Análise da força tênsil na cicatrização da parede abdominal de ratos tratados com infliximabe

João Vieira Lopes Luís Alberto Mendonça de Freitas Ravi Dias Marques Anamélia Lorenzetti Bocca João Batista de Sousa Paulo Gonçalves de Oliveira Sobre os autores

OBJETIVO: Avaliar os efeitos do infliximabe, anticorpo monoclonal quimérico humano-murino, sobre a força tênsil da ferida operatória abdominal. MÉTODOS: Sessenta ratos, linhagem Wistar, machos, sadios, com peso corporal inicial entre 215 e 390 g e 60 e 90 dias de vida foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, E (Experimental) e C (Controle) com 30 animais cada. Os animais do grupo E receberam por via subcutânea, dose única, de 5mg/Kg de infliximabe, via subcutânea e os animais do grupo C receberam, volume equivalente, de solução de NaCl a 0,9%, via subcutânea. Depois de 48h os animais de ambos os grupos foram submetidos à incisão mediana na parede abdominal com 4 cm de extensão incluindo todos os planos que foram reconstituídos com sutura contínua músculo aponeurótica e pele, separadamente, com fio de nylon 5.0. A seguir os animais grupo E foram separados por sorteio simples em três subgrupos denominados E3, E7 e E14 com dez animais e os do grupo C em C3, C7 e C14 e foram submetidos, respectivamente, à reoperação e eutanásia no terceiro, sétimo e 14º dia pós-operatório. A parede abdominal anterior, ressecada dos animais durante a reoperação, foi cortada, com lamina de bisturi nº 15, perpendicularmente à ferida operatória. Cada espécime, em forma de fita, com 6 cm por 2 cm, foi preso pela extremidade de modo que a linha de sutura ficasse eqüidistante dos pontos de fixação do dinamômetro e realizado o teste de resistência tensil. O dinamômetro, aferido a cada série de medidas, foi calibrado para aplicar velocidade do teste de ruptura de 25 mm/min e o valor de ruptura foi expresso em N (Newtons) Antes da eutanásia a veia cava abdominal foi identificada e puncionada para retirada de sangue para dosagem de TNF-α. RESULTADOS: A média da força tensil encontrada para os animais dos subgrupos E3, E7, E14, C3, C7 e C14 foram, respectivamente, 16,03; 18,69; 27,01; 28,40; 27,22; 29,15 e 24,30 N. Nos resultados dos testes de múltiplas comparações foram encontradas diferenças significantes (p< 0,05) entre os subgrupos E3 e E7 quando comparados com C3, C7e C14. CONCLUSÃO: O infliximabe interferiu na cicatrização da ferida da parede abdominal com diminuição da força de ruptura na fase inflamatória e proliferativa.

Anitcorpos Monoclonais; Parede Abdominal; Cicatrização de Feridas; Ratos


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