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EFEITO DE BACILLUS THURINGIENSIS E INSETICIDAS QUÍMICOS NO CONTROLE DE ARGYROTAENIA SPHALEROPA (MEYRICK, 1909) (LEPIDOPTERA: TORTRICIDAE) EM VIDEIRA* * Parte de dissertação apresentada pelo primeiro autor ao Programa de Pós-Graduação em Fitossanidade/Entomologia, Faculdade de Agronomia “Eliseu Maciel” (FAEM), Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

EFFECT OF BACILLUS THURINGIENSIS AND CHEMICAL INSECTICIDES FOR THE CONTROL OF ARGYROTAENIA SPHALEROPA (MEYRICK, 1909) (LEPIDOPTERA: TORTRICIDAE) IN VINEYARDS

RESUMO

O efeito de Bacillus thuringiensis e inseticidas químicos (fenitrotion e triclorfon) para o controle de Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick, 1909) (Lepidoptera: Tortricidae) foi avaliado em laboratório e vinhedo comercial. Em laboratório, a 26 ± 1º C, UR 70 ± 10% e fotofase de 14 horas, utilizando discos de folhas de videira com lagartas de terceiro e quarto ínstar, observou-se que os inseticidas B. thuringiensis var. kurstaki (Dipel DF®, 50, 75 e 100 g/100L), fenitrothion (Sumithion® 500 CE, 150 mL/100L) e triclorfon (Dipterex® 500, 300 mL/100L) foram eficientes no controle de A. sphaleropa, reduzindo a população em níveis superiores a 90%. Em vinhedo comercial, observou-se a presença constante de adultos de A. sphaleropa em armadilhas de feromônio sexual durante todo o experimento (dezembro de 2003 a março de 2004), constatando-se um pico populacional no início de fevereiro. Na colheita, todos os inseticidas e concentrações avaliadas reduziram significativamente o dano da lagarta-das-fruteiras nos cachos em níveis entre 83,3 a 94,4%, sendo que as três concentrações de B. thuringiensis foram equivalentes ao controle obtido com os inseticidas fosforados fenitrothion e triclorfon.

PALAVRAS-CHAVE
Lagarta-das-fruteiras; Argyrotaenia sphaleropa ; uva; Bacillus thuringiensis ; alternativa de controle

ABSTRACT

The effect of Bacillus thuringiensis and chemical insecticides (fenitrotion and trichlorfon) for the control of Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick, 1909) (Lepidoptera: Tortricidae) was evaluated in the laboratory and in a commercial vineyard. In the laboratory at 26 ± 1º C, relative humidity of 70 ± 10% and 14h photophase, using grapevine leaves with artificial infestations of third to fourth instars, B. thuringiensis var. kurstaki (Dipel DF® 50, 75 and 100 g/100L), fenitrothion (Sumithion® 500 CE, 150 mL/100L) and triclorfon (Dipterex® 500, 300 mL/100L) were efficient for A. sphaleropa larvae control, reducing the insect population by more than 90%. In the commercial vineyard, A. sphaleropa adults continued being caught in pheromone traps during the whole experiment (from December of 2003 to March of 2004), with a peak at the beginning of February. In field conditions, all insecticides and doses reduced the South American tortricid moth damage in the bunches between 83.3 and 94.4%. The control of B. thuringiensis was equivalent to the chemical insecticides fenitrothion and trichlorfon.

