Variabilidade genética em algumas criações comerciais brasileiras de escargots (Helix aspersa, Müller, 1774)

Genetic variation at eight isoenzyme loci in subpopulations of the edible snail (Helix aspersa, Müller, 1774)

B.F. Vasconcellos E.P.B. Contel Sobre os autores

Descreveram-se os marcadores isoenzimáticos e estimou-se a variabilidade genética de 20 subpopulações brasileiras de escargots (Helix aspersa). O estudo dos oito locos foi feito por eletroforese em gel de amido, em amostras com 30 indivíduos cada, obtidas em criatórios dos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro (uma, duas e 17 amostras, respectivamente). Observou-se polimorfismo nos locos das enzimas LAP, 6-PGD, PEP 2, PEP 1 e MDH, com três alelos nos três primeiros locos e dois nos demais. Os locos da ME, da SOD e da PGI apresentaram-se monomórficos. As freqüências gênicas de sete amostras ajustaram-se ao modelo de Hardy-Weinberg (P<0,05), e as de outras seis amostras ajustaram-se ao modelo de Wright (P<0,05), indicando que elas estão submetidas a diferentes regimes reprodutivos. Os desvios da panmixia para toda a população (F IT ) e dentro das subpopulações (F IS) não foram significativos (P³0,05). O desvio entre as subpopulações (F ST=0,0485) foi significativo (P<0,05) e apontou pequena diferenciação entre elas. As estimativas de diversidade total (Ht), entre subpopulações (Dst) e dentro das subpopulações (Hs), indicaram que a diversidade genética é reduzida e sua maior parte encontra-se dentro das subpopulações, sugerindo uma base genética estreita para essa população. As distâncias genéticas também foram pequenas, não permitindo a construção de um dendrograma.

escargot; isoenzima; variação genética; distância genética


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