Pós-condicionamento melhora a peroxidação lipídica na lesão de isquemia-reperfusão hepática em ratos

Antonio Roberto Franchi Teixeira Nilza T. Molan Márcia Saldanha Kubrusly Marta Bellodi-Privato Ana Maria Coelho Kátia R. Leite Marcel Autran Cesar Machado Telésforo Bacchella Marcel Cerqueira César Machado Sobre os autores

OBJETIVO: A lesão de isquemia-reperfusão hepática é um fenômeno presente em eventos tais como ressecções hepáticas e transplante de fígado. A restauração do fluxo sangüíneo após a isquemia gera lesões locais e sistêmicas. Várias técnicas foram desenvolvidas com o objetivo de evitar ou diminuir a lesão de isquemia-reperfusão hepática em situações clínicas. A utilização da reperfusão intermitente após o evento isquêmico (pós-condicionamento) pode alterar a hidrodinâmica e estimular mecanismos endógenos que atenuam o dano da reperfusão. O presente estudo foi realizado para avaliar o potencial efeito protetor do pós-condicionamento em um modelo de isquemia-reperfusão em ratos. MÉTODOS: O pedículo dos lobos mediano e ântero-lateral foi isolado e clampeado por 1 hora. Após 2 horas, o pedículo foi liberado de duas maneiras diferentes: Grupo Controle (n=7): clampe liberado de uma só vez; Grupo Pós-condicionamento (n=7): clampe liberado de maneira intermitente. Malondialdeído (MDA) e expressão do gene GST- α3 foram estudadas nos grupos. RESULTADOS: A peroxidação lipídica foi significativamente diminuída no fígado isquêmico e no fígado não isquêmico pelo pós-condicionamento. A expressão do gene GST- α3 aumentou, porém não significativamente, no grupo pós-condicionamento. CONCLUSÃO: O pós-condicionamento induziu hepatoproteção pela redução da peroxidação lipídica nos fígados isquêmico e não isquêmico.

Fígado; Isquemia; Reperfusão; Peroxidação de Lipídeos; Ratos


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