• Who is the ophthalmologist that developing countries need? EDITORIAL

    Kara-Junior, Newton
  • Microperimetry differences in macular sensitivity threshold between first and second tested eyes ORIGINAL ARTICLE

    Junqueira, Natacha B.; Lima, Luiz H.; Ferreira, Rodrigo B.; Garcia, Denny Marcos; Furtado, João M.; Jorge, Rodrigo

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo: Avaliar comparativamente o limiar de sensibilidade macular da microperimetria e a estabilidade de fixação entre o primeiro (direito) e o segundo (esquerdo) olhos testados de indivíduos normais. Métodos: Trinta pacientes saudáveis foram divididos aleatoriamente em 2 grupos. Os participantes foram submetidos à microperimetria no “fast mode” e no “expert mode” no grupo I e II, respectivamente. Cada participante foi submetido a um único teste e o olho direito foi testado primeiro. Resultados: No grupo I, o limiar médio de sensibilidade macular (± DP) foi de 24,5 ± 2,3 dB e 25,7 ± 1,1 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,0415). No grupo II foi de 26,7 ± 4,5 dB e 27,3 ± 4,0 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,58). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os olhos dos dois grupos (p=0,1512). Em relação à estabilidade de fixação (avaliada no grupo microperimetria no “expert mode”), a média das porcentagens dos pontos de fixação dentro do 1 grau central da mácula (P1) ± DP foi de 87,9 ± 11,5% no olho direito e de 93,8 ± 6,6% no olho esquerdo. O teste t pareado não mostrou diferença estatística entre os olhos (p=0,140). O valor médio de P2 ± DP foi de 95,5 ± 4,9% no olho direito e 98,5 ± 2,1% no olho esquerdo. Foi demonstrado um aumento na porcentagem de pontos de fixação no segundo olho testado quando comparado ao primeiro (teste t pareado= 2,364; p=0,034). Houve correlação negativa entre o limiar de sensibilidade macular do olho direito e a duração do exame nos dois grupos (microperimetria no “expert mode”: r=-0,717; p=0,0026; microperimetria no “fast mode”: r=-0,843; p <0,0001). Conclusão: O limiar médio de sensibilidade macular foi maior no segundo olho testado no grupo microperimetria no “fast mode” e foi semelhante nos dois olhos no “expert mode”. Nossos dados sugerem que a compreensão do exame pelo indivíduo pode impactar nos resultados da microperimetria.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purpose: To comparatively assess the macular sensitivity threshold of microperimetry and the fixation stability between the first (right) and second (left) tested eye of normal participants. Methods: Thirty healthy patients were randomly assigned to two groups. The participants underwent microperimetry in the fast mode and expert mode in groups I and II, respectively. Each participant underwent a single test and the right eye was tested first. Results: The mean macular sensitivity threshold (± standard deviation [SD]) was 24.5 ± 2.3 dB and 25.7 ± 1.1 dB in the first (right) and second (left) eyes of group I, respectively (p=0.0415) and 26.7 ± 4.5 dB and 27.3 ± 4.0 dB in the first (right) and second (left) eyes of group II, respectively (p=0.58). There was no statistically significant difference between eyes in either group (p=0.1512). Regarding fixation stability (evaluated in the microperimetry expert mode group), the mean ± SD percentage of fixation points within the 1-degree central macula (P1) was 87.9 ± 11.5% in the right eye and 93.8 ± 6.6% in the left eye. The paired t-test did not show a statistically significant difference between eyes (p=0.140). Mean ± SD P2 value was 95.5 ± 4.9% in the right eye and 98.5 ± 2.1% in the left eye. The analysis demonstrated an increase in the percentage of fixation points in the second tested eye compared with the first one (paired t-test= 2.364; p=0.034). There was a negative correlation between the macular sensitivity threshold of the right eye and the duration of the examination for both groups (microperimetry expert mode: r=-0.717; p=0.0026; microperimetry in the fast mode: r=-0.843; p<0.0001). Conclusion: Mean macular sensitivity threshold was higher in the second tested eye in the microperimetry in the fast mode group and was similar in both eyes in the expert mode. Our data suggest that comprehension of the examination by the individual may impact the results of the microperimetry test.
  • Orbital lymphatic vessels: immunohistochemical detection in the lacrimal gland, optic nerve, fat tissue, and extrinsic oculomotor muscles ORIGINAL ARTICLE

    Damasceno, Renato Wendell Ferreira; Barbosa, Juliana Arôxa Pereira; Cortez, Lucas Rafael Costa; Belfort, Rubens

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivos: Identificar vasos linfáticos em espécimes orbitários de cadáveres humanos através de microscopia óptica e análise imunohistoquímica. Métodos: Um estudo postmortem incluiu dez espécimes orbitários provenientes de dez cadáveres humanos. Todos os espécimes orbitários foram obtidos até 12 horas após a morte com uma técnica cirúrgica de exenteração orbitária e dissecados em glândula lacrimal, nervo óptico, gordura órbitária e músculos extraoculares. Para classificar como um vaso linfático, os critérios histológicos incluíram vasos endoteliais de parede única sem membrana basal bem desenvolvida, irregulares e lúmen sem hemácias, e os critérios imunohistoquímicos incluíram vasos endoteliais de parede única, com formato irregular e lúmen sem hemácias e reagentes a podoplanina D2-40. Resultados: As lâminas histológicas de glândula lacrimal, nervo óptico, tecido adiposo e músculos extraoculares reagiram positivamente a podoplanina D2-40. Conclusão: Este estudo demonstrou vasos linfáticos na órbita humana, mais exatamente, na glândula lacrimal, no nervo óptico, na gordura orbitária e nos músculos extrínsecos extraoculares via microscopia óptica e imunohistoquímica.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purpose: To identify the lymphatic vessels in orbital specimens from human cadavers using light microscopy and immunohistochemical analysis. Methods: A postmortem study included 10 orbital specimens from 10 human cadavers. The orbital specimens were obtained no later than 12 hours after death. The orbital specimens were dissected into lacrimal gland, optic nerve, fat tissue, and oculomotor muscles. The histologic criteria to qualify as a lymphatic vessel were thin-walled channels of endothelium without a well-developed basal membrane and with an erythrocyte-free, irregular lumen. The immunohistochemical criteria were irregularly shaped, thin-walled vessels with an erythrocyte-free, irregular lumen and immunopositivity for podoplanin D2-40. Results: The lacrimal gland, optic nerve, fat tissue, and extraocular muscle sections were positively stained with podoplanin D2-40. Conclusions: This study demonstrated lymphatic vessels in the human orbit, more precisely, in the lacrimal gland, dura mater of the optic nerve, adipose tissue, and extrinsic oculomotor muscles via light microscopy and immunohistochemistry.
  • Influence of pupillary dynamics on the defocus curve of eyes implanted with diffractive multifocal lenses: a randomized study ORIGINAL ARTICLE

