Degradabilidade ruminal da matéria seca e fração fibrosa de duas cultivares de estilosantes

D.S. Corrêa R.T. Magalhães D.C.B. Siqueira

Avaliou-se a degradabilidade ruminal da matéria e fração fibrosa do Stylozanthes guianensis cv. Mineirão e Stylozanthes spp. cv. Campo Grande. Foram realizadas duas incubações em fêmea bovina adulta canulada no rúmen. Em cada incubação foram utilizadas 25 amostras de cada cultivar (7,0 g). As amostras foram retiradas nos tempos 0, 6, 9, 12, 24, 36, 48, 72 e 96 horas de incubação. Para a taxa de passagem de 5%/hora, o estilosantes Mineirão apresentou 75,70%, 59,01% e 76,81% de degradabilidade efetiva (DE) da matéria seca (MS), fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA), respectivamente, enquanto a cultivar Campo Grande alcançou DE de 68,39% (MS), 51,93% (FDN) e 58,89% (FDA). O tempo de colonização foi estatisticamente diferente (P<0,05) apenas para a FDA. A cultivar Mineirão apresentou maior degradabilidade ruminal tanto para a MS quanto para a sua porção fibrosa. A escolha por uma das duas cultivares depende de estudos que levem em conta o custo de estabelecimento e manutenção das leguminosas e o benefício resultante.

bovinocultura; degradabilidade ruminal; estilosantes; forrageira tropical


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