relação direta entre o índice de atividade e a evolução do processo de consolidação óssea na avaliação cintilográfica sequencial ao longo do período de observação. A cintilografia óssea trifásica permite acompanhar o metabolismo ósseo, avaliar e mensurar a vascularização e perfusão tecidual. As imagens obtidas na fase de pool sanguíneo e na fase óssea são as mais adequadas para avaliação do metabolismo ósseo. A placa em ponte associada com o pino intramedular promove osteossíntese com estabilidade suficiente para permitir a consolidação ossea.

cintilografia; coelhos; placa em ponte; osteossíntese biológica


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