    Messias, André; Ferreira, Miriam; Mendonça, Gleilton Carlos; Queiroz, Wilian; Coelho, Roberto Pinto; Gekeler, Katrin

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo: Avaliar a influência da dinâmica pupilar na curva de desfoco de olhos implantados com lente intraoculares multifocais difrativas. Métodos: Estudo prospectivo e randomizado realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo - Departamento de Oftalmologia. Trinta e oito pacientes foram aleatoriamente designados para receber bilateralmente lentes intraoculares SN6AD1 (n=20) (mfIOL) ou SN60WF (n=18) (aIOL). Além da acuidade visual para longe e perto, corrigida e não corrigida, e curva de desfoco, foi ainda realizada pupilometria dinâmica. A área sob a curva de desfoco foi calculada usando um modelo polinomial empírico. Resultados: Um total de 16 e 17 pacientes (n=32 e 34 olhos) completaram 1 ano de seguimento nos grupos mfIOL e aIOL, respectivamente. Não houve diferenças significativas entre grupos para as acuidades visuais seja para longe ou perto. As curvas de desfoco do grupo mfIOL mostraram um pico duplo; enquanto o SN60WF mostrou apenas um pico, típico para uma lente intraoculares monofocal. A média da área sob a curva de desfoco do grupo aIOL foi (4,66 ± 1,51 logMAR.dp), e essa é estatisticamente significante diferente da métrica do grupo mfIOL (1,99 ± 1,31 logMAR.dp). A pupila na contração máxima após a exposição a um flash de 30 cd/m2 por 1 segundo foi significativamente correlacionada com uma melhor área de foco no grupo mfIOL (r=0,54; p=0,0017), essa relação não foi observada para o grupo aIOL. Conclusão: Estes dados indicam que quanto menor a pupila durante contração, melhor é a área sob a curva de desfoco e, portanto, o desempenho visual dos olhos implantados com essa mfIOL. Esta correlação não foi encontrada para lentes intraoculares monofocais.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purpose: To evaluate the influence of pupil dynamics on the defocus profile and area-of-focus of eyes implanted with a diffractive multifocal intraocular lens (IOL). Methods: This prospective randomized trial was conducted at the Department of Ophthalmology, School of Medicine of Ribeirão Preto, University of São Paulo, Brazil. Thirty-eight patients were randomly assigned to receive the multifocal SN6AD1 (n=20) or the aspheric monofocal SN60WF (aIOL) (n=18) IOLs bilaterally. Dynamic pupillometry, visual acuity for distance and near, corrected and uncorrected, and a defocus profile were assessed postoperatively. The area-of-focus was calculated using an empirical polynomial model of the defocus profile. Results: Sixteen patients (32 eyes) in the multifocal SN6AD1 group and 17 patients (34 eyes) in the aspheric monofocal SN60WF group completed the 1-year follow-up. There were no significant between-group differences in monocular uncorrected distance or near visual acuity. The defocus profiles of the mfIOL group showed a double peak, whereas those of the aspheric monofocal SN60WF group showed only one peak, which is typical for a monofocal intraocular lens. The area-of-focus of the aIOL group (4.66 ± 1.51 logMARxD) was significantly different from that of the multifocal SN6AD1 (1.99 ± 1.31 logMARxD). Pupil size at maximum contraction after exposure to a flash of 30 cd/m2 for 1 second was significantly correlated with a better area-of-focus in the multifocal SN6AD1 group (r=0.54; p=0.0017), whereas this was not the case in the aspheric monofocal SN60WF group. Conclusion: These findings indicate that in eyes implanted with an multifocal SN6AD1, the smaller the pupil size, the better is the area-of-focus and hence the better is the visual performance. This correlation was not found for the aspheric monofocal SN60WF.
  • Corneal and anterior chamber morphology in patients with nonınfectious ıntraocular ınflammation ORIGINAL ARTICLE

    Cetin, Ebru Nevin; Bozkurt, Kerem; Akbulut, Selen; Pekel, Gökhan; Taşcı, Murat; Çobankara, Veli

