Freqüência de dirofilariose canina (D. immitis) em algumas regiões do Estado de São Paulo por meio da detecção de antígenos circulantes

Determinou-se a freqüência da dirofilariose canina em 310 (158 machos e 152 fêmeas) cães oriundos da cidade de São Paulo (154) e do litoral paulista (156). O levantamento foi realizado por meio da técnica de Knott (pesquisa de microfilárias) e do teste de ELISA para detecção de antígenos circulantes solúveis. Vinte e cinco (8,0%) amostras apresentaram-se positivas utilizando-se os dois métodos para D. immitis, seis (3,9%) da cidade e 19 (12,2%) da área litorânea. Detectou-se positividade ao Knott em 19 (6,1%) amostras, quatro de São Paulo e 15 do litoral, e 12 (3,9%) reagentes ao ELISA, quatro de São Paulo e oito do litoral; seis (1,9%) amostras foram positivas pelos dois métodos, duas em São Paulo e quatro no litoral. A percentagem de cães positivos pelo método de Knott no litoral foi maior do que em São Paulo (P<0,05), porém ao teste de ELISA os casos positivos foram eqüivalentes. A infecção patente (microfilarêmica) prevaleceu sobre a infecção oculta (amicrofilarêmica), portanto não houve grande freqüência de cães infectados provavelmente por não se tratar de áreas de alta endemicidade, onde a ocorrência é maior que 10%.

Cão; dirofilariose Dirofilaria immitis; ELISA; freqüência


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