Estudo clínico e anatomopatológico da cicatrização cutânea no gato doméstico: utilização do laser de baixa potência GaAs (904 nm)

Resumos

A pesquisa avalia a ação do laser de baixa potência Arseneto de Gálio (904 nm) em feridas cirúrgicas de pele de felinos. Utilizamos 63 animais divididos em 3 grupos: A - radiados com 4J/cm2 , B - radiados com 2J/cm2 e C - controle, não radiados. A aplicação da radiação foi única no pós-operatório imediato em feridas cirúrgicas de gatas submetidas a ovariohisterectomia por conveniência. Realizamos estudo macroscópico e de microscopia de luz (Hematoxilina e Eosina) nos tempos 2º, 4º, 8º e 15º dias de pós-operatório. Obtivemos clínica e microscopicamente resultados que sugerem um incremento na cicatrização das feridas radiadas quando comparado com o grupo controle e, se mostrando vantajosa ainda a radiação com 2J/cm2 em relação a 4J/cm2. Acreditamos, portanto ser o laser um adjuvante na cicatrização cutânea, podendo otimizar a evolução de feridas pós-cirúrgicas por primeira intenção nas condições e espécie animal estudada.

Healing; Laser; Skin; Domestic cat. GaAs (Galium Arsenide)


This research evaluates the action of the Galium Arsenide laser (904 nm) in feline cutaneous surgical wounds. We used 63 animals divided in 3 groups: A - radiated with 4J/cm2 , B - radiated with 2J/cm2 and C - control, not radiated. The aplication of the laser was accomplished in only one session in the immediate pos-operative procedures just after elective ovariohisterectomy. The macroscopical and microscopical analyses (Hematoxilin and Eosin) of the skin were performed in 2, 4, 8 and 15 days pos-operatively. As result we obtained clinical and microscopical increase in the radiated wounds compared with control group and the energy densitie 2J/cm2 was more efficient than 4J/cm2 . Therefore we believe that the laser device can be used as coadjuvant in the healing process of skin wounds, in addition to optimizing the evolution of first intention post-surgery skin wounds in the studied species and circunstances.

Healing; Laser; Skin; Domestic cat. GaAs (Galium Arsenide)


ESTUDO CLÍNICO E ANATOMOPATOLÓGICO DA CICATRIZAÇÃO CUTÂNEA NO GATO DOMÉSTICO. UTILIZAÇÃO DO LASER DE BAIXA POTÊNCIA GAAS (904 NM).11 Parte da tese apresentada para obtenção do título de Mestre, área de Cirurgia, FMVZ/USP. Projeto financiado pela FAPESP - Proc. n

Angélica Cecília Tatarunas 21 Parte da tese apresentada para obtenção do título de Mestre, área de Cirurgia, FMVZ/USP. Projeto financiado pela FAPESP - Proc. n

Julia Maria Matera 31 Parte da tese apresentada para obtenção do título de Mestre, área de Cirurgia, FMVZ/USP. Projeto financiado pela FAPESP - Proc. n

Maria Lucia Zaidan Dagli 41 Parte da tese apresentada para obtenção do título de Mestre, área de Cirurgia, FMVZ/USP. Projeto financiado pela FAPESP - Proc. n

TATARUNAS, A.C.; MATERA, J.M.; DAGLI, M.L.Z. - Estudo clínico e anatomopatológico da cicatrização cutânea no gato doméstico. Utilização do laser de baixa potência GaAs (904 nm). Acta Cir. Bras.,

RESUMO: A pesquisa avalia a ação do laser de baixa potência Arseneto de Gálio (904 nm) em feridas cirúrgicas de pele de felinos. Utilizamos 63 animais divididos em 3 grupos: A - radiados com 4J/cm2 , B - radiados com 2J/cm2 e C - controle, não radiados. A aplicação da radiação foi única no pós-operatório imediato em feridas cirúrgicas de gatas submetidas a ovariohisterectomia por conveniência. Realizamos estudo macroscópico e de microscopia de luz (Hematoxilina e Eosina) nos tempos 2º, 4º, 8º e 15º dias de pós-operatório. Obtivemos clínica e microscopicamente resultados que sugerem um incremento na cicatrização das feridas radiadas quando comparado com o grupo controle e, se mostrando vantajosa ainda a radiação com 2J/cm2 em relação a 4J/cm2. Acreditamos, portanto ser o laser um adjuvante na cicatrização cutânea, podendo otimizar a evolução de feridas pós-cirúrgicas por primeira intenção nas condições e espécie animal estudada.