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo: Avaliar a morfologia da córnea e da câmara anterior em olhos fácicos com inflamação intraocular não infecciosa. Métodos: Esse estudo incluiu 59 olhos com uveíte ativa, 62 olhos com uveíte inativa e 95 olhos saudáveis. A densidade de células endoteliais da córnea, a proporção de células hexagonais, o coeficiente de variação, o volume e a espessura da córnea, a ceratometria máxima e o volume e profundidade da câmara anterior foram medidos com um microscópio especular e uma Pentacam HR. Resultados: A duração média da uveíte foi de 24,6 ± 40,5 (0-180) meses. O número médio de crises de uveíte foi de 2,8 ± 3,0 (1-20). O coeficiente de variação foi significativamente maior no grupo com uveíte ativa do que no grupo com uveíte inativa (p=0,017, Tukey post-hoc). Não houve diferença significativa nos demais parâmetros do segmento anterior entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle (p>0,05). A análise de regressão linear múltipla demonstrou que o coeficiente de variação foi maior na uveíte ativa do que na uveíte inativa, após ajustes para a duração e tipo de uveíte e a presença ou não de doença reumática e de tratamento imunossupressor (p=0,003). A duração da uveíte e o número de crises não demonstraram correlação significativa com os parâmetros oculares (p>0,05, correlação de Spearman). A diferença nos parâmetros não demonstrou correlação significativa com o tipo de uveíte (p>0,05). Conclusões: O coeficiente de variação foi maior nos olhos com uveíte ativa do que naqueles com uveíte inativa, ao passo que a densidade de células endoteliais e a morfologia da câmara anterior não mostraram diferenças significativas entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purpose: To evaluate the corneal and anterior chamber morphology in phakic eyes with noninfectious intraocular inflammation. Methods: This study included 59 eyes with active uveitis, 62 with inactive uveitis, and 95 healthy eyes. Corneal endothelial cell density, hexagonal cell ratio, coefficient of variation (CV), corneal thickness and volume, maximum keratometry, and anterior chamber volume and depth (ACD) measurements were performed using a specular microscope and Pentacam HR. Results: The mean duration of uveitis was 24.6 ± 40.5 (0-180) months. The mean number of uveitis attacks was 2.8 ± 3.0 (1-20). Coefficient of variation was significantly higher in the active uveitis group compared with inactive uveitis group (p=0.017, Post Hoc Tukey). Anterior segment parameters other than coefficient of variation were not significantly different between active/inactive uveitis and control groups (p>0.05). Multiple linear regression analysis showed that coefficient of variation was greater in active uveitis compared with inactive uveitis after adjusting for the duration of uveitis, type of uveitis, having a rheumatologic disease, and having immunosuppressive treatment (p=0.003). The duration of uveitis and number of attacks were not significantly correlated with ocular parameters (p>0.05, Spearman’s correlation). The difference in parameters was not significant based on uveitis type (p>0.05). Conclusions: Coefficient of variation was higher in eyes with active uveitis than that in eyes with inactive uveitis, whereas corneal endothelial cell density and anterior chamber morphology did not significantly differ between active/inactive uveitis and control groups.
  • Switch to aflibercept in the treatment of neovascular age-related macular degeneration: 30-month results ORIGINAL ARTICLE

    Ertan, Elif; Doğan, Mustafa; Polat, Onur; Efe, Neriman; Akdoğan, Müberra; İnan, Sibel; Duman, Reşat; Duman, Rahmi

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo: Avaliar, depois de 30 meses, a função visual e as alterações na espessura macular central de pacientes com degeneração macular relacionada à idade sem resposta terapêutica ao ranibizumabe (Lucentis®) que mudaram seu tratamento para o aflibercepte (Eylea®). Métodos: Realizou-se um estudo retrospectivo de pacientes com degeneração macular neovascular relacionada à idade que mudaram o tratamento para o aflibercepte após 6 ou mais injeções intravítreas de ranibizumabe a intervalos de 4-8 semanas. Todos os pacientes mudaram para o aflibercepte intravítreo (2,0 mg) e depois de 3 injeções consecutivas, seguidas de um regime de dosagem pro re nata, foram avaliados após 30 meses de tratamento. A melhor acuidade visual corrigida, o exame biomicroscópico, a pressão intraocular, a fundoscopia e a espessura macular central foram registrados no início do tratamento, antes da transição para o tratamento com aflibercepte intravítreo e aos 6, 12, 18, 24 e 30 meses de tratamento com o aflibercepte intravítreo. Resultados: Satisfizeram aos critérios de inclusão 33 olhos. A mediana da idade dos pacientes foi de 73,57 ± 7,98 anos. Dos pacientes, 21 (61,8%) eram homens e 12 (35,3%) eram mulheres. Antes da transição para o tratamento com o aflibercepte intravítreo, os pacientes receberam em média 16,8 ± 8,8 injeções de ranibizumabe (faixa 6-38).Depois da transição, o número médio de injeções de aflibercepte foi de 9,09 ± 3,94. Não houve diferenças significativas na melhor acuidade visual corrigida depois da mudança para o aflibercepte em qualquer das avaliações. Houve diminuição significativa da espessura macular central aos 6, 12, 18 e 30 meses (respectivamente, p=0,01, p=0,03, p=0,05, p=0,05 e p<0,001). Conclusão: Pacientes com degeneração macular neovascular relacionada à idade que mudaram seu tratamento para o aflibercepte intravítreo devido à falta de resposta ao ranibizumabe intravítreo, tiveram melhora anatômica significativa da retina; mas embora esse estado tenha persistido, não foi observado nenhum ganho funcional significativo.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purpose: This study was conducted to evaluate visual function and changes in the central macular thickness of patients with unresponsive neovascular age-related macular degeneration who were switched from ranibizumab (Lucentis®) to aflibercept (Eylea®) treatment at 30 months. Methods: This retrospective study examined patients with neovascular age-related macular degeneration who were switched to aflibercept after ≥6 previous intravitreal ranibizumab injections at 4- to 8-week intervals. All patients were switched to intravitreal aflibercept (2.0 mg) and analyzed after 3 consecutive injections followed by a prore nata dosing regimen and after 30 months of treatment. Best corrected visual acuity, biomicroscopic examination, intraocular pressure, fundus examination, and central macular thickness were recorded at the start of treatment, before the transition to intravitreal aflibercept treatment, and at 6, 12, 18, 24, and 30 months of intravitreal aflibercept treatment. Results: A total of 33 eyes met the inclusion criteria. The median age of the patients was 73.57 ± 7.98 years, and 21 (61.8%) patients were males and 12 (35.3%) were females. Before the transition, the patients received a mean of 16.8 ± 8.8 ranibizumab injections (range 6-38).After the transition to intravitreal aflibercept treatment, the mean number of aflibercept injections was 9.09 ± 3.94. No significant differences were observed in best corrected visual acuity after the aflibercept switch in any of the months. The central macular thickness was significantly decreased at 6, 12, 18, and 30 months (p=0.01, p=0.03, p=0.05, p=0.05, p<0.001, respectively). Conclusion: Patients with neovascular age-related macular degeneration who were switched to intravitreal aflibercept treatment due to unresponsiveness to intravitreal ranibizumab exhibited a significant anatomic improvement in the retina, and although this state persisted, there was no significant functional gain.
  • Use of viscoelastic substance for preventing Descemet’s membrane rupture in deep anterior lamellar keratoplasty ORIGINAL ARTICLE

