RESUMO
Objetivo Investigar se há relação entre a disfunção temporomandibular (DTM) e a qualidade de vida de professores do ensino superior no contexto da pandemia de COVID-19.
Métodos Foram avaliados 21 professores do ensino superior, de ambos os sexos, que responderam a formulário online e estavam aptos a responder ao questionário Medical Outcomes Study 36 – Item Short - Form Health Survey (SF-36) e realizar a avaliação por meio do protocolo Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/DTM). Foram aplicados testes Qui-Quadrado, t de Student, U-Mann Whitney e correlação de Spearman, com valor de significância de 5%.
Resultados A média de idade dos professores foi de 39,14 (desvio padrão 8,05 anos), sendo 15 mulheres (71,42%). Verificou-se que 57,14% dos professores apresentaram diagnóstico positivo para DTM e destes, 66,66% apresentaram mais de um diagnóstico. Os professores do sexo feminino tiveram escores menores no domínio da capacidade funcional. Os professores com mais de 45 anos tiveram escores menores nos aspectos sociais e os professores com DTM tiveram escores menores no domínio do estado geral de saúde e de dor. Na correlação entre os domínios do SF-36 e os questionários do eixo II do DC/TMD, observou-se que a maioria dos professores apresentou sintomas relacionados à dor, à ansiedade, a aspectos mentais e emocionais e a alterações físicas.
Conclusão O estudo evidenciou associação entre a DTM e a qualidade de vida em professores do ensino superior, durante a pandemia de COVID-19, com impacto mais significativo entre aqueles que apresentaram diagnóstico da disfunção.
Palavras-chave:
Qualidade de vida; Transtornos da articulação temporomandibular; Diagnóstico; COVID-19; Docentes
ABSTRACT
Purpose To investigate whether temporomandibular disorder (TMD) is related to quality of life (QOL) in higher education professors in the context of the COVID-19 pandemic.
Methods The study assessed twenty-one professors of both sexes who answered an online form and could answer the SF-36 questionnaire and perform the DC/TMD. Chi-square, Student's t, Mann-Whitney U, and Spearman tests were applied with a 5% significance level.
Results The mean age of the teachers was 39.14 (SD = 8.05) years, with 15 women (71.42%). The study found that 57.14% of professors had a positive TMD diagnosis, and 66.66% had more than one diagnosis. Female professors had lower scores in the functional capacity domain. Professors over 45 years old had lower scores in social aspects, and those with TMD had lower scores in the general health and pain domains. The correlation between the SF-36 domains and the DC/TMD axis II questionnaires indicated that most professors presented symptoms related pain, anxiety, mental/emotional aspects, and physical changes.
Conclusion The study showed an association between TMD and QOL in higher education professors during the COVID-19 pandemic, affecting their QOL. Female professors diagnosed with TMD had a greater impact on their QOL.
Keywords:
Quality of life; Temporomandibular joint disorders; Diagnosis; COVID-19; Faculty
INTRODUÇÃO
A disfunção temporomandibular (DTM) abrange sinais e sintomas que afetam os músculos da mastigação, a articulação temporomandibular e estruturas associadas(1-3). Estudos apontam que a prevalência de DTM varia entre 10%-20% e 70% na população geral(2,4-6). Tal prevalência ocorre em todas as classificações (articular, muscular ou mista)(5) e as etiologias variam entre fatores biológicos, ambientais, emocionais, sociais e cognitivos(7). Sujeitos com DTM geralmente relatam algum sinal ou sintoma como dor na face e na região da articulação temporomandibular (ATM) durante a função da fala ou da mastigação e mobilidade prejudicada de abertura de boca e sons articulares(5,6).
A dor provocada pela DTM influencia negativamente a saúde física e mental, podendo afetar o desempenho escolar, profissional e social, provocando desequilíbrio afetivo e cognitivo(1). Pode se apresentar como um quadro crônico, elevando as chances de os sujeitos desenvolverem alterações complexas como alterações emocionais, psicossociais, sensoriais e dos mecanismos centrais responsáveis pela persistência da dor, com o aumento da atividade neuronal e dos circuitos da via nociceptiva(5). Entre os fatores psicossociais estão a depressão, o estresse, a ansiedade e o medo de movimento relacionado à dor(2). A maioria dos sintomas de DTM afeta a qualidade de vida (QV) dos sujeitos, com alto impacto na saúde, tanto nos aspectos do bem-estar físico, como no mental(1,8). Entretanto, é importante ressaltar que a QV é influenciada por diferentes fatores, tais como culturais, de moradia, de empregabilidade, de acesso à alimentação e ao saneamento básico, educacionais, morais e de hábitos de vida(9,10), transcendendo entre parâmetros individuais e coletivos, manifestando-se e articulando-se com o trabalho. Assim, a QV também está inserida na prevenção de doenças relacionadas ao trabalho, visando diminuir a incapacidade laboral que apresenta impacto na economia(11).
Nos últimos anos, a docência no ensino superior vem enfrentando obstáculos que refletem negativamente na saúde mental e na execução do serviço com qualidade e satisfação dos profissionais(11). Entre esses problemas, estão a intensificação do trabalho somada à necessidade de realização por publicações qualificadas, pesquisa, extensão e ensino(12,13). Esse profissional passa por desgastes psicológicos, físicos e emocionais, que promovem o surgimento de estresse, depressão e sentimentos de insatisfação profissional(11), indo ao encontro de diversos aspectos já abordados anteriormente e também relacionados à DTM.