KEY WORDS
South American tortricid moth; Argyrotaenia sphaleropa ; Bacillus thuringiensis ; grape; control alternatives

INTRODUÇÃO

A lagarta-das-fruteiras Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick, 1909MEYRICK, E. Description of Microlepidoptera from Bolívia and Peru. The Transactions of the Royal Entomological Society of London, v.15, 1909.) (Lep: Tortricidae) tem sido freqüentemente encontrada danificando frutíferas no Sul do Brasil, com destaque para o caquizeiro (BAVARESCO et al., 2005BAVARESCO, A. NUNEZ, S; GARCIA, M.S.; BOTTON, M.; SANT’ANA, J. Attraction of males of the South American tortricid moth Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick) (Lepidoptera: Tortricidae) to the components of the synthetic sexual pheromone in persimmon. Neotropical Entomology., v.34, n.4, p.619-625, 2005.; MANFREDI-COIMBRA et al., 2005MANFREDI-COIMBRA, S.M. GARCIA, M.S.; LOECK, A.E.; BOTTON, M.; FORESTI, J. Aspectos biológicos de Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick, 1909) (Lepidoptera:Tortricidae) em dietas artificiais com diferentes fontes protéicas. Ciência Rural, v.35, n.2, p.259-265, 2005.), o citrus (MENEGUIM; HOHMANN, 2007MENEGUIM, M.A.; HOHMANN, C.L. Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick) (Lepidoptera: Tortricidae) on citrus in the State of Paraná, Brazil. Neotropical Entomology, v.36, n.2, 2007.), a pereira (NORA; SUGIURA, 2001NORA, I.; SUGIURA, T. Estudo da entomofauna associada à cultura de pereiras japonesas (Housui, Kousui e Nijisseiki), em Santa Catarina, Brasil e técnicas de manejo. In: ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO, 4., 2001, Fraiburgo. Anais. Caçador, SC: Epagri, 2001. p.164.), o pessegueiro (BOTTON et al., 2003BOTTON, M.; BAVARESCO, A.; GARCIA, M.S. Ocorrência de Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick) (Lepidoptera: Tortricidae) danificando pêssegos na Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul. Neotropical Entomology, v.32, p.503-505, 2003.) e a videira (BOTTON et al., 2004BOTTON, M. Vilã das frutas. Cultivar Hortaliças e Frutas, v.27, p.23-25, 2004.). Trata-se de uma espécie polífaga, nativa da América do Sul (MEYRICK, 1909MEYRICK, E. Description of Microlepidoptera from Bolívia and Peru. The Transactions of the Royal Entomological Society of London, v.15, 1909.; RUFFINELLI; CARBONELL, 1953RUFFINELLI, A.; CARBONELL, C. Segunda lista de insectos y otros artrópodos de importancia económica en el Uruguay. Revista de la Asociación de Ingenieros Agrónomos, v.94, p.33-82, 1953.; BIEZANKO, 1961BIEZANKO, C.M. Olethreutidae, Tortricidae, Phalonidae, Aegeriidae, Glyphipterygidae, Yponomeutidae, Gelechiidae, Oecophoridae, Xylorictidae, Lithocolletidae, Cecidoseidae, Ridiaschinidae, Acrolophidae, Tineidae e Psychidae da zona sudeste do Rio Grande do Sul. Arquivos de Entomologia da Escola de Agronomia “Eliseu Maciel”, Série A, p.1-16, 1961.) que também tem sido relatada como praga importante da videira, macieira e pereira no Uruguai (BENTANCOURT; SCATONI, 1995BENTANCOURT, C.M.; SCATONI, I.B. Lepidopteros de inportancia económica en el Uruguay (reconocimiento, biología y daños de las plagas agrícolas y forestales). [S.l.]: Hemisfério Sur Facultad de Agronomia, 1995. v.1, 122 p.; NUÑEZ et al., 2002NUÑEZ, S.; DE VLIEGER, J.J.; RODRIQUEZ, J.J.; PERSOONS, C.J.; SCATONI, I. Sex pheromone of South American tortricid moth Argyrotaenia sphaleropa. Journal of Chemical Ecology, v.28, p.425-432, 2002.).