    Koçluk, Yusuf; Kasım, Burcu; Sukgen, Emine Alyamaç

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo: Investigar o efeito do uso de uma substância viscoelástica na ruptura da membrana de Descemet em casos de ceratoplastia lamelar anterior profunda em “bolha dupla”. Métodos: Foram avaliados retrospectivamente prontuários e vídeos de cirurgias de 40 pacientes operados entre janeiro de 2014 e julho de 2015. Os pacientes foram divididos em dois grupos: 20 pacientes nos quais a parede posterior do estroma foi puncionada sem a colocação de nenhuma substância viscoelástica (grupo 1) e 20 pacientes nos quais uma substância viscoelástica foi aplicada sobre o estroma posterior ao ser puncionada a parede posterior do estroma (grupo 2). A taxa de perfuração da membrana de Descemet foi comparada entre os grupos. Resultados: Observou-se perfuração da membrana de Descemet em 12 casos (60,0%) no grupo 1 e em apenas 3 casos (15,0%) no grupo 2. Essa diferença foi estatisticamente significativa (p=0,003). Apenas um caso (5%) no grupo 2 teve macroperfuração durante o procedimento, sendo a cirurgia então convertida em uma ceratoplastia penetrante. Onze casos (55,0%) no grupo 1 tiveram macroperfuração da membrana de Descemet e essas cirurgias foram convertidas em ceratoplastias penetrantes. Essa diferença entre os grupos foi estatisticamente significativa (p=0,001). Conclusões: A aplicação de substância viscoelástica sobre o lado posterior do estroma logo antes da punção é um método eficaz para diminuir o risco de perfuração da membrana de Descemet na ceratoplastia lamelar anterior profunda.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purpose: This study aimed to investigate the effect of using a viscoelastic substance in Descemet’s membrane rupture in “double bubble” deep anterior lamellar keratoplasty. Methods: The medical records and videos of surgeries of 40 patients who underwent surgery between January 2014 and July 2015 were retrospectively evaluated. The patients were divided into two groups: 20 patients whose perforation of the posterior stromal wall was performed without administration of any viscoelastic substance (group 1) and 20 patients whose perforation of the posterior stromal wall was performed with administration of viscoelastic substance onto the posterior stroma (group 2). The Descemet’s membrane perforation rate was compared between groups. Results: Perforation of the Descemet’s membrane was observed in 12 (60.0%) patients in group 1 and only three (15.0%) patients in group 2. This difference was statistically significant (p=0.003). Only one (5%) patient in group 2 had macroperforation during the procedure, and the surgery was converted to penetrating keratoplasty. Eleven (55.0%) patients in group 1 had macroperforation of Descemet’s membrane, and surgeries were converted to penetrating keratoplasty. This difference between the groups was statistically significant (p=0.001). Conclusions: Administering a viscoelastic substance onto the posterior stromal side just before puncture is an effective method to decrease the risk of Descemet’s membrane perforation in deep anterior lamellar keratoplasty.
  • Optical coherence tomography angiography findings in patients with ocular and non-ocular Behcet disease ORIGINAL ARTICLE

    Yilmaz, Pinar Topcu; Ozdemir, E.Yildiz; Alp, Mehmet Numan

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo: Avaliar achados de angiografia por tomografia de coerência óptica em pacientes com doença de Behçet com e sem acometimento ocular. Métodos: Foram incluídos 40 pacientes com doença de Behçet e 30 controles saudáveis. A densidade vascular retiniana nos plexos capilares superficial e profundo, a zona avascular foveal, o índice de circularidade, a densidade foveal e a área sem fluxo da retina superficial foram medidos automaticamente, através do software AngioVue para angiografia por tomografia de coerência óptica, e comparados entre os grupos. Resultados: A densidade vascular parafoveal e perifoveal média nos plexos capilares superficial e profundo, bem como a densidade foveal, foram significativamente menores nos olhos com uveíte de Behçet em comparação com os olhos sem uveíte de Behçet e os olhos dos controles saudáveis. Nos olhos com uveíte de Behçet, a acuidade visual logMAR mostrou correlação moderada com a densidade vascular parafoveal e perifoveal e com a densidade foveal (respectivamente, r=-0,43, p=0,006; r=-0,62, p<0,001; e r=-0,42, p = 0,008). Conclusão: A doença de Behçet com uveíte posterior foi associada a decréscimos significativos da vascularização perifoveal e parafoveal na retina superficial e profunda.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purposes: To evaluate the optical coherence tomography angiography findings in patients with Behçet disease with and without ocular involvement. Methods: A total of 40 patients with Behçet disease and 30 healthy controls were enrolled in the study. Retinal vessel density in the superficial capillary plexus and deep capillary plexus, foveal avascular zone area and perimeter, acirculatory index, foveal density, and nonflow area in the superficial retina were automatically measured using the optical coherence tomography angiography software AngioVue and compared between the groups. Results: The mean parafoveal and perifoveal vessel densities in the superficial capillary plexus and deep capillary plexus and foveal density were significantly lower in the eyes with Behçet uveitis compared to the eyes without Behçet uveitis and eyes of the healthy controls. In the eyes with Behçet uveitis, logMAR visual acuity showed a moderate correlation with parafoveal and perifoveal vessel densities and foveal density (r=-0.43, p=0.006; r=-0.62, p<0.001; r=-0.42, p=0.008; respectively). Conclusion: Behçet disease with posterior uveitis was associated with significant perifoveal and parafoveal vascular decrements in the superficial and deep retina.
  • Expression of Vitamin D Receptor and Vitamin D Receptor Gene Polymorphisms (BsmI, FokI, and TaqI) in Patients with Pterygium ORIGINAL ARTICLE