DESCRITORES: Cicatrização. Laser. Pele. Gato doméstico. GaAs (Arseneto de Gálio)

INTRODUÇÃO

Aos lasers de baixa potência se atribuem efeitos analgésicos, antiinflamatórios e estimulantes da cicatrização. O estudo da interação entre a luz laser e a matéria viva é bastante complexo;6 a energia depositada nos tecidos sofre fenômenos de absorção, reflexão, difusão e transmissão. A pele é extremamente heterogênea do ponto de vista óptico e à medida que distanciamo-nos da superfície menor é a energia absorvida.12,14,16

Estudos comparando a estrutura da pele dos gatos com os demais mamíferos domésticos tem mostrado resultados controversos.

5,243,20

Em uma ferida cicatrizando por primeira intenção a fibrina, epiderme, neovasos e matriz extracelular contribuem na força de tensão inicial,

12,262512

Durante a cicatrização a presença de fluído inflamatório devido espaço morto é indesejável haja visto que limita a capacidade das células reparativas migrarem dentro da ferida e aumenta o risco de infecção.

7

No estudo do laser de baixa potência Endre Mester obtém regeneração epitelial,

23221721

HUTSCHENREITER et al. (1980), SURINCHAK et al. (1983) e MATERA et al. (1994) obtém aumento da força de tensão em feridas submetidas à radiação laser utilizando comprimento de onda, dose e número de aplicações diferentes entre si. O último autor fez uso do laser GaAs (2J/cm

2222

KANA et al. (1981) ao comparar os lasers de Argônio (514,5 nm) e HeNe (623,8 nm) observam aceleração significativa na cicatrização entre o 3º e 12º dias de pós-operatório quando do uso do laser de HeNe (4J/cm

2

KANEPS et al. (1984) e FRETZ & ZHONG LI (1992) não encontram diferenças entre feridas radiadas e controle de pele e de tendão de equinos à microscopia de luz, todavia o segundo autor descreve que as feridas radiadas se apresentaram com menor edema durante o período de radiação.

O laser diodo, quando comparado ao laser HeNe, além de possuir maior penetração (1,4 mm.) é pequeno, econômico, seguro e de simples aplicação.

16

LONGO et al. (1987) estudam a ação do laser GaAlAs (904 nm) em cicatrização de feridas cutâneas e observam menor processo inflamatório, maior regeneração epitelial e cicatrização aumentada nas feridas radiadas, quando comparado ao grupo controle.

ANNEROTH et al. (1988) avaliam macroscópica e histologicamente o efeito do laser GaAs (904 nm) na cicatrização de feridas de pele em 14 ratos. Não encontram diferenças entre as feridas controle e aquelas radiadas imediatamente após a sua confecção (freqüência de 500 Hz, potência de 0,5 mW e tempo de 8 minutos).

BRAVERMAN et al. (1989) ao pesquisarem o efeito bioestimulante do laser na cicatrização de feridas de pele de 72 coelhos obtêem aumento significativo na força de tensão em todas as feridas radiadas e contralaterais não radiadas quando comparado ao grupo controle. Os autores utilizaram laser HeNe (632,8 nm) 1,65 J/cm

2

HUBÁCEK & POSPISILOVÁ (1989) ao estudarem a influência do laser HeNe em feridas cutâneas de ratos concluem que as áreas diretamente radiadas no estágio inicial da cicatrização estimulam a proliferação fibroblástica.

IKEUCHI et al. (1989), avaliando a ação do laser HeNe (3,6J/cm

2

WANDERER (1991) pesquisa o efeito da radiação laser HeNe (6J/cm

2

Embora no estudo dos lasers de baixa potência seja difícil comparar os resultados, visto que a radiação raramente é a mesma em dois experimentos, seu uso clínico a fim de incrementar a cicatrização vem constantemente aumentando. Tem sido sugerido o seu uso após o ato cirurgico, a fim de otimizar a evolução cicatricial.

1

A dose recomendada em laserterapia para promover aumento no número de fibroblastos e consequentemente de fibras colágenas, incremento vascular e reepitelização deve se situar entre 1 e 5J/cm

2.6

Vários pesquisadores tem colaborado com dados concernentes a aplicação do laser de baixa potência a fim de incrementar a cicatrização, porém a literatura ainda é bastante limitada e contraditória, principalmente por carência de detalhes na dosimetria pois o comprimento de onda do laser, a densidade de potência, o tempo de radiação e o estado de polarização da luz podem influenciar na cicatrização.

