Efeitos do etanol na prole de camundongas C57BL/6J alcoolizadas na prenhez

Investigou-se os efeitos do consumo crônico de álcool na prole de camundongas alcoolizadas na prenhez. Camundongas da espécie C57BL/6J foram acasaladas. A presença de tampão vaginal de esperma indicava o início da prenhez. As camundongas prenhes foram distribuidas em 2 grupos: no grupo experimento, as camundongas receberam dieta líquida rica em proteinas, ad libitum, contendo 27,5% (5,28% v/v) de suas calorias derivadas do etanol, do 5º ao 19º dia de prenhez. O grupo controle recebeu o mesmo volume de dieta, contendo quantidades isocalóricas de dextrino-maltose em substituição ao etanol. Ao término do período de prenhez e pós-natal as mães receberam ração e água. Os filhotes foram pesados e contados em intervalos variáveis do 6º ao 60º dia de vida pós-natal. As mães alcoolizadas e as controles ganharam peso equivalente, e consumiram volumes equivalentes de dieta durante a prenhez. A maioria das camundongas do grupo experimento completou o período de prenhez, e o consumo crônico de álcool não alterou o número de animais prenhes que efetivamente chegaram a dar à luz. O número de filhotes do grupo de camundongas alcoolizadas foi significantemente menor que o grupo controle. O número reduzido de filhotes foi mais pronunciado entre os machos, além de ocorrer natimortalidade e teratogenia como gastrosquise e malformações de membros. A massa corpórea das proles das camundongas do grupo álcool etílico aumentou do 18º ao 36º dia de vida pós-natal.

Etanol; Camundongos; Síndrome alcoólica fetal; Teratogênios


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