Dopplervelocimetria de artéria mesentérica superior em recém-nascidos a termo

2 - NOTA PRÉVIA

DOPPLERVELOCIMETRIA DE ARTÉRIA MESENTÉRICA SUPERIOR EM RECÉM-NASCIDOS A TERMO

Carmen Solange Badaró Marques1 1 . Mestre em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Mestre em Perinatologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. 2. Doutora em Pediatria pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Vice-coordenadora do programa de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira". 3. Médico ultra-sonografista. 4. Livre Docente em Neonatologia pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

Lucy Duailibi Casanova2 1 . Mestre em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Mestre em Perinatologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. 2. Doutora em Pediatria pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Vice-coordenadora do programa de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira". 3. Médico ultra-sonografista. 4. Livre Docente em Neonatologia pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

Carlos Aranha3 1 . Mestre em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Mestre em Perinatologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. 2. Doutora em Pediatria pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Vice-coordenadora do programa de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira". 3. Médico ultra-sonografista. 4. Livre Docente em Neonatologia pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

Conceição Aparecida Matos Segre4 1 . Mestre em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Mestre em Perinatologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. 2. Doutora em Pediatria pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Vice-coordenadora do programa de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira". 3. Médico ultra-sonografista. 4. Livre Docente em Neonatologia pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

OBJETIVO

A avaliação do fluxo sangüíneo mesentérico utilizando-se a Dopplervelocimetria transcutânea de artéria mesentérica superior (AMS) constitui-se num método não invasivo e desprovido de riscos para o paciente e que permite avaliar os fatores envolvidos na perfusão sangüínea intestinal. Realizou-se este estudo com o objetivo de se determinar as variáveis Dopplervelocimétricas da AMS em recém-nascidos normais a termo, relacionando-as aos fatores ligados à gestação e ao crescimento fetal.

MÉTODOS

A amostra constitui-se de 58 mães e seus 59 recém-nascidos a termo ( sendo 1 gestação gemelar), cujo parto ocorreu no Hospital Israelita Albert Einstein. Foi utilizado o equipamento Toshiba SSH 140 com sistema duplex-Doppler colorido de alta resolução, avaliando-se a AMS na sua origem, determinando-se o calibre, a velocidade sistólica, a velocidade diastólica, a velocidade média e os índices de resistência e pulsatilidade.

RESULTADOS

Verificou-se que a média do calibre da artéria mesentérica superior foi 1.94 mm (DP 0.20), a média da velocidade sistólica foi 86.47 cm/s ( DP 19.82), a média da velocidade diastólica foi 17.66 cm/s (DP 6.46) e a média da velocidade média foi 36.93 cm/s (DP 9.54). Os valores médios dos índices de resistência e pulsatilidade foram respectivamente 0.79 e 1.91 ( DP 0.46 e 9.54). O calibre da AMS correlacionou-se positivamente com o peso de nascimento e negativamente com o perímetro cefálico e as velocidades e os índices guardam relação com os dados antropométricos do recém-nascido, com o número de horas de vida, com o número de minutos em jejum e com o peso da mãe no final da gestação.

CONCLUSÕES

Entre outros aspectos, pode-se concluir que as variáveis Dopplervelocimétricas de AMS guardam relação com as variáveis maternas e dos recém-nascidos, sendo discutidos os possíveis fatores implicados nessa associação. Características como o sexo do recém-nascido e o peso da mãe no início da gestação não modificaram nossos resultados.

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    . Mestre em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Mestre em Perinatologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
    2. Doutora em Pediatria pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Vice-coordenadora do programa de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira".
    3. Médico ultra-sonografista.
    4. Livre Docente em Neonatologia pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP, São Paulo. Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Perinatologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    11 Set 2003
  • Data do Fascículo
    Mar 2001
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