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Toxicidade via intragástrica e intraperitoneal de Bacillus thuringiensis e Melia azedarach, em camundongos

O objetivo deste estudo foi a avaliação da toxicidade de dois novos isolados de Bacillus thuringiensis e o extrato aquoso de Melia azedarach, através de ensaios in vivo em camundongos CF1. Os isolados Bt 1958-2, Bt 2014-2 e o isolado padrão BTH Thuricide 63 foram cultivados em meio usual glicosado, e as proteínas Cry foram purificadas por centrifugação em gradiente de sacarose. O sobrenadante foi tratado em autoclave a 121º C, 15 min para manter as exotoxinas. As folhas desidratadas de M. azedarach foram utilizadas para preparar um extrato aquoso a 10%. Camundongos foram tratados, via oral ou por via intraperitoneal, com a suspensão bacteriana (1.10(10) UFC/mL), o sobrenadante de cultura ou a proteína do cristal purificada (50 µg/mL), e com o extrato da planta (50 µg/mL). Os estômagos dos ratos foram coletados e observados em estereomicroscópio e os conteúdos estomacais foram analisados em SDS-PAGE a 10%. Os resultados mostraram que nenhum dos tratamentos orais foram tóxicos para os camundongos, mas, via intraperitoneal, as suspensões bacterianas foram letais para os animais entre 6 e 24 horas após a injeção. Em conclusão, as proteínas Cry dos novos isolados de B. thuringiensis devem ser avaliadas para sua utilização como ferramenta no campo da biotecnologia, uma vez que elas não mostram toxicidade contra mamíferos, intragástrica ou intraperitoneal, assim como o extrato aquoso (10%) de M. azedarach, podendo ser indicado para o controle biológico de insetos-praga.

Bactéria; mamíferos; Meliaceae; toxicologia


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