Estudo da ação do extrato de Ginkgo biloba e amido hidroxietílico hipertônico na atenuação de alterações decorrentes de isquemia e reperfusão de órgãos esplâncnicos em ratos

Ginkgo biloba extract and hypertonic hydroxyethyl starch on attenuating ischemia and reperfusion changes of splanchnic organs in a rat model

Resumos

A oclusão e reperfusão das artérias esplâncnicas ocasiona choque circulatório, causado principalmente pelo aumento de permeabilidade vascular e pela agressão celular provocada por radicais livres derivados do oxigênio. Este estudo tem por finalidade verificar a ação do extrato de Ginkgo biloba (Egb-761) e do amido hidroxietílico (AHH) na prevenção do choque circulatório produzido pela isquemia e reperfusão de órgãos esplâncnicos. O Egb-761 tem propriedades antioxidantes relatadas na literatura. O AHH, tem sido utilizado como recurso terapêutico do choque hipovolêmico. Ratos anestesiados receberam infusão contínua de Egb-761 ou AHH, sendo submetidos à isquemia (oclusão do tronco celíaco, artéria mesentérica superior e artéria mesentérica inferior por 30 minutos) e reperfusão (por 90 minutos) dos órgãos esplâncnicos. Foram feitas: análise histopatológica ileal, dosagem de malondialdeído ileal e determinação contínua da pressão arterial média (PAM). A PAM ao final do período de reperfusão foi significativamente mais elevada nos animais tratados com Egb-761 e AHH, que no grupo controle (F=18,29; p<0,001). Não houve diferença entre os grupos tratados e controle quanto à dosagem de MDA (H=4,61; p>0,10) e quanto às alterações histológicas (H=6,003; p>0,10). Em conclusão, houve melhora nas condições hemodinâmicas, com atenuação do choque nos ratos que receberam Egb-761 ou AHH. Novos estudos serão necessários para se avaliar melhor as alterações histológicas e para esclarecer a formação de produtos finais da peroxidação lipídica.

Ginkgo biloba; Amido hidroxietílico hipertônico; Isquemia; Reperfusão; Radicais livres; Esplâncnico


Splanchnic artery occlusion and reperfusion causes circulatory shock, due mainly to increased capillary permebility and cellular injury precipitated by oxygen derived free-radicals. The purpose of this study was to verify if Ginkgo biloba extract (Egb-761) and hypertonic hydroxyethyl starch (HHS) would be able to prevent hypovolemic shock at the splanchnic artery occlusion (SAO). Egb-761 is known for its antioxidant property, which is well documented by the literature. HHS has been used successfully in hypovolemic shock treatment. Anesthetized rats received Egb-761 and HHS infusion and had their celiac, superior mesenteric and inferior mesentereic arteries occluded for 30 minutes followed by reperfusion by 90 minutes. Ileal histology and malondialdehyd (MDA) were determinated, as well as, mean arterial blood pressure (MABP) records were performed. Treated animals exhibited higher MABP than the controls (F=18,29;p<0,001), at the end of reperfusion period. MDA (H=6,003; p> 0,10) and histology (H=4,61; p> 0,10) did not show statistical differences among the groups. In conclusion, Egb-761 and HHS, have improved the rats hemodinamics attenuating significantly the SAO shock. Further studies must be proceeded to clarify the histological changes and the lipid peroxidation final products formation.

Ginkgo biloba; Hypertonic hydroxyethyl starch; Ischemia; Reperfusion; Free-radicals; Splanchnic


5 - ARTIGO ORIGINAL

ESTUDO DA AÇÃO DO EXTRATO DE Ginkgo biloba E AMIDO HIDROXIETÍLICO HIPERTÔNICO NA ATENUAÇÃO DE ALTERAÇÕES DECORRENTES DE ISQUEMIA E REPERFUSÃO DE ÓRGÃOS ESPLÂNCNICOS EM RATOS1 1 Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 2 Acadêmico do sexto ano da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 3 Auxiliar acadêmico do Laboratório de Cirurgia Experimental do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 4 Professor Assistente Doutor do Departamento de Patologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu - UNESP, São Paulo. 5 Professor Adjunto Livre Docente da Disciplina de Cirurgia Vascular do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.

