Influência da morte encefálica e do trauma associado nas características histológicas de órgãos sólidos

OBJETIVO: Avaliar as alterações histopatológicas desencadeadas pela morte encefálica e pelo trauma associado em diferentes órgãos sólidos em ratos. MÉTODOS: Ratos Wistar machos (n=37) foram anestesiados com isoflurano, entubados e mecanicamente ventilados. Foi realizada trepanação e um cateter foi inserido na cavidade intracraniana e insuflado rapidamente para induzir morte encefálica. Após a indução, os ratos foram monitorados por 30, 180 e 360 min para parâmetros hemodinâmicos e exsanguinados pela aorta abdominal. Coração, pulmão, fígado e rim foram removidos e fixados em parafina para avaliação de alterações histológicas (H&E). Ratos falso-operados foram apenas trepanados e usados como grupo controle. RESULTADOS: Ratos com morte encefálica apresentaram instabilidade hemodinâmica com episódio hipertensivo no primeiro minuto após a indução seguido de hipotensão por aproximadamente 1 hora. Análises histológicas demonstraram que a morte encefálica induz congestão vascular no coração (p<0,05) e pulmão (p<0,05); edema alveolar (p=0,001); edema tubular (p<0,05); e infiltrado leucocitário no fígado (p<0,05). CONCLUSÕES: A morte encefálica induz instabilidade hemodinâmica associada com mudanças vasculares em órgãos sólidos e compromete mais severamente os pulmões. Contudo, o trauma associado à morte encefálica desencadeia importantes alterações fisiopatológicas naqueles órgãos.

Morte Encefálica; Traumatismos Craniocerebrais; Patologia; Ratos


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