Uso de parafusos vertebrais para distração e estabilização espinhal em um cão com espondilomielopatia cervical disco-associada: relato de caso

P.V.T. Marinho A.S. Macedo C.R.A. Ferrigno I.S. Dal-Bó F. Paes T. Bregadioli Sobre os autores

RESUMO

Um cão, macho, adulto, Rotweiller de 10 anos de idade, foi atendido com histórico de claudicação do membro torácico esquerdo com evolução para fraqueza havia aproximadamente dois meses. Ao exame neurológico, observou-se ataxia proprioceptiva nos quatro membros e dor cervical moderada. Mediante ressonância magnética, espondilomielopatia cervical disco-associada com a característica estática da compressão C3-C4 foi diagnosticada. Realizou-se cirurgia descompressiva por meio de slot ventral e estabilização-distração com o uso de parafusos vertebrais e barras conectoras. O paciente apresentou evolução clínica favorável do quadro. A evolução foi progressiva e, no último retorno, 120 dias após a cirurgia, não apresentou nenhum déficit neurológico ou sinal de falha do implante nas imagens radiográficas; no entanto, não foi evidenciada fusão vertebral. Pelo conhecimento dos autores, esse é o primeiro relato de EMC disco-associada tratada por distração e estabilização com parafusos vertebrais (pediculares) em um cão. A fixação espinhal por meio do uso de parafusos vertebrais foi uma alternativa viável no caso apresentado.

Palavras-chave:
sistema nervoso; medula espinhal; estabilização; canino

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