Fixação monoescleral da LIO após extração extracapsular de cristalinos subluxados em pacientes com síndrome de Marfan

OBJETIVO: Descrever a técnica de fixação monoescleral da lente intra-ocular (LIO) após extração extra-capsular de cristalinos subluxados em pacientes com síndrome de Marfan. MÉTODOS: Estudo retrospectivo conduzido em 14 olhos de 7 pacientes atendidos consecutivamente com subluxação do cristalino associada à síndrome de Marfan. A cirurgia foi indicada quando: 1) a margem do cristalino era observada na área pupilar, em condições normais de iluminação, causando ofuscamento visual; ou 2) a melhor acuidade visual corrigida era menor que 20/70; ou 3) o paciente queixava-se de diplopia monocular. Foram excluídos pacientes com história de glaucoma, descolamento de retina, trauma ou outras doenças sistêmicas. RESULTADOS: O acompanhamento pós-operatório médio foi de 15,43± 9,33 meses (variação, 6 a 30 meses). A melhor acuidade visual corrigida com óculos variou de 20/25 a 20/60, dos quais 71,43% alcançaram 20/30, ou melhor. Nenhum caso mostrou piora da acuidade visual, além de não terem sido observadas complicações per ou pós-operatórias (descentração da lente intra-ocular, bloqueio pupilar, glaucoma ou descolamento de retina). A complicação pós-operatória mais freqüente foi o astigmatismo, observando-se valores maiores que 1,5 dioptrias em 3 casos (21,43%). CONCLUSÕES: Esta técnica mostrou bons resultados cirúrgicos e visuais, além de poucas complicações, sendo opção cirúrgica para os casos de subluxação do cristalino associada com a síndrome de Marfan, especialmente em alguns países ou regiões onde a facoemulsificação não está disponível.

Síndrome de Marfan; Ectopia lentis; Extração da catarata; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Implantação da lente intra-ocular


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