Efeitos do envelhecimento na cicatrização de anastomoses colônicas em ratos

OBJETIVO: Avaliar a cicatrização de anastomoses colônicas em ratos adultos, jovens e velhos. MÉTODOS: Cinquenta e seis ratos machos, Wistar foram alocados em dois grupos, um de animais adultos jovens com idade media de 110 dias e outro de animais velhos, com idade media de 762 dias. Sob anesthesia os ratos forma submetidos a uma laparotomia mediana e o cólon foi seccionado 2 cm acima da reflexão peritoneal. Uma anastomose término-terminal foi feita e avaliada após 3, 7, 14 e 21 dias. Nestas datas após a euthanasia e laparotomia, um segmento de 4 cm do colon que continha a anastomoses foi ressecado e submetido a teste manométrico para verificação da resistência à pressão. Após os segmentos, emblocados em parafina, foram seccionados fornecendo cortes que foram corados pela hematoxilina e eosina e pelo Sirius red. Métodos histoquímicos como PCNA, LCA e CD 34 foram utilizados para a verificação da reepitelização, reação inflamatória e angiogênese. RESULTADOS: A resistência das anastomoses foi maior nos animais velhos no 3.º dia de pós-operatório (p=0,0000). A concentração de colágeno foi maior nas anastomoses dos animais jovens no 14.º e no 21.º dia de pós-operatório (p=0,0475, p=0,0346 respectivamente), com significante concentração de colágeno tipo I. A concentração do colágeno tipo III, a taxa de reepitelização e de angiogênese foi similar nos dois grupos de estudo. CONCLUSÃO: Apesar de algumas diferenças entre os dois grupos no que se refere ao processo de cicatrização deiscências não foram vistas o que permite concluir que a idade por si só não é suficiente para modificar a cicatrização.

Cólon; Cicatrização de feridas; Envelhecimento


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