1322

Todos os animais foram submetidos a ovariohisterectomia por conveniência no Serviço de Técnica Cirurgica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo e a incisão cutânea de aproximadamente 6 cm, utilizada para o estudo da cicatrização. A medicação pré-anestésica constou de sulfato de atropina 0,25 mg na dose de 0,044 mg/kg por via subcutânea , a anestesia de Cloridrato de Tiletamina associado ao Cloridrato de Zolazepam* na dose de 0,2 ml/kg por via subcutânea. Para a síntese da parede muscular e da pele foi utilizado fio de algodão 2-0** aplicado em pontos separados simples. Na pele os pontos foram colocados eqüidistantes de 1 cm, com especial atenção à justaposição adequada das bordas da ferida e colocação do nó ao lado da incisão. As feridas foram mantidas protegidas com bandagem de gaze e esparadrapo e nos animais foi colocado vestimenta de proteção a fim de impedir auto-traumatismos.

Imediatamente após término do ato cirúrgico as feridas foram radiadas pelo laser semicondutor diodo GaAs***, pulsátil, comprimento de onda 904 nm, potência instantânea 27 W e densidade de energia 2 ou 4 J/cm

Todas as feridas foram avaliadas clinicamente, preenchendo-se protocolo (Fig.1) no 2º dia

ºººº

As biópsias foram realizadas no 2º, 4º, 8º e 15º dias de pós-operatório em todos os grupos A, B e C; e para tal os animais foram submetidos a anestesia geral como descrito anteriormente. Procedeu-se à exérese de fragmento de pele medindo aproximadamente 1 cm de comprimento por 0,5 cm de largura, contendo a linha de incisão e também um ponto de sutura. Padronizou-se coletar o fragmento junto ao 2º e 4º pontos de sutura, a seguir suturando-se o defeito criado com fio de algodão 2-0**. O fragmento foi fixado em formalina a 10% ou em líquido de Bouin adicionado de solução saturada de ácido pícrico, incluídos em parafina e corado pelo HE, observadas e fotografadas em microscópio Olympus-Jap

Fig.1:CLÍNICO

Os resultados obtidos pela avaliação clínica das feridas cirúrgicas, através de preenchimento de protocolo (Fig.1) nos diferentes grupos, no momento da biópsia (2º, 4º, 8º e 15º dias de pós-operatório) encontram-se nos Quadros 1 a 4. Inseridos no Quadro 5 estão os resultados concernentes à resistência da ferida cirúrgica de todos os animais (n = 63) pertencentes aos grupos A, B e C no 2º dia de pós operatório, momento de troca de curativo da ferida cirúrgica.

Os animais dos grupos A, B e C apresentaram temperatura local normal, coloração rósea da cicatriz, resistência tênsil normal do fio de sutura e ausência de retração ou defeito cicatricial em todos os momentos estudados.

QUADRO 1:
Avaliação clínica das feridas cirúrgicas no 2º dia de pós-operatório (momento da biópsia) relativo à presença de seroma, crostas e resistência da ferida cirúrgica nos grupos A, B e C. São Paulo, 1996.

Grupo B: radiados com 2 J/cm2

Grupo C: não radiado

Resistência da ferida cirúrgica: % de animais que tiveram classsificação nº 5 (cicatrização sem possibilidade de separação dos bordos da ferida sob tensão) do protocolo experimental (Figura 1)

QUADRO 2:º

Grupo B: radiados com 2 J/cm2

Grupo C: não radiados

Resistência da ferida cirúrgica: % de animais que tiveram classsificação nº 5 (cicatrização sem possibilidade de separação dos bordos da ferida sob tensão) do protocolo experimental (Figura 1)

QUADRO 3: Avaliação clínica das feridas cirúrgicas no 8º dia de pós-operatório (momento da biópsia) relativo à presença de seroma, crostas e resistência da ferida cirúrgica nos grupos A, B e C. São Paulo, 1996.

Grupo B: radiados com 2 J/cm2

Grupo C: não radiados

Resistência da ferida cirúrgica: % de animais que tiveram classsificação nº 5 (cicatrização sem possibilidade de separação dos bordos da ferida sob tensão) do protocolo experimental (Figura 1)

QUADRO 4: Avaliação clínica das feridas cirúrgicas no 15º dia de pós-operatório, (momento da biópsia) relativo à presença de seroma, crostas e resistência da ferida cirúrgica nos grupos A, B e C. São Paulo, 1996.