Pesquisas realizadas na pandemia de COVID-19 evidenciaram que foram inúmeros os impactos na QV dos sujeitos quando se adotaram medidas de distanciamento social(10,12,14,15). No primeiro ano da pandemia, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou em 25% em todo o mundo (World Health Organization, 2022). O sofrimento mental foi maior do que o esperado, principalmente em indivíduos de 18 a 34 anos, mulheres e pessoas que viviam com crianças pequenas(16). Também houve, logo após o surto da pandemia, a atenuação dos aspectos mentais, sendo comparável aos níveis pré-pandêmicos em meados de 2020(17).
Em meados de 2020, devido à rápida disseminação mundial do coronavírus (COVID-19), as organizações de trabalho precisaram se adaptar às medidas de saúde pública em relação ao distanciamento social para mitigar a disseminação do vírus(14). Frente a isso, os professores mudaram os cenários de atuação das salas de aula para home office ou ensino remoto(18). A adaptação expôs dificuldades e limitações(18), sendo mais um fator para o desgaste físico e emocional desses profissionais e comprometimento da qualidade do ensino oferecido pelas instituições(19).
Acaba-se por chegar aos dias atuais a um conjunto importante de condições nocivas ao indivíduo, em especial aos professores, que potencializa, muitas vezes, as consequências. Investigar a relação e os desdobramentos dessas somatizações é fundamental para que se possa assistir melhor esses profissionais. Desse modo, como hipótese deste estudo, estimou-se que a pandemia da COVID-19 pode ter gerado ou exacerbado a DTM em professores universitários, diante da drástica mudança de rotina vivenciada.
Assim, o objetivo deste estudo foi investigar se há relação entre a DTM e a qualidade de vida de professores do ensino superior no contexto da pandemia de COVID-19.
MÉTODOS
Esta pesquisa caracteriza-se como de campo, quantitativa, prospectiva, transversal e analítica. Foi realizada no Laboratório de Motricidade Orofacial da instituição de origem, com coleta realizada presencialmente em laboratório, em período de flexibilização das medidas de distanciamento, ainda no contexto da pandemia de COVID-19 (ano 2021), seguindo as normas locais de biossegurança. O estudo faz parte de um projeto guarda-chuva maior, previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Maria – CEP/UFSM, sob protocolo número 5.071.236. Todos os participantes envolvidos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Foram convidados a participar do estudo os professores do ensino superior das instituições públicas e privadas de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul (RS) e cidades próximas, de ambos os sexos, por meio de convites de incentivo via e-mails e redes sociais do laboratório. Os interessados responderam a um questionário no Google Forms, para posterior contato. Dessa forma, a amostra foi por conveniência.
Os critérios de inclusão adotados para compor a amostra foram ser docente de ensino superior, responder na íntegra a todos os questionários e realizar a avaliação da DTM por meio do protocolo Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/DTM). Como critérios de exclusão, foram determinados: estar em tratamento nas áreas da saúde para a região orofacial nos últimos seis meses; apresentar diagnóstico ou sinais sugestivos de doença degenerativa da coluna cervical; apresentar sinais sugestivos de síndromes craniofaciais e neurológicas; possuir histórico de traumas na face e na ATM e luxação articular por meio de relato do docente; apresentar doenças sistêmicas que pudessem interferir no diagnóstico da DTM (artrite, artrose, diabetes), bem como docentes sob tratamento com medicação miorrelaxante, analgésica e/ou anti-inflamatória no momento das avaliações. A doença articular degenerativa foi considerada apenas quando diagnosticada na ATM, conforme os critérios do DC/TMD, sendo excluídos os casos com artrose sistêmica ou outras doenças degenerativas sistêmicas.
Após a análise dos questionários online, os professores das instituições públicas (n = 20) e privadas (n = 1) que estavam aptos para participar da pesquisa foram convidados para realizar a etapa presencial.
Para avaliar a QV foi respondido o questionário Medical Outcomes Study 36 – Item Short – Form Health Survey (SF-36)(20). Trata-se de um instrumento de avaliação de fácil administração e compreensão, que consiste em um questionário multidimensional formado por 36 itens, englobados em oito domínios: capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais, saúde mental e mais uma questão de avaliação comparativa entre as condições de saúde atual e a do ano anterior. Os valores variam no intervalo de 0 a 100 e, quanto maior o escore, melhor caracteriza-se a qualidade de vida. Foi aplicado por um único avaliador e teve como finalidade investigar a QV relacionada à saúde de maneira genérica, não possuindo conceitos específicos para determinada idade, doença ou grupo de tratamento.
