Desvantagem vocal e estratégias de enfrentamento nas disfonias após laringectomias

Iára Bittante de Oliveira Daniela Regina Soares de Marialva Sobre os autores

RESUMO

Introdução

O tratamento para o câncer de laringe acarreta mudanças significativas na qualidade de vida.

Objetivo

Avaliar e comparar a desvantagem vocal e as estratégias de enfrentamento para lidar com o comprometimento vocal resultante de laringectomias supracricoide e total.

Métodos

Foram avaliados 17 sujeitos, divididos em dois grupos, sendo um com oito sujeitos, todos do gênero masculino, que se submeteram à laringectomia parcial supracricoide, com cricohioidoepiglotopexia, média de idade 67,5 anos, e um segundo grupo com nove sujeitos, sendo duas mulheres e sete homens, que se submeteram à laringectomia total, média de idade 64,3 anos. Todos responderam às questões do protocolo Índice de Desvantagem Vocal-10 (IDV-10) e do Protocolo de Estratégias de Enfrentamento na Disfonia (PEED-27).

Resultados

Os valores médios dos escores brutos obtidos no IDV-10, nos dois grupos, não revelaram diferenças, sendo os índices de desvantagem compatíveis com estudos de vozes disfônicas de diferentes tipos. Ambos os grupos utilizavam um número elevado de estratégias de enfrentamento do problema de voz. O primeiro grupo apresentou 65,75 como média de escores brutos e o segundo, 59,22.

Conclusão

A comparação entre sujeitos que se submeteram a laringectomia supracricoide e aqueles submetidos à laringectomia total não evidenciou diferenças, no que se refere à autoavaliação da voz, desvantagem vocal e estratégias de enfrentamento do problema de voz. Os dois grupos utilizavam mais que o dobro de estratégias de enfrentamento do problema de voz, com predomínio de foco na emoção.

Voz; Disfonia; Qualidade de vida; Laringectomia; Autopercepção

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