Manitol na reperfusão de retalhos cutâneos em ilha

Alberto Schanaider Antônio Ambrósio de Oliveira Neto Ilson Rosique da Costa Gustavo Luiz Simões Leite Daniela Peixoto Considera Anna Karyna Pereira Lopes Alessandra Rodrigues Silva

O conhecimento acerca da lesão decorrente da reperfusão na pele, já encontra-se consolidado. A aplicação destes conceitos revela uma perspectiva muito promissora na profilaxia de problemas cirúrgicos resultantes do manuseio de retalhos cutâneos em ilha. Este estudo experimental foi realizado com o objetivo de avaliar a ação do manitol, na qualidade de inativador dos radicais oxigênio livres, após isquemia e reperfusão sobre retalhos cutâneos em ilha. Trinta e seis ratos machos, do tipo Wistar, foram divididos em três grupos (n =12, cada) com a seguinte distribuição: Grupo I - sem isquemia, grupos II e III - submetidos durante nove horas a isquemia seguida por 30 minutos de reperfusão. Após sete dias, todos os animais do grupo II, tratados com solução salina, apresentaram necrose e em toda extensão dos retalhos. Na análise do grupo III, que recebeu solução de manitol a 20% previamente ao inicio da reperfusão, verificou-se viabilidade de 75% (9/12) dos retalhos. Estes resultados sugerem que o pré tratamento com manitol é capaz de melhorar a sobrevida dos retalhos, com uma expressiva redução da necrose tecidual (p <0.02).

Reperfusão; Radicais livres; Retalhos cirúrgicos; Manitol


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