Para a avaliação da DTM foi utilizado o protocolo Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorder (DC/DTM), que é composto por dois eixos: Eixo I, que corresponde aos diagnósticos físicos, e Eixo II, que está relacionado com componentes psicológicos, comportamentais e psicossociais(21). Cada professor foi acomodado em uma sala de atendimento individual e instruído a sentar em uma cadeira com encosto, pés separados, ombros relaxados, mãos descansando sobre as coxas e a cabeça posicionada no plano de Frankfurt, paralelo ao solo. Nessa posição, foram realizados o questionário de sintomas e o exame de ATM, no qual foram analisados o padrão de abertura-fechamento, a extensão do movimento vertical, como abertura sem dor, abertura máxima sem e com auxílio e demais movimentos, como protrusão e as lateralizações da mandíbula, além da palpação dos músculos e ATM. Para considerar se o participante apresentava diagnóstico de DTM, foi utilizado o diagrama/tabela de decisão diagnóstica, presente no protocolo.
Para a mensuração das amplitudes de movimento (ADM) de abertura, lateralizações e protrusão da mandíbula (em milímetros) foi utilizado um paquímetro digital da marca Pró-Fono (150 mm, China). Os ruídos articulares foram avaliados durante esses movimentos mediante palpação da região articular pelo examinador. A presença de dor muscular e articular à palpação foi realizada bilateralmente nos músculos temporal (posterior, médio e anterior), masseter (origem, corpo e inserção), região mandibular posterior e região submandibular. Quanto à palpação articular, foram palpados os polos laterais e ao redor dos polos laterais da ATM. Todas as palpações foram realizadas com o uso de luvas e, para calibrar a pressão de 1 Kg e 0,5 Kg, foi utilizada balança de precisão digital de cozinha (10 kg, marca: 123 útil, China).
Em um segundo momento, os professores responderam ao Eixo II, em que sete instrumentos foram abordados: ilustração para indicar a localização de dor no corpo todo (Desenho da Dor); Escala de Dor Crônica Graduada - versão 2 (GCPS); Escala de Limitação Funcional Mandibular (JFLS 20); Questionário de Saúde do Paciente (PHQ 9 – depressão); Escala de Desordem de Ansiedade Generalizada (GAD 7); Questionário de Saúde do Paciente (PHQ 15 - sintomas físicos) e Lista de Verificação de Comportamentos Orais (OBC). Os escores para cada escala utilizada foram calculados conforme orientações disponíveis no Manual de Pontuação para Instrumentos de autorrelatos anexos ao DC/TMD(21).
Para a análise estatística, os dados coletados foram tabulados em banco de dados no programa Excel, sendo utilizado o pacote Statistica 9.0. Em relação à normalidade da distribuição dos dados, foi aplicado o teste Shapiro Wilk. Foram comparadas as variáveis de qualidade de vida e de disfunção temporomandibular, conforme o sexo e a faixa etária dos professores (menores que 44 anos e maiores de 45 anos), presença e ausência de DTM, bem como diagnóstico de DTM com os testes Qui-Quadrado, t de Student e U-Mann Whitney, conforme a distribuição de normalidade de cada variável. Também se correlacionaram os escores da qualidade de vida e do Eixo II do DC por meio do teste de correlação de Spearman. Foi adotado nível de significância de 5% (p<0,05).
RESULTADOS
A amostra final deste estudo foi composta por 21 professores do ensino superior (20 de instituição publica e 1 de instituição privada) de ambos os sexos, sendo 6 (28,58%) do sexo masculino e 15 (71,42%) do sexo feminino. A idade variou entre 26 e 62 anos, com média de 39,14 (desvio padrão 8,05 anos). Dentre os participantes, 17 (80,95%) pertenciam à faixa etária de até 44 anos e 4 (19,40%) à faixa de 45 a 62 anos. A Tabela 1 apresenta a caracterização da amostra conforme sexo, faixa etária e amostra geral.
A Tabela 2 apresenta a distribuição (média e desvio padrão) e comparação da pontuação referente à qualidade de vida (os domínios do SF-36) conforme sexo, faixa etária e presença de DTM.
Distribuição (média e desvio padrão) e comparação da pontuação referente à qualidade de vida conforme sexo, faixa etária e presença de disfunção temporomandibular
A Figura 1 apresenta a distribuição da frequência dos diagnósticos de distúrbios temporomandibulares segundo o Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD) – Eixo I. Os diagnósticos foram: mialgia, artralgia, cefaleia atribuída a DTM, doença articular degenerativa, deslocamento de disco com redução. Houve 12 (57,14%) professores que apresentaram diagnóstico positivo para DTM e destes, 8 (66,66%) apresentaram mais de um diagnóstico concomitante.
Distribuição da frequência dos diagnósticos de distúrbios temporomandibulares segundo o Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders – Eixo I [[Q1: Q1]]
A Tabela 3 apresenta a distribuição (média e desvio padrão) e comparação dos valores e pontuação referente ao Eixo II - DC/TMD conforme sexo, faixa etária e amostra geral. O Eixo II refere-se às escalas e questionários relacionados às questões de dor, saúde, ansiedade e comportamentos orais.
Distribuição (média e desvio padrão) e comparação dos valores e pontuação referente ao Eixo II do Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders conforme sexo, faixa etária e amostra geral
A Figura 2 apresenta as correlações significativas entre os domínios do SF-36 referentes à qualidade de vida e os questionários do Eixo II - DC/TMD.
Distribuição das correlações significativas, fortes e moderadas, entre qualidade de vida (Medical Outcomes Study 36 – Item Short - Form Health Survey) e escores do Eixo II do Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders.