Ricardo Silvestre e Silva Macarenco2 1 Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 2 Acadêmico do sexto ano da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 3 Auxiliar acadêmico do Laboratório de Cirurgia Experimental do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 4 Professor Assistente Doutor do Departamento de Patologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu - UNESP, São Paulo. 5 Professor Adjunto Livre Docente da Disciplina de Cirurgia Vascular do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.

Rodrigo Ueno Takahagi2 1 Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 2 Acadêmico do sexto ano da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 3 Auxiliar acadêmico do Laboratório de Cirurgia Experimental do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 4 Professor Assistente Doutor do Departamento de Patologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu - UNESP, São Paulo. 5 Professor Adjunto Livre Docente da Disciplina de Cirurgia Vascular do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.

Luiz Carlos Bardella3 1 Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 2 Acadêmico do sexto ano da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 3 Auxiliar acadêmico do Laboratório de Cirurgia Experimental do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 4 Professor Assistente Doutor do Departamento de Patologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu - UNESP, São Paulo. 5 Professor Adjunto Livre Docente da Disciplina de Cirurgia Vascular do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.

Julio Lopes Sequeira4 1 Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 2 Acadêmico do sexto ano da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 3 Auxiliar acadêmico do Laboratório de Cirurgia Experimental do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 4 Professor Assistente Doutor do Departamento de Patologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu - UNESP, São Paulo. 5 Professor Adjunto Livre Docente da Disciplina de Cirurgia Vascular do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.

Winston Bonetti Yoshida5 1 Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 2 Acadêmico do sexto ano da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 3 Auxiliar acadêmico do Laboratório de Cirurgia Experimental do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo. 4 Professor Assistente Doutor do Departamento de Patologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu - UNESP, São Paulo. 5 Professor Adjunto Livre Docente da Disciplina de Cirurgia Vascular do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.

Macarenco RSS, Takahagi RU, Bardella LC, Sequeira JL, Yoshida WB. Estudo da ação do extrato de Ginkgo biloba e amido hidroxietílico hipertônico na atenuação de alterações decorrentes de isquemia e reperfusão de órgãos esplâncnicos em ratos. Acta Cir Bra [serial online] 2001 Jul-Set;16(3). Disponível em: URL: http://www.scielo.br/acb.

RESUMO: A oclusão e reperfusão das artérias esplâncnicas ocasiona choque circulatório, causado principalmente pelo aumento de permeabilidade vascular e pela agressão celular provocada por radicais livres derivados do oxigênio. Este estudo tem por finalidade verificar a ação do extrato de Ginkgo biloba (Egb-761) e do amido hidroxietílico (AHH) na prevenção do choque circulatório produzido pela isquemia e reperfusão de órgãos esplâncnicos. O Egb-761 tem propriedades antioxidantes relatadas na literatura. O AHH, tem sido utilizado como recurso terapêutico do choque hipovolêmico. Ratos anestesiados receberam infusão contínua de Egb-761 ou AHH, sendo submetidos à isquemia (oclusão do tronco celíaco, artéria mesentérica superior e artéria mesentérica inferior por 30 minutos) e reperfusão (por 90 minutos) dos órgãos esplâncnicos. Foram feitas: análise histopatológica ileal, dosagem de malondialdeído ileal e determinação contínua da pressão arterial média (PAM). A PAM ao final do período de reperfusão foi significativamente mais elevada nos animais tratados com Egb-761 e AHH, que no grupo controle (F=18,29; p<0,001). Não houve diferença entre os grupos tratados e controle quanto à dosagem de MDA (H=4,61; p>0,10) e quanto às alterações histológicas (H=6,003; p>0,10). Em conclusão, houve melhora nas condições hemodinâmicas, com atenuação do choque nos ratos que receberam Egb-761 ou AHH. Novos estudos serão necessários para se avaliar melhor as alterações histológicas e para esclarecer a formação de produtos finais da peroxidação lipídica.