Na cultura da videira, as lagartas de A. sphaleropa alojam-se no interior das bagas verdes danificando a casca do engaço, o que causa murchamento e conseqüente queda das uvas (BENTANCOURT; SCATONI, 1986BENTANCOURT, C.M.; SCATONI, I.B. Biologia de Argyrotaenia sphaleropa Meyrick (1909) (Lep., Tortricidae) en condiciones de laboratório. Revista Brasileira de Biologia, v.46, n.1, p.209-216, 1986.). Quando o ataque ocorre próximo à colheita, provocam o rompimento das bagas, resultando em extravasamento do suco sobre o qual proliferam bactérias que ocasionam a podridão ácida, reduzindo a qualidade dos vinhos ou depreciando os cachos para o comércio in natura (BOTTON et al., 2004BOTTON, M. Vilã das frutas. Cultivar Hortaliças e Frutas, v.27, p.23-25, 2004.). Além disso, em situações, sobre os ferimentos causados pela alimentação das lagartas, pode ocorrer a proliferação de fungos como Aspergillus carbonarius, Aspergillus niger e Penicillium sp. responsáveis pela produção da ocratoxina A nos vinhos, prejudicando a qualidade do produto final e pondo em risco a saúde dos consumidores (ROUSSEAU, 2005ROUSSEAU, J. Ochratoxin A in wines: current knowledges. Disponível em: <http://www.icv.fr/kiosqueuk/refs/vinideaOTAenglish1.pdf>. Acesso em: 17 mar. 2005.
http://www.icv.fr/kiosqueuk/refs/vinidea...
).

O controle da lagarta-das-fruteiras tem sido realizado com inseticidas sintéticos, muitas vezes sem o conhecimento do nível populacional da praga presente nos parreirais (BOTTON et al., 2003BOTTON, M.; BAVARESCO, A.; GARCIA, M.S. Ocorrência de Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick) (Lepidoptera: Tortricidae) danificando pêssegos na Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul. Neotropical Entomology, v.32, p.503-505, 2003.). Como não existem informações sobre a eficácia de métodos de controle da espécie nas condições brasileiras, quando necessário, os produtores utilizam inseticidas fosforados especialmente o fenitrothion e triclorfon direcionando as pulverizaçõesa para o período de pré-colheita (EMATER/RS, 2003EMATER/RS. Recomendações para o manejo das doenças fúngicas e insetos pragas da videira. Porto Alegre: EMATER/RS; Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho, 2003. 72p.; BAVARESCO, 2004BAVARESCO, A. NUNEZ, S; GARCIA, M.S.; BOTTON, M.; SANT’ANA, J. Attraction of males of the South American tortricid moth Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick) (Lepidoptera: Tortricidae) to the components of the synthetic sexual pheromone in persimmon. Neotropical Entomology., v.34, n.4, p.619-625, 2005.). Este manejo está se tornando cada vez mais inviável, visto que o mercado passou a exigir frutos de qualidade, obtidos por meio de sistemas integrados de produção que protejam o ambiente e a saúde dos trabalhadores e consumidores (PROTAS; SANHUEZA, 2003PROTAS, J.F. DA S.; SANHUEZA. R.M.V. Produção Integrada de Frutas: o caso da maçã no Brasil. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho, 2003. 192 p.; HAJI et al., 2003HAJI, F.N.P. Normas técnicas e documentos de acompanhamento da produção integrada de uvas finas de mesa. Petrolina: Embrapa Semi-Árido, 2003. 72 p. il. (Embrapa SemiÁrido. Documentos; 184).; KOVALESKI; RIBEIRO, 2003KOVALESKI, A.; RIBEIRO, L.G. Manejo de pragas na produção integrada de maçã. In: PROTAS, J.F.DA S.; SANHUEZA, R.M.V. Produção integrada de frutas: o caso da maçã no Brasil. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho, 2003. p.61-68.). Além disso, não existem informações disponíveis sobre o efeito destes produtos sobre a praga em vinhedos comerciais.Uma das alternativas para substituir os fosforados seria o emprego do inseticida biológico Bacillus thuringiensis o qual também poderia ser utilizado em sistemas orgânicos de produção (ALINIAZEE; JENSEN, 1973ALINIAZEE, M.T.; JENSEN, F.L. Microbial control of the grape leaffolder with different formulations of Bacillus thuringiensis. Journal of Economic Entomology, v.66, p.57-159, 1973.; BIEVER; HOSTETTER, 1975BIEVER, K.D.; HOSTETTER, D.L. Bacillus thuringiensis against lepidopterous pests of wine grapes with Missouri. Journal of Economic Entomology, v.68, p.66-68, 1975.; BROUMAS et al., 1994BROUMAS, T. Effetiveness of fenoxicarb and Bacillus thuringiensis against the grape moth Lobesia botrana Denn. & Schiff. In: PANHELLENIC ENTOMOLOGICAL CONGRESS, 4., 1994, Volos, Greece. Proceedings. Volos, 1994. p.439-447.; IFOULIS; SAVOPOULOU-SOULTANI, 2004IFOULIS, A.A.; SAVOPOULOU-SOULTANI, M. Biological control of Lobesia botrana (Lepidoptera: Tortricidae) larvae by using different formulations of Bacillus thuringiensis in 11 Vine cultivars under field conditions. Journal of Economical Entomology, v.97, n.2, p.340-343, 2004.; MORANDI FILHO et al., 2004MORANDI FILHO, W.J.; BOTTON, M.; GRUTZMACHER, A.D; NONDILLO, A. Avaliação de inseticidas químicos e biológicos para o controle da lagarta-das-fruteiras Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick, 1909) (Lep: Tortricidae). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 18., 2004; Florianópolis, SC. Anais. Florianópolis, 2004. 1 CD-ROM.).

