Cirrose hepática e células estreladas do figado

Daniel Ferracioli Brandão Leandra Naira Zambelli Ramalho Fernando Silva Ramalho Sérgio Zucoloto Ana de Lourdes Candolo Martinelli Orlando de Castro e Silva Sobre os autores

A cirrose representa o estágio final de diversas doenças hepáticas crônicas e é caracterizada pela presença de fibrose e conversão da arquitetura hepática normal em nódulos estruturalmente anormais. Na evolução da doença ocorre perda da relação vascular normal e hipertensão portal. Há também alterações regenerativas hepatocelulares que se tornam mais proeminentes com a progressão da doença. O transplante hepático permanece como a única opção terapêutica nos casos de doença em fase terminal. As células estreladas hepáticas (CEH) são células perisinusoidais que armazenam vitamina A e produzem fatores de crescimento, citocinas, prostaglandinas e outras substâncias bioativas. Podem sofrer um processo de ativação para um fenótipo semelhante a miofibroblastos. Quando ativadas apresentam maior capacidade de proliferação, motilidade, contractilidade, síntese de colágeno e componentes da matriz extracelular. Possuem processos citoplasmáticos aderidos aos sinusóides e podem afetar o fluxo sangüíneo sinusoidal. As CEH são importantes na patogênese da fibrose e hipertensão portal.

Fígado; Células Estreladas; Fibrose Hepática; Cirrose Hepática; Células Peri-sinusoidais; Hipertensão Portal


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