Recurrência e "de novo" esteatohepatite não-alcoólica após transplante ortotópico de fígado

Racional — O termo NASH (esteatohepatite não-alcoólica) foi introduzida em 1980 para descrever "características patológicas e clínicas de doença não-alcoólica observadas comumente na própria doença alcoólica". Atualmente é causa reconhecida de doença hepática crônica e rara indicação de transplante hepático. Pequeno número de casos de recurrência de NASH pós-transplante foram descritos na literatura; entretanto, de novo NASH no enxerto jamais foi relatado. Objetivos/Resultados - Reportam-se quatro casos de NASH pós-transplante, descrevendo fatores associados a esta patologia. A média de recurrência da infiltração gordurosa foi de 21 meses com transição para esteatohepatite/fibrose aos 60 meses pós-transplante. Os quatro casos possuiam associação com um ou vários fatores de risco (obesidade, diabetes tipo 2 e/ou hiperlipidemia) no período que se seguiu ao transplante. Conclusão - Manejo destes fatores provavelmente exercem papel terapêutico na prevenção da recurrência e no aparecimento de NASH no pós-transplante.

Fígado gorduroso; Hepatite; Transplante de fígado; Diabetes mellitus; Recidiva


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