Resultado da quimioterapia adjuvante com lomustina, vimblastina e clorambucil no manejo do mastocitoma canino de risco alto a intermediário

R.S. Horta G.E. Lavalle M.P. Costa L.L. Moura A. Marcinowska R.B. Araújo Sobre os autores

RESUMO

Apesar dos inúmeros protocolos disponíveis, o uso da quimioterapia permanece empírico para o mastocitoma canino e faltam critérios para escolha do protocolo e da definição dos pacientes que poderiam se beneficiar do tratamento. O objetivo deste estudo foi avaliar o resultado de cães com mastocitoma após a quimioterapia adjuvante, de acordo com o risco de recorrência ou metástase proposto na literatura. Este estudo prospectivo incluiu 89 cães com acompanhamento clínico e avaliação prognóstica, incluindo características clínicas, histológicas, imuno-histoquímicas e genéticas dos mastocitomas. Os pacientes foram agrupados segundo o risco de recorrência ou metástase, sendo recomendado tratamento com lomustina seguida de clorambucila, se considerados sob alto risco, ou vimblastina seguida de clorambucila, se estivessem sob risco intermediário. O resultado final foi definido pelo intervalo livre de doença (ILD) e pela sobrevida global (SG), estimados pela curva de Kaplan-Meier. Na adjuvância, a lomustina foi útil no controle do mastocitoma canino de alto risco, mas apenas quando associada ao clorambucila, com um ILD de 686 dias, sem atingir a mediana para SG. Não houve diferença no grupo de risco intermediário, independentemente do tratamento escolhido. Pacientes de risco intermediário podem não necessitar de tratamentos adjuvantes, mesmo na ausência de margens cirúrgicas livres.

Palavras-chave:
cão; neoplasia; mastócitos; Ki-67; c-kit

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