Anestesia epidural na cirurgia descompressiva lombossacral de cães

Epidural anesthesia in the lumbosacral decompressive surgery in dogs

E.A. Tudury T.H.T. Fernandes M.L. Figueiredo B.M. Araújo M.A. Bonelli A.C. Silva C.R.O. Santos Sobre os autores

Objetivou-se avaliar viabilidade, eficácia, vantagens e desvantagens da anestesia epidural lombossacral, junto à anestesia geral inalatória, em cirurgias de descompressão da cauda equina, tendo em vista que essas cirurgias são procedimentos longos e dolorosos. Para isso, foram utilizados 11 cães adultos com sinais clínicos de síndrome da cauda equina, que foram submetidos à anestesia geral inalatória e deixados no estágio anestésico mais superficial. Depois, realizou-se a anestesia epidural em seis dos 11 pacientes, por punção espinhal em L7-S1, com bupivacaína a 0,5%. Os parâmetros fisiológicos (cardíacos, vasculares, respiratórios, temperatura corporal e glicemia) foram aferidos antes da medicação pré-anestésica, 10 minutos após esta, 30 minutos depois da epidural, depois da laminectomia, assim como após 60 minutos e 90 minutos da epidural, tanto no grupo com epidural como naquele sem esta (controle). Os animais que possuíam bloqueio epidural apresentaram redução significativa no consumo de anestésico inalatório e no tempo de extubação, não apresentando déficits neurológicos causados pela anestesia epidural, quando comparados com o grupo-controle. Conclui-se que a técnica de anestesia epidural é eficiente e vantajosa na realização de cirurgias descompressivas lombossacrais, pois proporciona menor risco anestésico para o animal.

cauda equina; bloqueio anestésico; analgesia


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