No Brasil, não existem trabalhos visando avaliar B. thuringiensis para o controle de A. sphaleropa. As informações disponíveis são provenientes de outros paises para o controle de tortricideos em diferentes culturas (ALINIAZEE; JENSEN, 1973ALINIAZEE, M.T.; JENSEN, F.L. Microbial control of the grape leaffolder with different formulations of Bacillus thuringiensis. Journal of Economic Entomology, v.66, p.57-159, 1973.; ALINIAZEE, 1974ALINIAZEE, M.T. Evaluation of Bacillus thuringiensis against Archips rosanus (Lepidoptera: Tortricidae). Canadian Entomologist, v.106, p.393-398, 1974.; BROUMAS et al., 1994BROUMAS, T. Effetiveness of fenoxicarb and Bacillus thuringiensis against the grape moth Lobesia botrana Denn. & Schiff. In: PANHELLENIC ENTOMOLOGICAL CONGRESS, 4., 1994, Volos, Greece. Proceedings. Volos, 1994. p.439-447.; PSZCZOLKOWSKI et al., 2004PSZCZOLKOWSKI, M.A.; BROWN, J.J.; BRUNNER, J.; DOERR, M.D. Enhancement of Bacillus thuringiensis with monosodium glutamate against larvae of obliquebanded leafroller (Lepidoptera: Tortricidae). Journal Economic Entomology, v.128, n.7, p.474-477, 2004.) incluindo a videira (ALINIAZEE; JENSEN, 1973ALINIAZEE, M.T.; JENSEN, F.L. Microbial control of the grape leaffolder with different formulations of Bacillus thuringiensis. Journal of Economic Entomology, v.66, p.57-159, 1973.; BIEVER; HOSTETTER, 1975BIEVER, K.D.; HOSTETTER, D.L. Bacillus thuringiensis against lepidopterous pests of wine grapes with Missouri. Journal of Economic Entomology, v.68, p.66-68, 1975.; IFOULIS; SAVOPOULOU-SOULTANI, 2004IFOULIS, A.A.; SAVOPOULOU-SOULTANI, M. Biological control of Lobesia botrana (Lepidoptera: Tortricidae) larvae by using different formulations of Bacillus thuringiensis in 11 Vine cultivars under field conditions. Journal of Economical Entomology, v.97, n.2, p.340-343, 2004.).