DISCUSSÃO
No presente estudo, a amostra foi composta predominantemente por professores do sexo feminino, assim como observado em outros estudos(11,12,22), o que concorda com a literatura tanto nacional quanto internacional(2,5,7,23-28), que indica maior prevalência de DTM em mulheres nessa faixa etária. O contexto pandêmico provavelmente agravou os sintomas e o impacto na qualidade de vida, mas não pode ser considerado como a causa única. Nesses estudos, a faixa etária variou entre 31 e 49 anos e, em relação à situação conjugal, aproximadamente 60% dos professores eram casados. Por outro lado, há estudos(10,29) que identificaram que a maioria dos professores era do sexo masculino, casada ou vivendo com companheiro, com faixa etária entre 26 e 41 anos. Diferenças entre estudos refletem muito das variações populacionais, demográficas e até mesmo culturais onde os estudos foram realizados. A observação que mulheres apresentam maior adesão a pesquisas científicas, especialmente aquelas relacionadas à saúde, qualidade de vida e condições de trabalho, pode estar associada ao maior interesse por processos reflexivos e de autocuidado, aliado à maior ocupação de cargos efetivos no magistério, o que pode favorecer sua disponibilidade e vínculo com pesquisas acadêmicas.
Em relação ao tempo de atuação docente, autores(22) observaram que 38,94% dos professores possuíam até nove anos de exercício profissional, enquanto 31,78% apresentavam 20 anos ou mais de atuação no ensino. Estudo(11) apontou que 44,1% exerciam a docência há um ano a três anos e, segundo outro estudo(12), 58,8% dos docentes trabalhavam na instituição há até cinco anos. A identificação de um perfil predominante de docentes com atuação profissional recente fez parte do presente estudo. Esse fato, em consonância com os achados e o período dos estudos citados, pode estar relacionado à expansão das instituições de ensino superior no Brasil. Ainda assim, o tempo de atuação profissional deve ser analisado em conjunto com outras variáveis individuais, como, por exemplo, o estilo de vida. Embora períodos menores de trabalho possam não produzir impactos significativos na saúde do indivíduo, fatores como sedentarismo e alimentação inadequada podem contribuir para o desenvolvimento de comorbidades. Ressalta-se, entretanto, que tais variáveis não foram controladas no presente estudo.
Quanto à carga horária de trabalho, estudos(11,12) mencionam que a maioria dos professores afirmou cumprir 40 horas semanais. Em contraste, autores(29) referem que a maioria apresentava jornada superior a 40 horas semanais, enquanto outro estudo(22) cita que a maior parte possuía carga horária de 21 a 40 horas semanais. Essas variações podem influenciar os resultados, uma vez que jornadas mais extensas tendem a impactar negativamente a saúde e o desempenho profissional dos docentes, estando associadas a maior desgaste físico e mental, aumento dos níveis de estresse, fadiga e risco de síndrome de burnout, além de possíveis prejuízos à qualidade do ensino e à produtividade.
Considerando a percepção de qualidade de vida (QV), autores de um estudo(11) verificaram insatisfação dos professores com a QV laboral. Em contrapartida, outros autores(10,29) observaram que a maioria dos professores considerava sua QV boa, evidenciando resultados divergentes na literatura. Quanto às diferenças de sexo, estudo(29) relatou que mulheres apresentaram níveis mais elevados de estresse e sofrimento psicológico no trabalho, resultando em maior síndrome de burnout, enquanto homens evidenciaram maior bem-estar psicológico e equilíbrio vida/trabalho. Nesse contexto, salienta-se que a QV está diretamente relacionada aos sintomas psicológicos, especialmente à ansiedade severa, o que pode intensificar a percepção negativa do bem-estar. Além disso, mesmo sintomas leves de DTM já são suficientes para promover impacto negativo na QV, sendo esse efeito agravado com o avanço da idade, que intensifica a relação entre DTM e qualidade de vida.
No que se refere à DTM e à QV, o presente estudo encontrou relações significativas entre a capacidade funcional e o sexo, os aspectos sociais e a faixa etária e a DTM com a dor e o estado geral de saúde. Alinhados com esses achados, outros estudos também encontraram relação da DTM com a dor(1,4,23,30) e impactos na saúde mental(1). Dois desses estudos(4,30) verificaram que sintomas psicológicos, como ansiedade severa, exerceram impacto negativo sobre a QV. Autores de estudo(24) observaram que mesmo sintomas leves de DTM prejudicaram a QV, afetando domínios do Oral Health Impact Profile-14 (OHIP-14) relacionados à dor física, limitação funcional, desconforto psicológico, incapacidade física e social. Outros autores(22), por sua vez, constataram prevalência de comprometimento da QV dos professores de 57,85% no domínio físico, 55,52% na relação social e 51,90% no domínio psicológico.
É importante destacar que, neste estudo, assim como na literatura, a qualidade de vida (QV) mostrou-se impactada em diferentes domínios, de acordo com o sexo e com a presença ou ausência de DTM. Diferenças metodológicas entre os estudos podem explicar a variabilidade dos domínios de QV mais prejudicados. Contudo, torna-se evidente a necessidade de que ações e políticas de saúde considerem esses aspectos, tanto no cotidiano laboral, quanto no contexto da assistência em saúde.