DESCRITORES: Ginkgo biloba. Amido hidroxietílico hipertônico. Isquemia. Reperfusão. Radicais livres. Esplâncnico.

INTRODUÇÃO

Apesar dos progressos e refinamentos alcançados pela medicina em diagnóstico e terapêutica, a isquemia mesentérica persiste associada a altas taxas de mortalidade. A isquemia e reperfusão, presentes neste quadro, são responsáveis por alterações bioquímicas e biofísicas, como a liberação de hidrolases lisossômicas, aumento de proteólise, liberação de fator de depressão do miocárdio, produção de radicais livres do oxigênio e o aumento da permeabilidade capilar, ocasionando instabilidade hemodinâmica e choque, seguidos de óbito1.

Há na literatura relatos de que a administração exógena de antioxidantes poderia amenizar o efeito tóxico de radicais livres do oxigênio nesses casos. Assim, o extrato de Ginkgo biloba (EGb-761), composto basicamente por um grupo de vitaminóides pouco conhecidos - flavonóides e terpenóides, tem-se mostrado efetivo como atenuante em lesões de isquemia e reperfusão em modelos experimentais com cérebro2 e miocárdio3 murinos. Porém, não há estudos sobre a ação do EGb-761 na síndrome de isquemia e reperfusão de órgãos esplâncnicos.

O aumento de permeabilidade capilar é outro importante fator determinante do choque e óbito decorrentes de lesão por isquemia e reperfusão em órgãos esplâncnicos. Vários estudos têm mostrado que o uso de selantes da microcirculação, tais como o amido hidroxietílico, têm sido efetivos no tratamento dessa síndrome4.

Por outro lado, estudos originados em nosso meio5, mostraram ação efetiva da salina hipertônica nas várias formas de choque, principalmente o choque hemorrágico. Estudos posteriores demonstraram que a combinação da salina hipertônica com macromoléculas poderia proporcionar maior eficiência neste tratamento6. Entretanto, nenhum estudo foi feito combinando-se a salina hipertônica com o amido hidroxietílico no tratamento do choque.

Sendo assim, este estudo tem por finalidade verificar a ação do EGb-761 e do amido hidroxietílico hipertônico a 7,5% na prevenção do choque circulatório produzido pela isquemia e reperfusão de órgãos esplâncnicos, utilizando modelo experimental murino.

MÉTODOS

Um modelo murino experimental de isquemia e reperfusão foi utilizado, observando-se os princípios éticos preconizados pelo Colégio Brasileiro de Experimentação Animal.

Foram usados 50 ratos Wistar, sem jejum prévio, do sexo masculino, com peso de 230g a 340g (média=269,98 ± 34,84), fornecidos pelo Biotério Central do Campus de Botucatu, UNESP. Os animais foram anestesiados com pentobarbital sódico (30mg/kg) por via intra peritoneal. Suplementos de pentobarbital sódico foram ministrados conforme o necessário, na dose de 6mg/kg por via intravenosa.

Em todos os animais, foi feita laparotomia mediana, sendo expostos e reparados o tronco celíaco e artérias mesentéricas superior e inferior. Em seguida, realizou-se cervicotomia transversal, expondo-se a artéria carótida esquerda e veia jugular direita. A artéria carótida foi ligada distalmente, introduzindo-se cateter de polietileno P.E.-200 proximalmente, através de arteriotomia. A veia jugular foi ligada proximalmente e submetida a cateterismo distal por venotomia, alojando-se a ponta de cateter P.E.-200, presumivelmente, ao nível da veia cava superior.

O cateter carotídeo foi conectado a um transdutor de pressão, o qual foi acoplado a um monitor de pressão marca Feas, modelo 3062H, para registro contínuo da pressão arterial média (PAM).

O cateter da veia jugular foi conectado a bomba de infusão Samtronic, modelo ST670-T, para infusão de líquidos. Imediatamente antes do início dos registros, realizou-se infusão intrarterial de heparina (400U/kg) em bolus.