    Bilak, Şemsettin; Çevik, Muhammer Özgür; Erdoğdu, İbrahim Halil; Bağış, Haydar

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo: Determinar o papel do receptor da vitamina D na patogênese do pterígio. Os níveis de expressão do receptor da vitamina D no tecido do pterígio, os níveis sanguíneos de vitamina D e a frequência de alguns polimorfismos do gene do receptor da vitamina D (BsmI, FokI e TaqI) foram comparados entre pacientes com pterígio e participantes saudáveis. Métodos: Foram incluídos pacientes com pterígio (n=50) e voluntários saudáveis (n=50). Os níveis séricos de vitamina D foram medidos em ambos os grupos. Foi feita uma coloração imuno-histoquímica para o receptor da vitamina D em cortes obtidos do pterígio e dos tecidos conjuntivais saudáveis adjacentes dos mesmos indivíduos. A existência de polimorfismos do receptor da vitamina D (BsmI, FokI e TaqI) no genoma foi analisada em DNA obtido do sangue venoso dos participantes, usando métodos de Polymerase chain reaction (PCR) e RFLP. Resultados: Não foi observada nenhuma diferença entre os níveis séricos de vitamina D dos pacientes com pterígio e os dos controles saudáveis. Entretanto, a expressão tissular do receptor da vitamina D foi maior nas células endoteliais dos microvasos do pterígio (p=0,002), nas células estromais sub-epiteliais (p=0,04) e nas células inflamatórias intravasculares (p=0,0001), quando comparada à expressão no tecido conjuntival saudável adjacente. Além disso, embora o haplótipo BBtt tenha sido duas vezes mais frequente, o haplótipo bbTt foi 2,5 vezes menos frequente e o haplótipo BbTT foi 2,25 vezes menos frequente no grupo de controle do que no grupo com pterígio (p<0,001). Conclusões: Os níveis séricos de vitamina D não apresentaram diferenças entre o grupo de pessoas saudáveis e o com pterígio. A expressão do receptor da vitamina D mostrou-se maior no grupo com pterígio do que no tecido saudável adjacente. Entretanto, a análise dos polimorfismos do receptor da vitamina D nos pacientes com pterígio não revelou qualquer diferença significativa nos polimorfismos BsmI, FokI ou TaqI em comparação com os voluntários saudáveis.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purpose: This study aimed to determine the role of vitamin D receptor in the pathogenesis of pterygium. The vitamin D receptor eexpression levels in pterygium tissue, blood vitamin D levels, and frequency of selected vitamin D receptor gene polymorphisms (BsmI, FokI, and TaqI) were compared between patients with pterygium and healthy participants. Methods: The study included patients with pterygiumeee (n=50) and healthy volunteers (n=50). The serum vitamin D levels were measured for both groups. Immunohistochemical staining for vitamin D receptor ewas performed on sections obtained from the pterygium and adjacent healthy conjunctival tissues of the same individuals. The genomic existence of vitamin D receptor epolymorphisms (BsmI, FokI, and TaqI) were analyzed in DNA obtained from venous blood of participants using polymerase chain reaction and restriction fragment length polymorphism methods. Results: There was no difference found between the serum vitamin D levels of patients with pterygium and healthy controls. However, tissue expression of vitamin D receptor was higher in the pterygium endothelial cells of micro-vessels (p=0.002), subepithelial stromal (p=0.04), and intravascular inflammatory cells (p=0.0001), in comparison with the adjacent healthy conjunctival tissue. Moreover, while the BBtt haplotype was 2-fold higher, the bbTt haplotype was 2.5-fold lower, and the BbTT haplotype was 2.25-fold lower in the control group than in the pterygium group (p<0.001). Conclusions: Vitamin D serum levels did not differ between the healthy and pterygium groups. Vitamin D receptor expression was increased in the pterygium tissue versus the adjacent healthy tissue. However, vitamin D receptor polymorphism analysis in patients with pterygium did not reveal any significant difference in BsmI, FokI, or TaqI polymorphisms in comparison with the healthy volunteers.
  • Association between the L55M and Q192R polymorphisms of the paraoxonase-1 gene and age-related macular degeneration: a meta-analysis ORIGINAL ARTICLE

    Elguezabal-Rodelo, Rebeca G.; Ochoa-Precoma, Renata; Porchia, Leonardo M.; Perez-Fuentes, Ricardo; Gonzalez-Mejia, M. Elba

