Família, parentesco espiritual e estabilidade familiar entre cativos pertencentes a grandes posses de Minas Gerais século XIX

Jonis Freire Sobre o autor

Este artigo analisa as possibilidades de convívio familiar entre cativos pertencentes a três abastadas famílias escravistas na Zona da Mata Mineira, região de plantation cafeeira no século XIX. O cruzamento de vários tipos de fontes concernentes a essas três famílias possibilitou "seguir" alguns de seus cativos e suas relações familiares. As propriedades estudadas possibilitaram aos cativos um convívio comunitário, bem como a constituição de família em suas "múltiplas formas". As relações de parentesco espiritual permitiram conhecer como se estruturaram as redes de solidariedade e reciprocidade daqueles indivíduos. Os cativos daquelas três posses tiveram a possibilidade de manter certa estabilidade de seus laços afetivos e espirituais, mesmo após a partilha dos bens de seu senhor, estabelecendo vínculos espirituais e consanguíneos com indivíduos de diferentes status sociais.

família escrava; apadrinhamento; estabilidade; grandes posses


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