Neste trabalho avaliou-se o efeito de concentrações de B. thuringiensis no controle de A. sphaleropa em laboratório e vinhedo comercial, comparando o seu efeito com a aplicação de inseticidas organofosforados.

MATERIAL E MÉTODOS

Experimento em laboratório

O experimento foi conduzido na Embrapa Uva e Vinho (temperatura de 26 ± 1º C, umidade relativa de 70 ± 10% e fotofase de 14hs) em fevereiro de 2004. As lagartas de A. sphaleropa utilizadas nos experimentos foram criadas em dieta artificial, segundo metodologia desenvolvida por BENTANCOURT; SCATONI (1986)BENTANCOURT, C.M.; SCATONI, I.B. Biologia de Argyrotaenia sphaleropa Meyrick (1909) (Lep., Tortricidae) en condiciones de laboratório. Revista Brasileira de Biologia, v.46, n.1, p.209-216, 1986. e adaptada para as condições brasileiras por MANFREDI-COIMBRA et al., (2005)MANFREDI-COIMBRA, S.M. GARCIA, M.S.; LOECK, A.E.; BOTTON, M.; FORESTI, J. Aspectos biológicos de Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick, 1909) (Lepidoptera:Tortricidae) em dietas artificiais com diferentes fontes protéicas. Ciência Rural, v.35, n.2, p.259-265, 2005.. Os inseticidas e concentrações avaliadas foram: Bacillus thuringiensis var. kurstaki (Dipel DF 50, 75 e 100 g/100L), fenitrothion (Sumithion 500 CE, 150 mL/ 100L) e triclorfon (Dipterex 500, 300 mL/100L), mantendo-se um tratamento testemunha (água destilada).

Discos de folhas de 3,5 cm de diâmetro de videira da cultivar Cabernet Sauvignon, , foram imersos durante 15seg nas caldas com os respectivos tratamentos e após, deixadas à sombra, durante 2h, para secagem. Cada unidade experimental constou de um recipiente de plástico (5,5 cm de altura e diâmetro de 8,5 cm) contendo três discos; nestes foram inoculadas nove lagartas de A. sphaleropa com tamanho aproximado de 1,5 cm (3º-4º ínstar), nos respectivos tratamentos. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com 10 repetições. A avaliação do número de insetos sobreviventes foi realizada 24, 48 e 72h após a aplicação (HAA).

Experimento em vinhedo comercial

O experimento foi conduzido num parreiral da cultivar Cabernet Sauvignon, localizado no Município de Farroupilha, RS (latitude: 29º 14' 30'’ Sul, longitude: 51º 26' 20'’ Oeste e altitude aproximada de 702 m) plantada em julho de 2000, no espaçamento de 0,80 x 3,0 m conduzido no sistema “Y” (manjedoura). O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado avaliando-se os mesmos tratamentos do experimento de laboratório. Cada parcela experimental constou de uma fileira com cinco metros de comprimento, estabelecendo-se cinco repetições.

Para acompanhar a flutuação populacional dos adultos de A. sphaleropa na área experimental, os machos foram monitorados com uma armadilha delta, contendo o feromônio sexual sintético Z11,13-14Al + Z11,13-14Ac + Z11-14Al (4:4:1) (1.000 µg/septo), avaliando-se a cada 3 dias o número de adultos capturados (BAVARESCO et al., 2005BAVARESCO, A. BOTTON, M.; GARCIA, M.S.; NONDILLO, A. Danos e insetos em frutos de caquizeiro em pomares da Serra Gaúcha. Revista Agropecuaria Catarinense, v.18, n.3, p.56-59, 2005.). O feromônio sexual sintético foi fornecido pelo Dr. Saturnino Nuñes, do Instituto Nacional de Investigacion Agropecuária (INIA), Uruguai.