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo: A atividade da paraoxonase1 está associada à degeneração macular relacionada à idade. Dois polimorfismos (L55M e Q192R) mostraram aumentar a atividade da paraoxonase1 e foram implicados no desenvolvimento da degeneração macular relacionada à idade. Os estudos que examinaram esses polimorfismos apresentaram resultados conflitantes: nenhum efeito, risco aumentado ou diminuído. Assim, esta meta-análise foi realizada para determinar o efeito desses polimorfismos na degeneração macular relacionada à idade. Métodos: Foi feita uma busca nos bancos de dados PubMed, EBSCO, LILACS e SCOPUS, bem como nas bibliografias compiladas das publicações, buscando-se estudos caso-controle que tivessem analisado os polimorfismos da paraoxonase1 e a degeneração macular relacionada à idade. Os dados foram analisados com software Comprehensive Meta-Analysis, versão 2.2, e NCSS Statistical, versão 2020. As distribuições de genótipos foram extraídas e, dependendo do nível de heterogeneidade, modelos de efeitos fixos ou aleatórios foram utilizados para calcular razões de probabilidade (RPs) combinadas, com intervalos de confiança de 95% (IC 95%) para os modelos genéticos heterozigoto, homozigoto, dominante, recessivo e alélico. Resultados: Em geral, nenhum dos modelos genéticos demonstrou associação significativa para o polimorfismo L55M. Entretanto, em populações não asiáticas, foi determinada uma associação significativa para os modelos genéticos heterozigoto e dominante (RPfaixa=1,24-1,27, p<0,05). Para a população asiática, os modelos heterozigoto, dominante e alélico mostraram um fator benéfico ou protetor (RPfaixa=0,29-0,35, p<0,05). Para o polimorfismo Q192R, nenhum dos modelos genéticos demonstrou qualquer associação significativa. Porém, quando a coorte foi agrupada por etnia, determinou-se uma associação significativa na população asiática para os modelos genéticos recessivo e alélico (RPfaixa=1,63-2,08, p<0,05). Contudo, nenhuma associação foi observada para a população não asiática. Não houve risco identificável quando a coorte foi estratificada em exsudativa e não exsudativa. Conclusões: Determinamos que o polimorfismo L55M da paraoxonase1 de fato aumenta o risco de desenvolvimento de degeneração macular relacionada à idade em populações não asiáticas, enquanto que em populações asiáticas, esse polimorfismo tem um efeito protetor. Porém, para o polimorfismo Q192R da paraoxonase1, apenas a população asiática demonstrou risco de desenvolver degeneração macular relacionada à idade.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purpose: Paraoxonase-1 activity is associated with age-related macular degeneration. Two polymorphisms (L55M and Q192R) were shown to increase paraoxonase-1 activity and have been implicated in the development of age-related macular degeneration. The results of studies that have examined these polymorphisms are conflicting, showing no effect, as well as increased or decreased risk. Therefore, this meta-analysis was conducted to determine the effect of these polymorphisms on age-related macular degeneration. Methods: PubMed, EBSCO, LILACS, and Scopus databases, as well as and the retrieved bibliographies of publications were searched for case-control studies that examined for paraoxonase-1 polymorphisms and age-related macular degeneration. Data were analyzed using the Comprehensive Meta-Analysis Version 2.2 and the NCSS Statistical Version 2020 software. Genotype distributions were extracted and, depending on the level of heterogeneity, fixed effects or random effects models were used to calculate pooled odds ratios (ORs) with 95% confidence intervals (95% CIs) for the heterozygous, homozygous, dominant, recessive, and allelic genetic models. Results: Overall, for the L55M polymorphism, none of the genetic models demonstrated a significant association. However, for non-Asian populations, a significant association was determined for the heterozygous and dominant genetic models (ORrange=1.24-1.27, p<0.05). For the Asian population, the heterozygous, dominant, and allelic genetic models demonstrated a benefit/protective factor (ORrange=0.29-0.35, p<0.05). For the Q192R polymorphism, none of the genetic models demonstrated a significant association. However, when the cohort was grouped by ethnicity, a significant association was determined in the Asian population for the recessive and allelic genetic models (ORrange=1.63-2.08, p<0.05). However, for the non-Asian population, there was no association observed. Also, there was no identifiable risk when the cohort was stratified into exudative and non-exudative cases. Conclusions: The paraoxonase-1L55M polymorphism increases the risk of developing age-related macular degeneration in non-Asian populations, whereas in Asian populations, the polymorphism exerts a protective effect. However, for the paraoxonase-1 Q192R polymorphism, only the Asian population demonstrated a risk of developing age-related macular degeneration.
  • Fluorofenidone inhibits epithelial-mesenchymal transition in human lens epithelial cell line FHL 124: a promising therapeutic strategy against posterior capsular opacification ORIGINAL ARTICLE

    Zhuang, Hua; Zheng, Ning-Xuan; Lin, Lin; Zhang, Wu-Zhen; Zhang, Wan-Yu; Yu, Qin-Qi; Xu, Wei

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Objetivo: Investigar o efeito inibidor da fluorofenidona contra a proliferação e a transição epitélio-mesenquimal induzida pelo fator de transformação do crescimento β2 na linha HLEC FHL 124 e seu mecanismo potencial. Métodos: Avaliou-se o efeito in vitro da fluorofenidona na proliferação e na transição epitelial-mesenquimal da linha FHL 124 de células epiteliais do cristalino humano. Após tratamento com fluorofenidona nas concentrações de 0, 0,1, 0,2, 0,4, 0,6 e 1,0 mg/mL, a proliferação celular foi medida através de um ensaio de MTT. A viabilidade celular foi avaliada pela atividade da lactato-desidrogenase liberada por células danificadas. As células FHL 124 foram tratadas com diferentes concentrações do fator de transformação do crescimento β2 (0-10 ng/mL) por 24 horas e a expressão de CTGF, α-SMA, COL-I, E-caderina e Fn foram avaliadas por qPCR e Western blot. Após tratamento com 0, 0,2 e 0,4 mg/mL de fluorofenidona, as expressões do fator de transformação do crescimento β2 e de SMADs foram detectadas com PCR em tempo real e Western blot. As expressões do CTGF, α-SMA, COL-I e Fn foram analisadas através de um ensaio imunocitoquímico. Resultados: A viabilidade das células FHL 124 não foi inibida com concentrações de fluorofenidona menores ou iguais a 0,4 mg/mL após 24 horas de tratamento. Não foi detectada nenhuma citotoxicidade pelo ensaio da lactato-desidrogenase após 24 e 36 horas de tratamento com 0,2 e 0,4 mg/mL de fluorofenidona. O fator de transformação do crescimento β2 aumentou a expressão de mRNA e proteína do CTGF, α-SMA, COL-I e Fn. Porém, a fluorofenidona suprimiu significativamente a expressão de SMADs, CTGF, α-SMA, COL-I e Fn, tanto na ausência quanto na presença de estimulação pelo fator de transformação do crescimento β2. Conclusões: A fluorofenidona inibiu significativamente a expressão de SMADs, CTGF, α-SMA, COL-I e Fn em células FHL 124. Devido à ausência de incompatibilidade em lactentes, a fluorofenidona pode vir a se tornar um novo medicamento contra a opacificação capsular posterior em lactentes.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Purpose: The present study aimed to investigate the inhibitory effect of fluorofenidone against transforming growth factor β2-induced proliferation and epithelial-mesenchymal transition in human lens epithelial cell line FHL 124 and its potential mechanism. Methods: We evaluated the effect of fluorofenidone on proliferation and epithelial-mesenchymal transition of human lens epithelial cell line FHL 124 in vitro. After treatment with 0, 0.1, 0.2, 0.4, 0.6, and 1.0 mg/mL fluorofenidone, cell proliferation was measured via MTT assay. Cell viability was evaluated by lactate dehydrogenase activity from damaged cells. FHL 124 cells were treated with different transforming growth factor β2 concentrations (0-10 ng/mL) for 24 h and the expression of CTGF, α-SMA, COL-I, E-cadherin, and Fn were detected via quantitative polymerase chain reaction and Western blot analysis. After treatment with 0, 0.2, and 0.4 mg/ml fluorofenidone, the expressions of transforming growth factor β2 and SMADs were detected with real-time polymerase chain reaction and Western blot analysis. Expressions of CTGF, α-SMA, COL-I, and Fn were analyzed by immunocytochemistry assay. Results: The viability of FHL 124 cells was not inhibited when the fluorofenidone concentration was ≤0.4 mg/mL after the 24h treatment. Cytotoxicity was not detected via lactate dehydrogenase assay after the 24h and 36h treatment with 0.2 and 0.4 mg/mL fluorofenidone. Transforming growth factor β2 increased mRNA and protein expression of CTGF, α-SMA, COL-I, and Fn. However, fluorofenidone significantly suppressed expression of SMADs, CTGF, α-SMA, COL-I, and Fn in the absence or presence of transforming growth factor β2 stimulation. Conclusions: Fluorofenidone significantly inhibited expression of SMADs, CTGF, α-SMA, COL-I, and Fn in FHL 124 cells. Due to noncompliance in infants, fluorofenidone may become a novel therapeutic drug against posterior capsular opacification in infants.
  • Unnoticed metallic foreign body in the camerular angle inducing chronic uveitis LETTERS

