A sinvastatina melhora a cicatrização de feridas infectadas da pele de ratos

OBJETIVO: O presente estudo avaliou o potencial da sinvastatina para atenuar a inflamação e a infecção em feridas abertas infectadas de pele de ratos. MÉTODOS: Foram utilizados 14 ratos Wistar pesando 285±12g. O estudo foi realizado com um grupo de animais cujas feridas abertas infectadas foram tratadas com aplicação tópica de sinvastatina microemulsão (SIM, n=7) e um segundo grupo com feridas tratadas com solução salina 0,9% (SAL n=7). Foi realizado exame bacteriológico do fluido das feridas para detecção de bactérias gram positivas e negativas, a expressão tecidual de TNFá e IL-1â por imunohistoquímica e análise histológica pela coloração H-E. RESULTADOS: A expressão do TNFa pode ser claramente demonstrada em menor grau nas feridas de pele tratadas com sinvastatina (668.6 ± 74.7 ìm²) do que no grupo salina (2120.0 ± 327.1 ìm²). Em comparação, os tecidos das feridas do grupo SIM mostrou infiltração leucocitária significantemente menor do que a observada no grupo SAL (p<0,05). O resultado das culturas realizadas no fluido das feridas no 4º dia de tratamento revelou infecção em apenas um rato do grupo sinvastatina (SIM), onde Proteus mirabilis, Escherchia coli e Enterobacter sp foram isolados. Nos ratos cujas feridas foram tratadas com solução salina (SAL), infecção polimicrobiana com mais de 100,000 UFC/g foi detectada em todas as feridas. CONCLUSÃO: Além de suas propriedades antiinflamatórias, o efeito protetor da sinvastatina em feridas abertas e infectadas de pele é capaz de reduzir a infecção e provavelmente tem ação antibacteriana. O potencial da droga para atenuar inflamação e infecção de feridas é promissor.

Estatinas; Inflamação; Cicatrização de Feridas; Rato Wistar; Pele; Citocinas


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