Em relação à faixa etária, a DTM predominou entre os participantes com menos de 44 anos, sugerindo maior exposição a fatores ocupacionais e psicossociais, como estresse, sobrecarga de trabalho, posturas inadequadas e hábitos parafuncionais. Essa faixa coincide com o período de maior atividade profissional, aumentando a carga sobre os músculos mastigatórios e a ATM. O bruxismo, definido pelo Consenso Internacional de 2025 como comportamento motor oromandibular parafuncional (apertar ou ranger os dentes) modulado por fatores como estresse e sobrecarga, pode contribuir para esse quadro. Embora a Lista de Verificação de Comportamentos Orais (Oral Behaviors Checklist -OBC) tenha sido aplicada, seu escore global não apresentou associações significativas com as variáveis analisadas, possivelmente devido ao tamanho reduzido da amostra e ao caráter global do instrumento. Por isso, dados específicos de bruxismo não foram explorados. A literatura aponta aumento de estresse, ansiedade, bruxismo e DTM em docentes e profissionais de saúde durante a pandemia, reforçando a influência de fatores temporais e contextuais na manifestação desses sintomas.
Autores de estudos(4,30) observaram que, com o avanço da idade, há maior impacto da DTM sobre a QV. Um estudo na China(4) com 692 indivíduos divididos em três faixas etárias (18-44, 45-64 e ≥65 anos) mostrou que a maioria dos diagnósticos de DTM ocorreu entre adultos jovens, sendo mais prevalente em mulheres, concordando com os achados do presente estudo. No entanto, adultos e idosos apresentaram maior prevalência de DTM relacionada à dor em comparação aos mais jovens. Estudos(29,30) sugerem que isso pode ser explicado por mudanças psicológicas, de personalidade, de saúde e sociais relacionadas ao envelhecimento, influenciando bem-estar e percepção da dor. Esses achados indicam que, embora a DTM seja mais comum entre adultos jovens, o impacto na QV pode ser mais expressivo em faixas etárias mais avançadas.
Os diagnósticos mais frequentes do Eixo I do DC/TMD neste estudo foram artralgia e deslocamento de disco, seguidos por mialgia, cefaleia atribuída à DTM e doença articular degenerativa. Isso demonstra que os professores são potencialmente suscetíveis à DTM, possivelmente pela associação de fatores psicossociais (comportamentais) e a função profissional de fala, que, embora não envolva movimentos amplos ou grande força muscular como a mastigação, é realizada de forma contínua ao longo do dia, podendo gerar sobrecarga articular e muscular. Resultados semelhantes foram relatados em estudo realizado com adultos com idades entre 18 e 65 anos(4), no qual se observou a predominância de deslocamento de disco, também por outros autores(2), que identificaram DTM articular e, ainda, por mais um estudo(25), que encontrou manifestações articulares e miofasciais concomitantes. Em contrapartida, alguns estudos(1,4,25,30), realizados com adultos de ambos os sexos com DTM, na faixa etária entre 18 e 60 anos, destacaram maior prevalência de dor miofascial ou muscular, evidenciando que a manifestação clínica da DTM pode variar conforme população, critérios diagnósticos e fatores ocupacionais. Esses achados ressaltam a relevância de considerar o contexto funcional e laboral dos professores na compreensão da DTM e de seus impactos. Além disso, mostra a diversidade de patologias que podem acometer a ATM, evidenciando a importância de sempre se realizar uma avaliação detalhada e criteriosa na presença de queixas relacionadas a esta articulação.
Ao comparar comportamentos orais (OBC) relacionados à dor, estado psicológico e funcionamento psicossocial (eixo II DC/TMD) por sexo e faixa etária, o presente estudo não encontrou significância estatística, embora pontuações gerais tenham sido maiores no sexo feminino e em professores com mais de 45 anos, exceto na lista de verificação dos comportamentos orais (OBC), que foi maior nos homens. Em estudo(27) com 113 participantes (77% mulheres e 23% homens), os autores observaram que 27,4% apresentaram sintomas de DTM não dolorosa; 27,4% de DTM dolorosa; 49,6% sintomas de ansiedade nos últimos 30 dias e 38,9% sintomas de depressão no último mês. Esses achados sugerem uma elevada comorbidade entre DTM e sintomas psicológicos, especialmente ansiedade e depressão, confirmando estudos que indicam forte associação entre fatores emocionais e manifestações musculoesqueléticas da DTM(24-28).
Os domínios do SF-36 e o Eixo II do DC/TMD apresentaram correlação negativa moderada a forte nas variáveis relacionadas à dor, aspectos funcionais físicos e aspectos mentais/emocionais. Os escores do Eixo II indicaram baixo nível de severidade nos aspectos psicossociais, enquanto os escores do SF-36 mais próximos de 100 indicaram boa QV, evidenciando relação inversamente proporcional. Estudo(26) observou alta prevalência de hábitos parafuncionais (95,4%), tensão emocional (82,5%), ansiedade (40,3%) e depressão (10,6%). Voluntários com sintomas de DTM apresentaram média do OHIP-14 significativamente maior que aqueles sem sintomas, sugerindo impacto negativo na QV.