    Albano, Juliana; Pires, Maria Campos; Paccola, Marcelo

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Os autores relatam o caso de paciente do sexo masculino, 8 anos de idade, com história de uveíte crônica anterior unilateral há quatro meses, associada a lesão pigmentada envolvida por material fibrinóide em ângulo camerular inferior e a lesão fibrótica em extrema periferia de retina inferior. Não havia histórico de trauma ou outros sintomas clínicos. A hipótese de toxocaríase foi afastada diante de testes sorológicos negativos. Melhoria sintomática parcial foi alcançada com administração de corticosteróide vias oral e tópica. Ademais, redução na quantidade de material fibrinóide ao redor da lesão camerular a revelou regular e cilíndrica. Foi realizada tomografia computadorizada de órbitas, permitindo a detecção de corpo estranho metálico na topografia de ângulo camerular inferior. O paciente foi submetido a remoção do corpo estranho através de incisão corneana e a fotocoagulação ao redor da tração retiniana inferior. Excelentes resultados visual e anatômico foram obtidos.

    Abstract in English:

    ABSTRACT We report the case of an eight-year-old male patient with a four-month history of unilateral anterior chronic uveitis, associated with a pigmented lesion surrounded by fibrinoid material in the inferior camerular angle and with a fibrotic lesion in the extreme periphery of the inferior retina. The patient had no history of trauma or any other clinical symptoms. Although the patient was suspected of having toxocariasis, serological tests were negative. Partial symptomatic improvement was achieved using both orally and topically administered corticosteroids. In addition, a decrease in fibrinoid material around the pigmented camerular lesion revealed it to be regular and cylindric. Computed tomography of the orbits revealed a metallic foreign body in the topography of the inferior camerular angle. The patient underwent removal of the foreign body through a corneal incision and photocoagulation around the inferior retinal traction. Excellent visual and anatomical results were obtained.
  • Morphologic and molecular study on the lens anterior capsule in systemic sclerosis LETTERS

    Gomes, Beatriz Fiuza; Crema, Armando S.; Santhiago, Marcony R.; Costa, Adroaldo Alencar; Moraes, Haroldo Vieira; Paiva, Doralice Silva; Miguel, Nádia C.O.

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Analisamos as amostras das cápsulas anteriores do cristalino de uma paciente com esclerose sistêmica e comparamos com as de um paciente controle. Não foram observadas diferenças significativas entre esclerose sistêmica e controle nos resultados da coloração com hematoxilina-eosina e picrosirius. Nas amostras obtidas da esclerose sistêmica e do controle, obtivemos expressão de caspase, uma molécula expressa na morte celular por apoptose. A heparinase foi expressa de forma mais marcante na amostra de esclerose sistêmica quando comparada ao controle. Portanto, a cápsula anterior do cristalino da paciente com esclerose sistêmica provavelmente foi afetada pela doença, uma vez que mostrou expressão aumentada de heparinase 1.

    Abstract in English:

    ABSTRACT This study aimed to analyze the anterior lens capsule specimens from both eyes of a patient with systemic sclerosis and compare them to the eyes of a control patient. No significant differences between systemic sclerosis and control eyes were observed in the results from the hematoxylin-eosin and picrosirius staining. In the samples obtained from both systemic sclerosis and control eyes, there were expressions of caspase, a molecule expressed in cell death by apoptosis. Heparanase was overexpressed in the systemic sclerosis sample compared to the control sample. Therefore, the anterior lens capsule of the patient with systemic sclerosis is probably affected by the disease since it showed marked expression of heparanase 1.
  • Pseudoexfoliation syndrome in a 27-year-old patient: a case report LETTERS

    Lucas, Agustín Nicolás; Copati, Irene; Sivori, Delia; Ringvold, Amund

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO A síndrome de pseudoesfoliação é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos e sua prevalência aumenta com a idade. Poucos relatos descrevem casos em pacientes mais jovens, todos com história de cirurgia ocular, especialmente ressecção da íris. Descrevemos o caso de um homem de 27 anos com glaucoma bilateral avançado e material de pseudoesfoliação no OE. O paciente foi submetido a cirurgias de catarata em AO e a uma ceratoplastia penetrante no OD durante a infância. Atualmente, ele apresentou PIOs de 40 mmHg em AO. O OE apresentou material escamoso branco na borda pupilar e cápsula anterior, e linha Sampaolesi como achado gonioscópico. A trabeculectomia foi realizada em AO e obteve-se o controle da pressão intraocular. Diferentemente de outros casos relatados, o paciente não apresentou qualquer manipulação aparente da íris no olho afetado. No entanto, ele foi submetido a uma iridectomia no olho contralateral. Além disso, este é o primeiro caso a ser acompanhado de glaucoma bilateral no momento da detecção do material de pseudoesfoliação.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Pseudoexfoliation syndrome is more frequent in people aged >50 yeears, and its prevalence increases with age. Few reports have described cases in younger patients, all with a history of ocular surgery, especially iris resection. Herein, we describe the case of a 27-year old man with bilateral advanced glaucoma and pseudoexfoliation material in OS. He had undergone cataract surgeries OU and a penetrating keratoplasty OD during childhood. Currently, he presented with an intraocular pressure of 40 mmHg OU. The OS showed a white flaky material in the pupillary rim and anterior capsule and a Sampaolesi line as a gonioscopic finding. Trabeculectomy was performed OU, and intraocular pressure control was achieved. Unlike other previously reported cases, this patient did not present any apparent iris manipulation in the affected eye. However, he did undergo an iridectomy in the contralateral eye. This is also the first case to be accompanied by bilateral glaucoma at the time of detection of the pseudoexfoliation material.
  • A case of late-onset Klebsiella oxytoca keratitis treated with topical imipenem after deep anterior lamellar keratoplasty LETTERS