Após um período de estabilização de 30 minutos, cada uma das artérias foi ocluída com 1 clampe microvascular por 30 minutos, a fim de produzir isquemia esplâncnica. Ao fim deste período, removeram-se os clampes e a PAM foi registrada por mais 90 minutos, sendo este o período de reperfusão. Durante todo o experimento, as vísceras foram mantidas na cavidade peritoneal.

Protocolo experimental

Os ratos foram divididos aleatoriamente em 5 grupos de 10 animais.

Grupo 1 (Controle): os ratos foram submetidos à isquemia e reperfusão viscerais e receberam continuamente soro fisiológico (NaCl a 0,9%), na dose de 5ml/kg/h.

Grupo 2 (Simulado1): os ratos foram submetidos à cirurgia, mas não à isquemia e reperfusão viscerais. Receberam continuamente soro fisiológico (NaCl a 0,9%), na dose de 5ml/kg/h.

Grupo 3 (Simulado2): os ratos foram submetidos à cirurgia, mas não à isquemia e reperfusão viscerais. Receberam continuamente solução EGb -761 (10mg/kg), na dose de 5ml/kg/h.

Grupo 4 (Ginkgo biloba): os ratos foram submetidos à cirurgia e à isquemia e reperfusão viscerais. Receberam continuamente solução de EGb-761 a 4% (10mg/kg), na dose de 5ml/kg/h.

Grupo 5 (Amido Hidroxietílico Hipertônico): os ratos foram submetidos à isquemia e reperfusão viscerais e receberam solução de amido hidroxietílico a 6% sem salina hipertônica na dose de 5ml/kg/h, iniciando-se no período de estabilização, indo até 20 minutos de isquemia. Em seguida, a solução anterior foi substituída por solução de amido hidroxietílico a 6% com NaCl a 7,5% até o décimo minuto de reperfusão, após o que esta solução foi substituída por amido hidroxietílico, sem salina hipertônica, sempre na dose de 5ml/kg/h.

Colheita das peças

Ao final do experimento, reabriu-se o abdômen e retirou-se um segmento de 10 cm de íleo para análise morfológica, e outro de 10 cm para análise bioquímica. O fragmento para estudo morfológico foi colocado em formol a 10% e o outro, embrulhado em papel alumínio e colocado em nitrogênio líquido para posterior análise bioquímica.

Estudos

A) Pressão arterial

A pressão arterial foi avaliada continuamente e registrada a cada 10 minutos no decorrer do experimento. Para análise estatística, foram comparadas as PAM nos seguintes momentos: após 30 minutos de estabilização, no início da isquemia, após 30 minutos de isquemia, no início da reperfusão e 90 minutos após a reperfusão. A análise estatística utilizada foi a de análise de variância multivariada (análise perfil). A diferença entre as médias foi analisada pelo teste de Tukey.

B) Histopatológicos

Os segmentos de íleo foram processados e corados pela técnica de hematoxilina-eosina. Para análise histológica, utilizou-se um sistema de classificação em seis níveis proposto por Chiu et al.7: grau 0 = normal; grau 1 = esfoliação das células superficiais da mucosa; grau 2 = necrose das vilosidades da mucosa com preservação das criptas; grau 3= necrose da mucosa incluindo as criptas; grau 4 = necrose completa da mucosa com adelgaçamento da muscular ou necrose da camada muscular própria; e grau 5 = necrose transmural. A presença e o número de células inflamatórias também foram considerados no estabelecimento dos graus histológicos. Esta gradação foi realizada por um patologista, sem conhecimento do grupo a que pertencia cada animal. Os resultados histológicos foram analisados estatisticamente, utilizando-se a prova não paramétrica de Kruskal-Wallis, para amostras independentes. Calculou-se também a freqüência de lesões com gradação maior ou igual a grau 3 em cada grupo experimental, a qual foi submetida a análise de Qui-quadrado para se avaliar diferenças de proporções entre os grupos.