Estudos realizados na Suécia(2) e no Líbano(7) indicam que aproximadamente 20% da população geral tende a apresentar DTM, que a prevalência aumenta com a idade e é maior em populações com dor crônica em comparação à população geral. Além disso, indivíduos com DTM apresentam maior estresse, ansiedade, depressão e escores do aumento do grau de gravidade da DTM em relação à população geral. Autores(25) sugerem que a alta incidência de DTM em mulheres acima de 50 anos pode estar associada à menopausa, relacionando-se à redução hormonal feminina. Fatores comportamentais e psicossociais também contribuem, pois mulheres tendem a apresentar maior sensibilidade à dor e maior impacto emocional(2,7,23-28).
Quanto à relação entre trabalho, QV e DTM, estudo(28) relatou que, durante a pandemia, sujeitos em quarentena apresentaram mais sintomas de depressão, sugerindo impacto negativo na QV em comparação aos que trabalhavam ativamente. No período da COVID-19, a preocupação com a própria saúde e a de familiares, o isolamento social, as mudanças na rotina laboral e o aumento do estresse e da ansiedade, associados à piora na qualidade do sono, contribuíram para o comprometimento da QV e intensificaram os sintomas de DTM.
Nos estudos sobre QV(2,7,11,12,22,29), as mulheres apresentaram mais estresse, sofrimento psicológico e síndrome de burnout, enquanto homens evidenciaram maior bem-estar psicológico e equilíbrio vida/trabalho, possivelmente porque mulheres frequentemente acumulam responsabilidades profissionais e domésticas, resultando em maior cansaço e menor qualidade de vida. De forma geral, os professores apresentam alto comprometimento com o trabalho e afeto pelas instituições, mas também elevado sofrimento psicológico e síndrome de burnout, provavelmente devido à precarização das condições laborais.
Os resultados evidenciaram associação significativa entre QV e DTM durante o período pandêmico. Confirmando a hipótese inicial deste estudo, observou-se significância entre a capacidade funcional e o sexo, aspectos sociais e faixa etária e DTM com dor e estado geral de saúde. Além disso, também se verificou que homens e indivíduos mais jovens apresentaram alterações significativas no domínio mental da QV. Ressalta-se que a generalização dos achados é limitada, uma vez que a maioria da amostra era de professores de instituições públicas, com pouca participação de instituições privadas. A predominância feminina sugere maior adesão de mulheres a pesquisas, dificultando análises aprofundadas por sexo. A baixa adesão geral pode ter sido influenciada pelo horário das coletas, coincidente com atividades docentes, e pelo receio em participar de dinâmicas presenciais durante a pandemia devido a questões de biossegurança. Variáveis potencialmente relevantes, como histórico prévio de saúde mental, estilo de vida, presença de comorbidades e fatores ocupacionais específicos não foram avaliadas nem controladas, podendo influenciar diretamente os desfechos analisados, como a presença de DTM e a QV dos participantes.
CONCLUSÃO
O estudo evidenciou associação entre a DTM e a QV e correlação entre os domínios do SF-36 e os questionários do Eixo II do DC em professores do ensino superior, durante a pandemia de COVID-19, levando a alterações na sua QV. Observou-se que as mulheres apresentaram maior impacto no domínio da capacidade funcional, enquanto professores com mais de 45 anos tiveram maior impacto no domínio dos aspectos sociais. A presença de DTM esteve associada a escores menores no domínio da dor e estado geral de saúde, refletindo alterações nos aspectos físicos, mentais e emocionais, podendo indicar que professoras com diagnóstico de DTM apresentam maior impacto na QV.
Sugere-se, portanto, que a presença de DTM esteja associada à pior QV em professores universitários avaliados nesse contexto. Entretanto, devido ao tamanho reduzido da amostra, seleção por conveniência, caráter exploratório e delineamento transversal, os achados devem ser interpretados com cautela. Estudos futuros com amostras maiores, mais diversificadas e delineamentos longitudinais são necessários para confirmar essas associações e compreender melhor os fatores envolvidos.
-
Trabalho realizado na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM – Santa Maria (RS), Brasil.
-
Declaração de Disponibilidade de Dados:
Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do artigo ou mediante solicitação, caso necessário.
-
Financiamento:
Nada a declarar.
REFERÊNCIAS
-
1 Trize DM, Calabria MP, Franzolin SOB, Cunha CO, Marta SN. A disfunção temporomandibular afeta a qualidade de vida? Einstein. 2018;16(4):eAO4339. https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2018AO4339 PMid:30517362.
» https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2018AO4339 -
2 Stålnacke C, Ganzer N, Liv P, Wänman A, Lövgren A. Prevalence of temporomandibular disorder in adult patients with chronic pain. Scand J Pain. 2020;21(1):41-7. https://doi.org/10.1515/sjpain-2020-0077 PMid:32970609.
» https://doi.org/10.1515/sjpain-2020-0077 -
3 Rahmeier G, Irineu GL, Maracci LM, Salbego RS, Nascimento LP, Marquezan M, et al. Avaliação do conhecimento dos estudantes de Odontologia da UFSM sobre DTM e bruxismo. Rev ABENO. 2021 Dec 24;21(1):1253. https://doi.org/10.30979/revabeno.v21i1.1253
» https://doi.org/10.30979/revabeno.v21i1.1253 -
4 Ujin Yap A, Cao Y, Zhang M-J, Lei J, Fu K-Y. Age-related differences in diagnostic categories, psychological states and oral health–related quality of life of adult temporomandibular disorder patients. J Oral Rehabil. 2021;48(4):361-8. https://doi.org/10.1111/joor.13121 PMid:33113158.
