Associação da acepromazina com propofol em tartarugas-da-amazônia Podocnemis expansa criadas em cativeiro

José Roberto Ferreira Alves-Júnior Andréa Cristina Scarpa Bosso Mariana Batista Andrade Valéria de Sá Jayme Karin Werther André Luiz Quagliatto Santos Sobre os autores

OBJETIVO: Avaliar os efeitos de uma associação anestésica com diferentes concentrações em tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa). MÉTODOS: Vinte P. expansa, hígidas, de ambos os sexos, com massa corporal entre 1,0 e 1,5 kg, de um criatório comercial localizado no vale do rio Araguaia, Goiás, Brasil, foram distribuídas em dois grupos (G1 n=10 e G2 n=10). Cada grupo recebeu um protocolo sendo: P1 = acepromazina (0,5 mg/kg IM) e propofol (5 mg/kg IV) e P2 = acepromazina (0,5 mg/kg IM) e propofol (10 mg/kg IV), aplicados nos grupos G1 e G2, respectivamente. A acepromazina foi aplicada no membro torácico esquerdo e o propofol no seio vertebral cervical. Foram avaliados os parâmetros anestésicos: locomoção, relaxamento muscular, resposta aos estímulos dolorosos no membro torácico direito e nos membros pelvinos e frequência cardíaca. RESULTADOS: O tempo de indução anestésica foi o mesmo para ambos os protocolos (P1 e P2), porém o P2 apresentou efeitos mais duradouros. CONCLUSÃO: As sedações obtidas por esses protocolos (P1 e P2) foram satisfatórias para a colheita de amostras biológicas, exames físicos e realização de pequenos procedimentos cirúrgicos nesta espécie.

Anestesia; Acepromazina; Propofol; Répteis; Tartarugas


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