Fauna parasitária e relação parasito-hospedeiro de tambaquis criados na região do Baixo São Francisco, nordeste do Brasil

Parasitic fauna and parasite-host relationship of tambaqui reared in São Francisco river basin, Brazilian northeast

R.Y. Fujimoto D.M.V. Hide P.E.G. Paixão H.A. Abe J.A.R. Dias N.C. Sousa M.V.S. Couto R.V.B. Silva R.R. Madi M.V. Benavides M.M. Ishikawa E.C. Chagas C.L. Boijink M.H.G. Dompieri A.M.L. Pereira P.O. Maciel Sobre os autores

RESUMO

Este trabalho teve como objetivo avaliar a fauna parasitária de tambaquis na região do Baixo São Francisco-AL/SE-Brasil e correlacionar os índices de prevalência e intensidade média com fatores bióticos e abióticos. Foram coletados 252 espécimes para análise parasitológica de 10 pisciculturas. Os parasitos foram contabilizados, identificados, e determinaram-se os índices de prevalência e intensidade média, que foram correlacionados com fatores bióticos e abióticos. Dos peixes coletados, 65,5% estavam parasitados por pelo menos um táxon. Foram encontrados 10 táxons: Monogeneas, Ichthyophthirius multifiliis, tricodinídeos, Piscinoodinium pillulare, Ichthyobodo sp., Dolops carvalhoi, Lernaea cyprinacea, Procamallanus (Spirocamallanus) inopinatus, Henneguya sp. e Myxobolus sp. As maiores prevalências foram encontradas para Monogeneas (49,2%) e Myxobolus sp. (31,5%). Correlações negativas entre prevalência e fatores bióticos (peso e comprimento) foram observadas para Monogeneas (r2= -0,49; r2= -0,43), Myxobolus sp. (r²= -0,46; r²= -0,39) e Henneguya sp. (r²= -0,41; r²= -0,39). O fator abiótico temperatura apresentou correlação negativa com as prevalências de Lernaea cyprinacea (r= -0,39) e tricodinídeos (r= -0,33), enquanto a condutividade elétrica apresentou correlação positiva (r= 0,40) com a prevalência de tricodinídeos. Conclui-se que a fauna parasitária dos tambaquis cultivados na região do Baixo São Francisco é diversificada e com a carga parasitária dependente da qualidade de água e do estágio de desenvolvimento dos peixes.

Palavras-chave:
aquicultura; Colossoma macropomum; manejo; parasitos; sanidade

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