Lidando com as consequências do tratamento agressivo para retinoblastoma refratário com semeadura vítrea

Aubrey Brink Zélia Maria Correa James Geller Todd Abruzzo James J. Augsburger Sobre os autores

Uma menina de 4 anos com retinoblastoma (RB) bilateral, não-familiar foi encaminhada após enucleação OE e tumor ativo OD refratário a múltiplas terapias (quimioterapia endovenosa, laser/crioterapia e braquiterapia com I-125). Semeadura vitrea OD, inicialmente controlada por inúmeras sessões de Quimioterapia Intra-Arterial Oftálmica (QIAO) e quimioterapia periocular, recorreu em seguida. Paciente recebeu injeções intravítreas de Melphalan obtendo controle tumoral apesar do desenvolvimento concomitante de ceratopatia, sinéquias pupilares, catarata, necrose do fórnice inferior e gordura periorbitária adjacente, todos secundários aos tratamentos usados. Implantes repetidos de membrana amniótica e tarsorrafias foram realizadas para melhora sintomatológica. Apesar de estar livre de tumor por 6 meses, a baixa visibilidade do fundo e complicações terapêuticas nos levaram a considerar enucleação que foi descartada pelos pais. Após recente ressonância magnética nuclear (RMN) negativa, a catarata foi removida. Foi então detectada recorrência tumoral. O olho foi enucleado há 12 meses e ela se recuperou bem da cirurgia. Enquanto a oncologia ocular embarca em tratamentos para preservar em retinoblastoma, é importante considerar os efeitos cumulativos e impacto associado desses tratamentos, e a possibilidade de fracasso.

Retinoblastoma/quimioterapia; Retinoblastoma/cirurgia; Melfalan/administração & dosagem; Corpo vítreo/patologia; Injeções intravítreas; Neoplasias da retina/cirurgia; Enucleação ocular; Humanos; Feminino; Criança; Relatos de casos


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