Esplenectomia subtotal com preservação do pólo inferior em ratos: aspectos técnicos, morfológicos e funcionais

OBJETIVO: Avaliar a exequibilidade de preservação do pólo inferior suprido por vasos lobares inferiores e segmentares ou por vasos no ligamento esplenogástrico, na esplenectomia subtotal, e estudar a viabilidade e a função desse pólo. MÉTODOS: Foram utilizados 36 ratos machos, Wistar, com peso entre 273 gramas e 390 gramas (M.A 355,2 ±30,5), distribuídos aleatoriamente em 3 grupos : grupo 1- 10 animais submetidos à laparotomia com manipulação do baço (operação simulada); grupo 2- 16 animais submetidos à esplenectomia total ; grupo 3- 10 animais submetidos à esplenectomia subtotal com preservação do pólo inferior. Em todos os animais foi colhido sangue no pré-operatório e no 90º P.O para dosagem do colesterol e frações e triglicérides. Os animais foram mortos após 90 dias e o baço e o remanescente esplênico foram retirados para estudo macro e microscópico. RESULTADOS: As operações nos três grupos foram realizadas sem dificuldades. Houve 6 óbitos no grupo da esplenectomia total. Os baços dos grupos 1 e 2 e os pólos inferiores do grupo 3 estavam macroscopicamente viáveis. Houve uma aparente hiperplasia da polpa branca no grupo simulação O pólo inferior apresentou áreas discretas de inflamação e fibrose capsular na área da incisão e hemossiderose difusa na polpa vermelha. O percentual médio de massa remanescente do pólo inferior foi 35,84% ± 4,31%. Não houve alterações significantes nos níveis de colesterol e frações e triglicérides no pós-operatório tardio em relação ao pré-operatório (P>0,05) nos grupos 1 e 3. No grupo 2 houve aumento significante do colesterol e frações e triglicérides no pós-operatório tardio. CONCLUSÕES: A preservação do pólo inferior suprido por vasos lobares inferiores e segmentares ou vasos no ligamento esplenogástrico foi exeqüível na esplenectomia subtotal. Esse pólo manteve-se macro e microscopicamente viável em todos os casos. A esplenectomia subtotal com preservação do pólo inferior previne contra as alterações dos níveis de lípides plasmáticos observadas em ratos submetidos à esplenectomia total, e permite a manutenção dos níveis de lípides semelhantes aos do grupo simulação.

Baço; Esplenectomia; Ratos


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