Grupo B: radiados com 2 J/cm2

Grupo C: não radiados

Resistência da ferida cirúrgica: % de animais que tiveram classsificação nº 5 (cicatrização sem possibilidade de separação dos bordos da ferida sob tensão) do protocolo experimental (Figura 1)

QUADRO 5:
Avaliação clínica da ferida cirúrgica de todos os animais pertencentes aos grupos A, B e C no 2º dia de pós-operatório, no momento de troca de curativo da ferida cirúrgica. São Paulo, 1996.

Grupo B: radiados com 2 J/cm2

Grupo C: não radiados

Resistência da ferida cirúrgica: % de animais que tiveram classsificação nº 5 (cicatrização sem possibilidade de separação dos bordos da ferida sob tensão) do protocolo experimental (Figura 1)

ANATOMOPATOLÓGICO

No 2º dia de pós-operatório, grupo A observamos epitélio em regeneração; tecido conjuntivo subjacente com edema e congestão com infiltrado inflamatório composto predominantemente por neutrófilos íntegros e degenerados, fibrina, presença de elementos do processo cicatricial com células alongadas semelhante a fibroblastos e raros vasos neoformados. No grupo B verificamos epitélio com presença de broto epitelial; na derme e hipoderme infiltrado inflamatório com predomínio de polimorfonucleares e marginação leucocitária, quadro inicial de cicatrização, bem como presença de figuras de mitose. No grupo C obtivemos epitélio se regenerando; infiltrado inflamatório em derme e intensa congestão com predomínio de leucócitos polimorfonucleares íntegros e degenerados, visualização de edema, marginação leucocitária e raros elementos do processo cicatricial.

No 4º dia de pós-operatório do grupo A a reepitelização não foi contínua em todos os casos, observando-se proliferação intensa do epitélio em região de junção dos bordos, com membrana basal fragmentada. O tecido conjuntivo subjacente mostrou infiltrado inflamatório com mono e polimorfonucleares, marginação leucocitária, edema, congestão e fibrina. Os elementos cicatriciais se mostravam com maior tendência à organização quando comparado ao grupo controle (Fig. 2). Os animais do grupo B mostraram junção dos bordos da ferida pelo epitélio proliferante com visualização de broto epitelial e membrana basal; na derme infiltrado inflamatório constituído principalmente por polimorfonucleares e marginação leucocitária, neovascularização, predomínio de fibroblastos, figuras de mitose e matriz extracelular; observa-se maior organização estrutural com elementos cicatriciais orientados paralelamente à epiderme, quando comparado aos demais grupos (Fig. 3). No grupo C observamos reepitelização bem adiantada, porém não sendo completa em todos os casos e membrana basal fragmentada. Em derme e hipoderme presença de infiltrado inflamatório com predomínio de polimorfonucleares, início de neovascularização e visualização de fibroblastos, alguns fibrócitos e matriz extracelular (Fig.4).

Fig. 2 -
Fotomicrografia de pele de felino colhida aos 4 dias de pós-operatório radiado com 4 J/cm2 (A). Na derme presença de discreto infiltrado inflamatório com predomínio de mononucleares. Predomínio de fibrócitos e presença de fibras colágenas com tendência a maior organização quando comparado ao grupo controle. HE 200 X.
Fig. 3 -
Fotomicrografia de pele de felino colhida aos 4 dias de pós-operatório radiado com 2 J/cm2 (B). Observa-se em derme discreto infiltrado inflamatório, com predomínio de polimorfonucleares. Predomínio de fibroblastos com presença de alguns fibrócitos e fibras colágenas orientados paralelamente à epiderme, com raros vasos neoformados. HE 200 X.

Fig. 4 - Fotomicrografia de pele de felino colhida aos 4 dias de pós-operatório, que não sofreu radiação (controle). Observa-se em região de derme infiltrado inflamatório com predomínio de polimorfonucleares. Presença de fibroblastos, ainda desorganizados, fibras colágenas e raros vasos neoformados. HE 200 X.

No 8º dia de pós-operatório o grupo A mostrou reepitelização completa, espessamento da epiderme no local de junção, presença de brotos epiteliais em meio à cicatriz e membrana basal fragmentada. Constatamos infiltrado inflamatório em derme e hipoderme (mononucleares), predomínio de fibroblastos e presença de fibrócitos orientados paralelamente à epiderme, neovascularização e abundante matriz extracelular. No grupo B observamos quadro cicatricial semelhante ao grupo anterior. No grupo C observamos epiderme mais delgada do que nos grupos anteriores e membrana basal fragmentada; infiltrado inflamatório em derme e hipoderme com marginação leucocitária, presença de fibroblastos e fibrócitos desorganizados, neovascularização e matriz extracelular.