Os inseticidas foram aplicados a cada 15 dias, iniciando com as plantas no estágio 31 (grão ervilha), em 2 de janeiro de 2004, realizando-se a última aplicação no dia 16 de fevereiro de 2004. Durante as pulverizações, a temperatura encontrava-se entre 23 e 25º C, com umidade relativa entre 80 e 90% e o vento com velocidade máxima de 2 km/h. No total, foram realizadas quatro aplicações com pulverizador costal manual, modelo PJH 20, equipado com bico de cone vazio, modelo JA-15. As plantas foram pulverizadas até o ponto de escorrimento, com volume de calda de 875 L/ha.

A avaliação da presença de lagartas nos cachos foi realizada 14 dias após a última aplicação, em 2 de março de 2004, colhendo-se ao acaso quarenta cachos por repetição. Os cachos foram coletados nas parcelas, retirando-se todas as bagas para observar a presença de lagartas vivas de A. sphaleropa.

Para análise estatística foi utilizado o programa Genes (CRUZ, 2001CRUZ, C.D. Programa genes: aplicativo computacional em genética e estatística. Versão windows. Viçosa: UFV, 2001. 648p.). O número de lagartas sobreviventes no experimento de laboratório e a porcentagem de cachos infestados foram comparadas pelo teste de Tukey em nível de 5% de probabilidade de erro. A mortalidade foi corrigida usando a fórmula de Abbott (ABBOTT, 1925ABBOTT, W.S. A method of computing the effectiveness of an insecticide. Journal of Economic Entomology, v.18, p.265-267, 1925.).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Experimento em laboratório

Os inseticidas fenitrothion e triclorfon proporcionaram mortalidade significativa das lagartas de A. sphaleropa nas concentrações de produto comercial avaliadas (150 e 300 mL/100L), resultando num controle de 68,9 e 75,8%, respectivamente, 24h após a aplicação (HAA), não diferindo entre si (Tabela 1). Nesta avaliação, não foi observada diferença significativa na mortalidade de lagartas (37,9 % e 51,7%) entre as dosagens de B. thuringiensis e os inseticidas fenitrothion e triclorfon (Tabela 1). Resultado semelhante com inseto da mesma família foi encontrado por ALINIAZEE (1974)ALINIAZEE, M.T. Evaluation of Bacillus thuringiensis against Archips rosanus (Lepidoptera: Tortricidae). Canadian Entomologist, v.106, p.393-398, 1974. que, 24 HAA de B. thuringiensis em laboratório, observou mortalidade de 75% de lagartas de Archips rosanus (Lepidoptera: Tortricidae) na cultura do aveloeiro (Corylus avellana).

Decorrido as 48 HAA observou-se um incremento significativo na mortalidade das lagartas tanto para os inseticidas fosforados fenitrotion e triclorfon, que controlaram o inseto em 84,91 e 94,34%, respectivamente, como para o B. thuringiensis nas duas maiores concentrações, resultando em mortalidade superior a 90%, eqüivalendo-se aos inseticidas químicos (Tabela 1). BAVARESCO et al., (2006)BAVARESCO, A.; BOTTON, M.; GARCIA, M.S.; ZANARDI, O.Z. Controle químico da Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick) (Lepidoptera: Tortricidae) e da Hypocala andremona (Stoll) (Lepidoptera: Noctuidae) em laboratório. Ciência Rural, v.36, n.3, p.717-724, 2006. verificou resultados semelhantes quando avaliou o efeito de fenitrothion e triclorfon em lagartas com aproximadamente 1,5 cm (3-4 ínstar) de A. sphaleropa, obtendo um controle de 87,5%, 48 HAA para os dois inseticidas. ALINIAZEE (1974)ALINIAZEE, M.T. Evaluation of Bacillus thuringiensis against Archips rosanus (Lepidoptera: Tortricidae). Canadian Entomologist, v.106, p.393-398, 1974. também constatou em laboratório que formulações de B. thuringiensis causaram mortalidade de 100% em lagartas de A. rosanus 48 HAA.

