Lesões hepáticas em recém-nascidos de ratas expostas ao derivado de agrotóxico etilenotioureia

OBJETIVO: Avaliar alterações hepáticas morfohistológicas em recém-nascidos de ratas prenhes expostas à etilenotioureia. MÉTODOS: Realizado ensaio randomizado em animais de experimentação, onde foram estudados 55 recém-nascidos de ratas Wistar, 34 do Grupo Experimento, expostas a etilenotioureia 1% e 21 do Grupo Controle, em que a rata prenhe recebeu solução fisiológica 0,9%, ambos por gavagem no 11º dia de gestação. Realizada no 20º dia de gestação cesariana, analisados os fígados dos recém-nascidos e registradas as alterações morfohistológicas. Realizou-se a quantificação dos megacariócitos em 50 campos microscópicos, avaliando a quantidade total destas células por mm². RESULTADOS: Todos os recém-nascidos do Grupo Experimento apresentaram alterações na formação embrionária, com anomalias musculoesqueléticas, anormalidades do sistema digestório, congestão e friabilidade hepática, hidropisia e crescimento intrauterino retardado. A análise histopatológica mostrou desestruturação hepática morfohistológica em todos os recém-nascidos expostos à etilenotioureia, com destrabeculação dos hepatócitos e intensa megacariocitose hepática, apresentando média da densidade de megacariócitos de 107,9 até 114,2 por mm² sendo cerca de oito vezes maior que no Grupo Controle, caracterizando hematopoese extramedular. CONCLUSÃO: A exposição fetal a etilenotioureia provocou danos hepáticos caracterizados pela intensa hematopoese extramedular.

Praguicidas; Etilenotiouréia; Fígado; Hematopoese Extramedular; Prenhez; Animais Recém-Nascidos; Ratos


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