» https://doi.org/10.1111/joor.13121 -
5 Silva LMCP, Rodrigues BA, Lucena HIS, Morais EPG, Rocha AC, Lucena LBS, et al. Prevalência de cinesiofobia e catastrofização em pacientes com disfunção temporomandibular. Rev CEFAC. 2022;24(6):e3322. https://doi.org/10.1590/1982-0216/20222463222s
» https://doi.org/10.1590/1982-0216/20222463222s -
6 Batista RR, Farias CVS, Mata J, Ferreira JB. Eficácia do tratamento fisioterapêutico em mulheres com disfunções temporomandibulares: uma revisão integrativa da literatura. Fisioter Bras. 2022 Feb 11;23(1):173-87. https://doi.org/10.33233/fb.v23i1.4476
» https://doi.org/10.33233/fb.v23i1.4476 -
7 Kmeid E, Nacouzi M, Hallit S, Rohayem Z. Prevalence of temporomandibular joint disorder in the Lebanese population, and its association with depression, anxiety, and stress. Head Face Med. 2020 Sep 4;16(1):19. https://doi.org/10.1186/s13005-020-00234-2 PMid:32887633.
» https://doi.org/10.1186/s13005-020-00234-2 -
8 Berretta F, Freitas MS, Kuntze MM, De Souza BDM, Porporatti AL, Korb L, et al. Atuação fonoaudiológica nas disfunções temporomandibulares: um relato de experiência. Extensio. Rev Eletrôn Ext. 2018;15(28):182-92. https://doi.org/10.5007/1807-0221.2018v15n28p182
» https://doi.org/10.5007/1807-0221.2018v15n28p182 -
9 Pinto KS, Dias AR, Salera ÍB, da Silva JBF, Marinho VL. Qualidade de vida em professores universitários: um estudo em uma Universidade do Sul do Tocantins. Amazônia. Sci Health [Internet]. 2021 [citado em 2023 Maio 7];9(1):14-24. Disponível em: http://ojs.unirg.edu.br/index.php/2/article/view/3307
» http://ojs.unirg.edu.br/index.php/2/article/view/3307 -
10 Pedrolo E, Santana LL, Ziesemer NBS, Carvalho TP, Ramos TH, Haeffner R. Impacto da pandemia de COVID-19 na qualidade de vida e no estresse de docentes de uma instituição federal. Res Soc Dev. 2021 Apr 17;10(4):e43110414298. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i4.14298
» https://doi.org/10.33448/rsd-v10i4.14298 -
11 Araújo AL, Fé EDM, Araújo DAM, Oliveira ES, Moura IH, da Silva ARV. Avaliação da qualidade de vida no trabalho de docentes universitários. Rev Enferm Cent.-Oeste Min. 2019 Aug 16;9. https://doi.org/10.19175/recom.v9i0.3195
» https://doi.org/10.19175/recom.v9i0.3195 -
12 Mattos JGS, Castro SS, Melo LBL, Santana LC, Coimbra MAR, Ferreira LA. Dores osteomusculares e o estresse percebido por docentes durante a pandemia da COVID-19. Rev Soc Dev. 2021 May 29;10(6):e25110615447. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i6.15447
» https://doi.org/10.33448/rsd-v10i6.15447 -
13 Cirilo JC, Oliveira DM, Fernandes EV, Macedo AG, Santos D. Influência do trabalho de docência no bem-estar individual, qualidade de vida, e (in) atividade física de professoras do ensino fundamental. Rev Soc Dev. 2022 Jan 1;11(1):e1511123919. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i1.23919
» https://doi.org/10.33448/rsd-v11i1.23919 -
14 Lizana PA, Vega-Fernadez G, Gomez-Bruton A, Leyton B, Lera L. Impact of the COVID-19 pandemic on teacher quality of life: a longitudinal study from before and during the health crisis. Int J Environ Res Public Health. 2021 Apr 4;18(7):3764. https://doi.org/10.3390/ijerph18073764 PMid:33916544.
» https://doi.org/10.3390/ijerph18073764 -
15 Herman KC, Sebastian J, Reinke WM, Huang FL. Individual and school predictors of teacher stress, coping, and wellness during the COVID-19 pandemic. Sch Psychol. 2021 Nov;36(6):483-93. https://doi.org/10.1037/spq0000456 PMid:34766812.
» https://doi.org/10.1037/spq0000456 -
16 Holmes EA, O’Connor RC, Perry VH, Tracey I, Wessely S, Arseneault L, et al. Multidisciplinary research priorities for the COVID-19 pandemic: a call for action for mental health science. Lancet Psychiatry. 2020;7(6):547-60. https://doi.org/10.1016/S2215-0366(20)30168-1 PMid:32304649.
» https://doi.org/10.1016/S2215-0366(20)30168-1 -
17 Robinson E, Sutin AR, Daly M, Jones A. A systematic review and meta-analysis of longitudinal cohort studies comparing mental health before versus during the COVID-19 pandemic in 2020. J Affect Disord. 2022 Oct;296:567-76. https://doi.org/10.1016/j.jad.2021.09.098 PMid:34600966.