C) MDA

Foi utilizado o método do ácido tiobarbitúrico modificado por Cecchini et al., 19908.

Os níveis de lipoperoxidação foram expressos em nanomoles de dialdeído malônico/miligrama de proteína utilizando-se a seguinte fórmula:

nM (dialdeído malônico) /mg (proteína) =

*156 = extinção molar do dialdeído malônico (Bueg & Aust, 1978)

A dosagem da proteína foi feita utilizando-se o método do reagente de Folim-fenol, padronizado por Lowry et al. (1951)9.

Procedeu-se à análise estatística dos resultados bioquímicos, através da prova não paramétrica de Kruskal-Wallis para amostras independentes.

Em todas as análises estatísticas o nível de significância adotado foi de 5%.

RESULTADOS

As pressões arteriais médias dos grupos G2 (Simulado1) e G3 (Simulado2) não apresentaram mudanças durante o experimento, indicando que a anestesia, o procedimento cirúrgico e o EGb-761 não provocaram alterações hemodinâmicas no rato (Figura1). No período de estabilização, as PAM foram similares em todos os grupos. Já no período de isquemia, a PAM se manteve estável no grupo G2 (Simulado1) e G3 (Simulado2), enquanto nos demais grupos houve elevação estatisticamente significante (F=17,07; p<0,001) logo no início do período de isquemia, sendo que ao final do mesmo ocorreu retorno aos níveis do período anterior. Durante a reperfusão, as PAM dos grupos G2 (Simulado1) e G3 (Simulado2) mantiveram-se estáveis. Nos demais grupos, houve uma queda significativa (F=80,47; p<0,001) após 10 minutos de reperfusão, com elevação progressiva nos grupos G4 (EGb-761), G5 (Amido Hidroxietílico Hipertônico) e elevação transitória, seguida de queda no grupo G1 (Controle).

A análise estatística mostrou que os níveis de PAM final nos grupos G4 (EGb-761) e G5 (Amido Hidroxietílico Hipertônico) não foram estatisticamente diferentes entre si, mas foram significativamente maiores que a do grupo G1 (Controle) e menores que dos grupos simulados G2 e G3 (F=18,29; p<0,001) (Figura 1).

Os resultados do exame histopatológico são mostrados na Figura 2. A maior alteração encontrada foi a de grau 4 que esteve mais presente no grupo controle. A análise estatística não paramétrica de Kruskal-Wallis demonstrou não haver diferença estatisticamente significante entre as medianas dos grupos estudados (H=6,003; p>0,10).

As gradacões histológicas maiores ou iguais ao grau 3 foram mais freqüentes no grupo G1(Figura 3). A análise estatística de Qui-quadrado mostrou haver tendência estatística à diferença entre a freqüência deste tipo de lesão no grupo G1 (controle) em relação aos demais grupos (Qui-quadrado=3,13; p=0,537).

Análise bioquímica

A análise estatística não paramétrica de Kruskal-Wallis das medianas das amostras de MDA não acusou diferença significante entre os grupos (H=4,61; p>0,10). (Figura 4).

DISCUSSÃO

Embora se reconheça que a isquemia prolongada possa provocar lesão de tecidos e órgãos, o conceito de lesão tecidual após reperfusão, definido como lesão de tecidos ocorrida como conseqüência direta de uma revascularização é relativamente recente. Estas situações podem aumentar a morbidade e mortalidade de pacientes submetidos a reconstrução vascular, trauma ou transplante.