    Dursun, Özer; Dinç, Erdem; Özer, Ömer; Kıroğlu, Şeyma; Vatansever, Mustafa; Adıgüzel, Ufuk

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO O objetivo deste estudo é discutir um caso de ceratite tardia por Klebsiella oxytoca, após ceratoplastia lamelar anterior profunda, bem como seu tratamento. Uma paciente de 21 anos apresentou vermelhidão e efluxo no olho esquerdo 5 meses após cirurgia de ceratoplastia lamelar anterior profunda sem complicações. Ao exame, havia uma única sutura solta na região nasal superior e uma área de infiltração com defeito epitelial no enxerto e na junção com o leito receptor na área da sutura solta. Iniciou-se empiricamente um tratamento tópico com vancomicina e ceftazidima fortificada de hora em hora, porém com resposta insuficiente. Após o crescimento de K. oxytoca a partir de cultura de swab e sutura retirados da paciente, a vancomicina fortificada foi substituída por imipenem fortificado. Observou-se que a área de infiltração regrediu rapidamente e que o defeito epitelial foi fechado com o tratamento com imipenem fortificado. O imipenem fortificado pode ser considerado um tratamento alternativo, especialmente nos casos sem resposta ao tratamento e detecção de crescimento na cultura.

    Abstract in English:

    ABSTRACT The aim of this study was to discuss a case of late-onset Klebsiella oxytoca keratitis after deep anterior lamellar keratoplasty and its treatment. A 21-year-old female patient presented with redness and effluence in the left eye at 5 months after uncomplicated deep anterior lamellar keratoplasty surgery. In the examination, a single suture was loosened in the superior nasal region and there was an infiltration area and epithelial defect in the graft and recipient bed junction in the area of the loose suture. Topical fortified vancomycin and fortified ceftazidime treatment was started empirically hourly, but there was insufficient response. After K. Oxytoca growth in a swab and suture culture taken from the patient, fortified vancomycin was replaced with fortified imipenem. It was observed that the infiltration area rapidly regressed and the epithelial defect was closed after fortified imipenem treatment. Fortified imipenem may be considered as an alternative treatment, especially in cases in which there is no response to treatment and culture growth is detected.
  • Limitations and advances in new treatments and future perspectives of corneal blindness REVIEW ARTICLE

    Antunes-Foschini, Rosalia; Adriano, Leidiane; Murashima, Adriana de Andrade Batista; Barbosa, Amanda Pires; Nominato, Luis Fernando; Dias, Lara Cristina; Fantucci, Marina Zilio; Garcia, Denny Marcos; Alves, Monica; Rocha, Eduardo Melani

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO O presente trabalho traz uma revisão das abordagens terapêuticas para a cegueira da córnea. O estudo detalha as etapas e os elementos envolvidos na cicatrização da córnea. Ele mostra as limitações das estratégias cirúrgicas e farmacológicas usadas para restaurar e manter a transparência da córnea em termos de sobrevida a longo prazo e alcance geográfico. As perspectivas dos agentes anabólicos, incluindo vitamina A, hormônios, fatores de crescimento e novos moduladores pró-mitóticos e anti-inflamatórios para auxiliar a cicatrização da ferida na córnea, são revisadas criticamente. Aqui, apresentamos estudos envolvendo nanotecnologia, terapia gênica e reengenharia de tecidos como possíveis estratégias futuras para atuar de maneira isolada ou combinada com a cirurgia da córnea para prevenir ou reverter a cegueira corneana.

    Abstract in English:

    ABSTRACT This review is intended to describe the therapeutic approaches for corneal blindness, detailing the steps and elements involved in corneal wound healing. It also presents the limitations of the actual surgical and pharmacological strategies used to restore and maintain corneal transparency in terms of long-term survival and geographic coverage. In addition, we critically review the perspectives of anabolic agents, including vitamin A, hormones, growth factors, and novel promitotic and anti-inflammatory modulators, to assist corneal wound healing. We discuss the studies involving nanotechnology, gene therapy, and tissue reengineering as potential future strategies to work solely or in combination with corneal surgery to prevent or revert corneal blindness.
  • Impact of Coronavirus Disease on the Ophthalmology Residency Training in Brazil LETTERS TO THE EDITOR

    Gondim, Manoela Pessoa de Melo Corrêa; Carneiro, Pedro Henrique; Moreno, Rafael; Lynch, Maria Isabel
  • Surgical approach for lens extraction from a crowded anterior segment LETTERS TO THE EDITOR

    Gandhi, Jagdeep Singh
  • Anterior segment parameters in patients with coronavirus disease LETTERS TO THE EDITOR

    Örnek, Kemal; Temel, Emine; Kocamış, Özkan; Aşıkgarip, Nazife; Hızmalı, Lokman
  • Fluorofenidone inhibits the epithelial-mesenchymal transition in human lens epithelial cell line FHL 124: a promising therapeutic strategy against posterior capsular opacification LETTERS TO THE EDITOR

    Wormstone, Michael
  • Carlos Américo Paiva Gonçalves Filho LETTERS TO THE EDITOR

    Bicas, Harley E. A.
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