No 15º dia de pós-operatório dos grupos A e B observamos completa reepitelização; em derme neovascularização, abundante matriz extracelular, predomínio de fibrócitos e fibras colágenas dispostas paralelamente ao epitélio. No grupo C notamos reepitelização completa; a derme se mostrava com fibroblastos, fibrócitos e fibras colágenas tendendo a organização, a qual era menos evidente do que nos grupos radiados.

Como descrito em literatura,

Fazendo prosseguir pesquisa iniciada por MATERA et al. (1994) e dentro dos limites propostos em literatura

2

Feridas radiadas por laser apresentam-se menos edematosas macroscopicamente sugerindo efeito anti-inflamatório pelo aparelho.8

7ºQuadros 15º

Vários autores obtiveram aumento na força de tensão em feridas submetidas a radiação laser, principalmente nos estágios iniciais da cicatrização.

4,10,17,19,2ºººQuadros 1 a 3ºQuadro 525

A pele quando lesada sofre uma sequência de eventos a fim de restaurar sua continuidade estrutural; em feridas cicatrizando por 1º intenção ocorre inversão, espessamento, migração e mitose em cerca de 24 a 48 horas.

12ºº2ºº

Sequencialmente há proliferação fibroblástica e colagenogênese,

127,12,25,26ººº

Muitos pesquisadores têm procurado entender a ação bioestimulativa dos lasers de baixa potência no processo cicatricial, bem como determinar comprimento de onda, número de aplicações, tempo de radiação e densidade de energia mais apropriados. Autores referem maior regeneração epitelial,

18,23179,22,28

A força de tensão inicial se deve ao coágulo de fibrina, epitélio, neovascularização e matriz extracelular depositada recentemente.

12,262ººQuadros 1235ºº

MESTER et al. (1985), avaliando os efeitos dos lasers Ruby, Hélio-Néon e Argônio, referem que dosagens altas têm efeito inibidor. Observamos que as feridas radiadas com 2J/cm

22ºº

Posto a existência de grande diversidade de dados e ausência de uma padronização, acreditamos ainda ser muito difícil interpretar e interrelacionar as informações existentes sobre os efeitos dos lasers de baixa potência. Porém, como descrito por SURINCHAK et al. (1983) e BASFORD (1986), acreditamos que o soft-laser tem um futuro promissor dentro da clínica-cirúrgica veterinária, necessitando-se estudos detalhados a fim de determinar comprimento de onda, tempo de radiação, número de aplicação e dosimetria específicos com a espécie animal e patologia em questão.

ABERGEL et al. (1984) sugerem a utilização do laser de baixa potência a fim de otimizar o processo cicatricial após o ato cirúrgico. Concordamos, através dos resultados obtidos em nosso estudo com a opinião do autor acima citado, pois pudemos observar um incremento no processo cicatricial na espécie estudada.

222

Acreditamos ser o laser um adjuvante no processo cicatricial, devendo-se no entanto ter conhecimento das características do aparelho utilizado, dosimetria e número de radiações mais efetivas para o tipo de ferida e espécie animal em questão, necessitando portanto da realização de estudos complementares.

TATARUNAS, A.C.; MATERA, J.M.; DAGLI, M.L.Z. - Clinical and anatomopathological study of cutaneous healing in domestic cat. Use of low-power GaAs laser (904nm). Acta Cir. Bras.,

SUMMARY This research evaluates the action of the Galium Arsenide laser (904 nm) in feline cutaneous surgical wounds. We used 63 animals divided in 3 groups: A - radiated with 4J/cm

2

SUBJECT HEADINGS: Healing. Laser. Skin. Domestic cat. GaAs (Galium Arsenide).

Endereço para correspondência:

Angélica Cecília Tatarunas

Rua Vitoantonio Del Vecchio nº 350, apto 123

CEP 03124-070-São Paulo-SP.

1 Parte da tese apresentada para obtenção do título de Mestre, área de Cirurgia, FMVZ/USP. Projeto financiado pela FAPESP - Proc. nº

2 Mestre, Médica Veterinária do Serviço de Cirurgia do HOVET da FMVZ/USP.

3 Professora Associada do Departamento de Cirurgia, FMVZ/USP.

4 Professora Doutora do Departamento de Patologia, FMVZ/USP.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    13 Jun 2001
  • Data do Fascículo
    Abr 1998
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