Durante a isquemia, o catabolismo do ATP fornece ADP, AMP, adenosina, inosina, e hipoxantina. A perda resultante da energia altera a função da bomba iônica da membrana celular, aumentando a concentração de cálcio no citosol. Este promove a conversão da xantina-desidrogenase em xantina-oxidase em muitos tecidos, incluindo-se pulmões, fígado e intestinos. Na reperfusão, o oxigênio é novamente introduzido em território isquêmico e a xantina-oxidase, na presença de oxigênio, promove o metabolismo da hipoxantina e liberação concomitante de radical livre superóxido. Em condições fisiológicas, o radical superóxido sofre dismutação por ação da enzima superóxido dismutase, formando peróxido de hidrogênio que é convertido em água pela ação da catalase. O peróxido de hidrogênio pode reagir com o radical superóxido através das reações de Haber-Weiss e Fenton, formando o altamente reativo radical hidroxila. Este pode ser formado também através de reação entre radical superóxido e o óxido nítrico. Outras fontes importantes de radicais livres de oxigênio são os neutrófilos, as desidrogenases mitocondriais, a auto-oxidação das catecolaminas e o metabolismo do ácido aracdônico.

Os radicais livres, particularmente o hidroxila iniciam a peroxidação lipídica das membranas celulares, liberando o ácido aracdônico e radicais lipídicos peroxil. O ácido aracdônico é metabolizado pela ciclooxigenase ou lipooxigenase para a formação de eicosanóides vasoativos. Os radicais lipídicos hidroxila promovem nova peroxidação lipídica que resulta em perda da integridade da membrana celular, inativação enzimática, quebra do DNA, que culminam com citólise e necrose tecidual10.

Devido à lesão endotelial, há um aumento da permeabilidade microvascular, levando a um acúmulo anormal de fluídos no espaço extra-vascular, o que compromete a perfusão tecidual e leva a instabilidade hemodinâmica. A chegada de substrato, a oxigenação tecidual e a remoção de metabólitos celulares ficam, assim, prejudicados1.

No modelo experimental utilizado, ocorreu uma queda expressiva de PAM sem tendência à recuperação, mostrando que as alterações bioquímicas e microcirculatórias acima mencionadas, seriam responsáveis por um choque praticamente irreversível.

O tratamento dos animais com EGb-761 e amido hidroxietílico, atenuou os efeitos da síndrome de isquemia e reperfusão esplâncnica com recuperação dos níveis de PAM final significantemente maiores do que o Grupo 1 (Controle).

A ação do EGb-761 possivelmente foi devida à sua ação antioxidante, demonstrada em vários trabalhos anteriores em outras situações. A Ginkgo biloba é uma árvore oriental, de cujas folhas se extraem substâncias que são utilizadas no tratamento da insuficiência cerebrovascular e suas manifestações funcionais. As frações farmacologicamente mais ativas são a flavonóide e a terpenóide, que correspondem respectivamente a 24% e 6% do Egb-76111.

A fração flavonóide (constituída pela miricetina, quercetina e rutina) tem sido apontada por vários autores como a responsável pelos efeitos antioxidantes do EGb-761. Assim, Tosaki et al.3 verificaram que o EGb-761 teria efeito cardioprotetor, através da ação direta desta fração como captadora de radicais livres produzidos em coração murino submetido a isquemia e reperfusão. Pincemail et al.12 mostraram que o EGb-761, por meio de seus componentes flavonóides, seria capaz de reduzir a produção de radicais superóxido, hidroxila e peróxido de hidrogênio via inibição da NADPH oxidase em neutrófilos humanos estimulados.

Outros estudos procuraram observar a ação específica de cada componente flavonóide a saber: a rutina inibiria a atividade da xantina-oxidase, importante fonte de radical superóxido13,a miricetina e quercetina reduziram o metabolismo oxidativo induzido pelo influxo de Ca+ em neurônios cerebrais murinos submetidos a isquemia2.

Por outro lado, Pietri et al.14, em estudo com coração de ratos, notaram que os componentes da fração terpenóide (ginkgolídeo A, ginkgolídeo B e bilobalídeo) apresentariam importante ação antioxidante, que neste caso estaria mais relacionada a um efeito inibidor sobre mecanismos formadores de radicais livres do que a um efeito de neutralização de radicais livres já formados.