» https://doi.org/10.1016/j.jad.2021.09.098 -
18 Monteiro BMM, Souza JC. Mental health and university teaching working conditions in the COVID 19 pandemic. Res Soc Dev. 2020;9(9):e468997660. https://doi.org/10.33448/rsd-v9i9.7660
» https://doi.org/10.33448/rsd-v9i9.7660 -
19 Chan M, Sharkey JD, Lawrie SI, Arch DAN, Nylund-Gibson K. Elementary school teacher well-being and supportive measures amid COVID-19: an exploratory study. Sch Psychol. 2021;36(6):533-45. https://doi.org/10.1037/spq0000441 PMid:34292036.
» https://doi.org/10.1037/spq0000441 -
20 Ciconelli RM, Ferraz MB, Santos W, Meinão I, Quaresma MR. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). Rev Bras Reumatol. [Internet] 1999 [citado em 2025 Set 4];39(3):143-50. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-296502
» https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-296502 - 21 Ohrbach R, editor. Diagnostic criteria for temporomandibular disorders: assessment instruments. Alexandria: International Association for Dental, Oral, and Craniofacial Research; 2016.
-
22 Santos GMRF, Silva ME, Belmonte BR. COVID-19: emergency remote teaching and university professors’ mental health. Rev Bras Saude Mater Infant. 2021 Feb;21(Suppl 1):237-43. https://doi.org/10.1590/1806-9304202100s100013
» https://doi.org/10.1590/1806-9304202100s100013 -
23 Öztürk T, Eraslan R. Evaluation of temporomandibular disorder and oral parafunction prevalence in dental assistant students: a cross-sectional descriptive study. Authorea. 2021. No prelo. https://doi.org/10.22541/au.162549068.84965035/v1
» https://doi.org/10.22541/au.162549068.84965035/v1 -
24 Henrique VL, Pacheco KCM, Aguiar IHA, Brito WCO, Silva PLP, Batista AUD, et al. Prevalência de sintomas de disfunção temporomandibular, fatores associados e impacto sobre a qualidade de vida em usuários da rede de atenção primária à saúde. Res Soc Dev. 2022 Jan 3;11(1):e13911124560. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i1.24560
» https://doi.org/10.33448/rsd-v11i1.24560 - 25 Bitiniene D, Zamaliauskiene R, Kubilius R, Leketas M, Gailius T, Smirnovaite K. Quality of life in patients with temporomandibular disorders: a systematic review. Stomatologija. 2018;20(1):3-9. PMid:29806652.
-
26 Paulino MR, Moreira VG, Lemos GA, da Silva PLP, Bonan PRF, Batista AUD. Prevalência de sinais e sintomas de disfunção temporomandibular em estudantes pré-vestibulandos: associação de fatores emocionais, hábitos parafuncionais e impacto na qualidade de vida. Cien Saude Colet. 2018 Jan;23(1):173-86. https://doi.org/10.1590/1413-81232018231.18952015 PMid:29267822.
» https://doi.org/10.1590/1413-81232018231.18952015 -
27 Medeiros RAD, Vieira DL, Silva EVFD, Rezende LVMDL, Santos RWD, Tabata LF. Prevalence of symptoms of temporomandibular disorders, oral behaviors, anxiety, and depression in Dentistry students during the period of social isolation due to COVID-19. J Appl Oral Sci. 2020;28:e20200445. https://doi.org/10.1590/1678-7757-2020-0445 PMid:33263648.
» https://doi.org/10.1590/1678-7757-2020-0445 -
28 Peixoto KO, Resende CMBM, Almeida EO, Almeida-Leite CM, Conti PCR, Barbosa GAS, et al. Association of sleep quality and psychological aspects with reports of bruxism and TMD in Brazilian dentists during the COVID-19 pandemic. J Appl Oral Sci. 2021;29:e20201089. https://doi.org/10.1590/1678-7757-2020-1089 PMid:34320119.
» https://doi.org/10.1590/1678-7757-2020-1089 -
29 Vilas Boas AA, Pires AAS, Faria DA, Morin EM. Indicadores de qualidade de vida no trabalho de docentes de instituições federais de ensino superior das regiões sudeste, centro-oeste e Distrito Federal. Braz Appl Sci Rev. 2018 Jun 28;2(1):19-51. https://doi.org/10.34115/basr.v2i1.268
» https://doi.org/10.34115/basr.v2i1.268 -
30 Passos TTM, Gonçalves HR, Peixoto RM, Porto FR, Pereira TH, Ferraz AML Jr. Avaliação da qualidade de vida em pacientes com disfunção temporomandibular. HU Rev. 2020;46:1-8. https://doi.org/10.34019/1982-8047.2020.v46.30778
» https://doi.org/10.34019/1982-8047.2020.v46.30778
Editado por
-
Editor-Chefe:
Renata Mota Mamede Carvallo.
-
Editor Associado:
Leandro Pernambuco.
Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do artigo ou mediante solicitação, caso necessário.




Legenda: GAD7 = Desordem de ansiedade generalizada; GCPS = Escala de dor crônica graduada versão 2; JFLS = Escala de limitação funcional mandibular-20 itens; OBC = Lista de verificação dos comportamentos orais; PHQ9 = Questionário de saúde do paciente; PHQ15 = Questionários de saúde do paciente-15 sintomas físicos