Desta forma, o EGb-761 não provoca instabilidade hemodinâmica como foi demonstrada pela manutenção da PAM ao longo do experimento no grupo G3 (Simulado2). Ao contrário, o EGb-761 mostrou-se efetivo no tratamento no choque circulatório provocado pela isquemia e reperfusão de órgãos esplâncnicos. Este efeito protetor foi possivelmente conseqüência da ação antioxidante das frações dessa droga, o que confirma os achados dos trabalhos acima mencionados. Curiosamente, não verificamos uma diferença nos níveis de MDA entre os grupos estudados. O MDA é o produto final da cascata de reações de peroxidação lipídica podendo ser dosado diretamente nos tecidos ou no sangue, refletindo a intensidade da peroxidação lipídica nas situações de isquemia e reperfusão1.No presente estudo, a ausência de diferença estatística entre os grupos poderia ser atribuída a diversas possibilidades:

1) A concentração de MDA no momento de colheita da peça poderia estar já alterada em função do longo período decorrido desde o início da reperfusão.

2) A região de intestino colhida (íleo) poderia não ter sido a ideal do ponto de vista deste parâmetro;

3) Uma possível interferência do pentobarbital sódico nas dosagens de MDA, utilizadas neste experimento que se baseiam na formação de cromóforo entre o MDA e o ácido tiobarbitúrico, que é, como o pentobarbital, um barbitúrico.

No presente estudo, também se examinou a utilização de macromoléculas de amido hidroxietílico na atenuação do choque na síndrome de isquemia e reperfusão esplâncnicas. Tem sido proposto que macromoléculas de tamanho e forma apropriados possam agir como selantes endoteliais, prevenindo a perda de fluidos e impedindo a instabilidade hemodinâmica4.

Acredita-se que as cadeias laterais de certos compostos baseados em amido, ocluam sítios de vazamento que surgem como resultado de lesão endotelial. Na situação de isquemia e reperfusão, a lesão celular aumenta a permeabilidade microvascular, provavelmente através da contração celular ou rotura das junções interendoteliais e aumento do diâmetro dos poros da superfície celular endotelial4. Mediadores inflamatórios produzidos durante isquemia e reperfusão também podem aumentar a permeabilidade capilar com perda do líquido intravascular, diminuição da oxigenação tecidual, alteração do fluxo linfático e acúmulo de metabólitos tóxicos.

A utilização de amido hidroxietílico poderia "arrastar" fluido intersticial em excesso de volta ao espaço intravascular e, possivelmente, reduzir o edema intersticial15. Assim, a normalização do fluxo linfático, a restauração da perfusão e a redução da estase microvascular poderiam ser esperadas com o seu uso. Ou seja, o amido hidroxietílico agiria de maneira similar a outros expansores de volume plasmático que exercem pressão oncótica, como por exemplo o manitol.

Além disso, teria habilidade de prevenir maiores perda de fluidos para o extravascular através da oclusão dos espaços entre as células endoteliais e dos poros de suas membranas. Simonian et al.4,ao examinarem a estrutura molecular do amido hidroxietílico ressaltaram algumas propriedades teóricas e outras já conhecidas que poderiam favorecer sua função como selante capilar. Estas propriedades seriam: conformação espacial globular ao invés de alongada; diâmetro molecular apropriado e eletroneutralidade.

Dessa forma, a oclusão das junções intercelulares e dos poros das membranas celulares, assim como a pressão oncótica exercidos pelo amido hidroxietílico, promoveriam um efeito de barreira contra perdas de fluido e simultaneamente estabeleceriam um gradiente osmótico favorável à reabsorção de fluidos do espaço intersticial para o intravascular.

A salina hipertônica é um recurso terapêutico bastante consagrado no tratamento do choque hipovolêmico com efeitos benéficos no volume intravascular no desempenho cardíaco e na perfusão tecidual periférica5. Tais efeitos parecem ocorrer, em parte, devido à redução do edema das células sangüíneas e das células endoteliais vasculares. A restituição da perfusão dos órgãos pós-infusão de salina hipertônica parece ser mais eficiente em combinação com um fluido hiperoncótico. Neste sentido, a preparação da salina hipertônica associada com o Dextran 70 poderia melhorar a sua eficiência6. Entretanto, nenhum estudo prévio foi feito associando-se a salina hipertônica ao amido hidroxietílico na isquemia e reperfusão de órgãos esplâncnicos.

No presente estudo, houve nítida melhora hemodinâmica durante o período de reperfusão no grupo G5. É provável que a associação dos efeitos benéficos mencionados da salina hipertônica e do amido hidroxietílico tenham sido responsáveis por este resultado obtido.

Finalmente, não se observou diferença entre os grupos com relação aos graus de lesões teciduais, ao estudo histológico. É possível que o segmento escolhido para exame histológico (íleo) não tenha sido o mais atingido pela situação de isquemia e reperfusão esplâncnicas, ou que o agente anestésico e a manipulação da peça tenham originado lesões teciduais de gradação mais elevada, mesmo nos animais submetidos à operação simulada (G2 e G3).

Concluindo, este estudo demonstrou o efeito benéfico do EGb-761 e do amido hidroxietílico hipertônico quanto aos aspectos hemodinâmicos da isquemia e reperfusão esplâncnicas. Mais estudos serão necessários para ampliar as avaliações histológicas em outros setores do trato digestivo e para esclarecer a formação de produtos finais da peroxidação lipídica nos mesmos.

Macarenco RSS, Takahagi RU, Bardella LC, Sequeira JL, Yoshida WB. Ginkgo biloba extract and hypertonic hydroxyethyl starch on attenuating ischemia and reperfusion changes of splanchnic organs in a rat model. Acta Cir Bra [serial online] 2001 Jul-Sept;16(3). Available from: URL: http://www.scielo.br/acb.

ABSTRACT: Splanchnic artery occlusion and reperfusion causes circulatory shock, due mainly to increased capillary permebility and cellular injury precipitated by oxygen derived free-radicals. The purpose of this study was to verify if Ginkgo biloba extract (Egb-761) and hypertonic hydroxyethyl starch (HHS) would be able to prevent hypovolemic shock at the splanchnic artery occlusion (SAO). Egb-761 is known for its antioxidant property, which is well documented by the literature. HHS has been used successfully in hypovolemic shock treatment. Anesthetized rats received Egb-761 and HHS infusion and had their celiac, superior mesenteric and inferior mesentereic arteries occluded for 30 minutes followed by reperfusion by 90 minutes. Ileal histology and malondialdehyd (MDA) were determinated, as well as, mean arterial blood pressure (MABP) records were performed. Treated animals exhibited higher MABP than the controls (F=18,29;p<0,001), at the end of reperfusion period. MDA (H=6,003; p> 0,10) and histology (H=4,61; p> 0,10) did not show statistical differences among the groups. In conclusion, Egb-761 and HHS, have improved the rats hemodinamics attenuating significantly the SAO shock. Further studies must be proceeded to clarify the histological changes and the lipid peroxidation final products formation.

KEY WORDS: Ginkgo biloba. Hypertonic hydroxyethyl starch. Ischemia. Reperfusion. Free-radicals. Splanchnic.

Conflito de interesses: nenhum

Fontes de financiamento: nenhuma

Endereço para correspondência:

Dr. Winston Bonetti Yoshida

Faculdade de Medicina UNESP

Departamento de Cirurgia e Ortopedia / Disciplina de Cirurgia Vascular

Distrito de Rubião Junior, s/n

Botucatu - SP

18.6l8-000

Data do recebimento: 30/03/2001

Data da revisão: 28/04/2001

Data da aprovação: 12/05/2001

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  • 1
    Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.
    2 Acadêmico do sexto ano da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.
    3 Auxiliar acadêmico do Laboratório de Cirurgia Experimental do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.
    4 Professor Assistente Doutor do Departamento de Patologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu - UNESP, São Paulo.
    5 Professor Adjunto Livre Docente da Disciplina de Cirurgia Vascular do Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, SãoPaulo.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    11 Set 2003
  • Data do Fascículo
    Set 2001

Histórico

  • Aceito
    12 Maio 2001
  • Revisado
    28 Abr 2001
  • Recebido
    30 Mar 2001
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