Na avaliação realizada 72 HAA, observou-se que todos os inseticidas e dosagens foram eficazes no controle de lagartas de A. sphaleropa, provocando uma mortalidade final entre 91,6 e 97,9% (Tabela 1), sendo que o B. thuringiensis, independente da concentração, equivaleuse aos inseticidas fosforados fenitrothion e triclorfon.

Tabela 1
Número médio de lagartas (X ± EP) de Argyrotaenia sphaleropa vivas submetidas a diferentes tratamentos em laboratório (Temperatura 26 ± 1º C, UR 70 ± 10%; Fotofase de 14h) da cultivar Cabernet Sauvignon. Bento Gonçalves, RS, 2004.

Experimento em vinhedo comercial

A presença de adultos de A. sphaleropa na armadilha de feromônio sexual foi constante durante todo o período experimental, verificando-se um pico populacional no início de fevereiro (Fig. 1). No experimento, a população de adultos foi monitorada somente para indicar a presença do inseto no vinhedo, definindo-se as aplicações por calendário a cada quinze dias.

Fig. 1
Variação de adultos (machos) de Argyrotaenia sphaleropa capturados a cada três dias em armadilhas delta instaladas no interior de vinhedo da cultivar Cabernet Sauvignon, com indicação do momento das quatro aplicações dos tratamentos e a data de colheita dos frutos. Bento Gonçalves, RS, 2003 a 2004.

Na colheita, todos os inseticidas e concentrações avaliadas reduziram significativamente o dano da lagarta-das-fruteiras nos cachos em níveis entre 83,3 a 94,4%, sendo que as três concentrações de B. thuringiensis se equivaleram ao controle proporcionado pelos inseticidas fosforados (Tabela 2).

Tabela 2
Número médio de lagartas (X ± EP) de Argyrotaenia sphaleropa amostradas nos diferentes tratamentos em vinhedo comercial da cultivar Cabernet Sauvignon. Bento Gonçalves, RS, 2004.

ALINIAZEE; JENSEN (1973)ALINIAZEE, M.T.; JENSEN, F.L. Microbial control of the grape leaffolder with different formulations of Bacillus thuringiensis. Journal of Economic Entomology, v.66, p.57-159, 1973., testaram o efeito de três formulações de B. thuringiensis comparado com o carbaryl para o controle de Desmia funeralis (Lepidoptera: Pyralidae) verificando efeitos similares da bactéria e do carbaryl, na cultura da videira. Resultado semelhante foi encontrado por BIEVER; HOSTETTER (1975)BIEVER, K.D.; HOSTETTER, D.L. Bacillus thuringiensis against lepidopterous pests of wine grapes with Missouri. Journal of Economic Entomology, v.68, p.66-68, 1975. ao testarem B. thuringiensis para o controle de Paralobesia viteana (Lepidoptera: Tortricidae) também na cultura da videira obtendo um controle eficaz do inseto. BROUMAS et al., (1994)BROUMAS, T. Effetiveness of fenoxicarb and Bacillus thuringiensis against the grape moth Lobesia botrana Denn. & Schiff. In: PANHELLENIC ENTOMOLOGICAL CONGRESS, 4., 1994, Volos, Greece. Proceedings. Volos, 1994. p.439-447. observaram um nível elevado de controle com o emprego de B. thuringiensis em vinhedo comercial para o controle de Lobesia botrana (Lepidoptera: Tortricidae) resultando numa redução na infestação durante a colheita de 85%. Resultados similares foram observados por IFOULIS; SAVOPOULOU-SOULTANI (2004)IFOULIS, A.A.; SAVOPOULOU-SOULTANI, M. Biological control of Lobesia botrana (Lepidoptera: Tortricidae) larvae by using different formulations of Bacillus thuringiensis in 11 Vine cultivars under field conditions. Journal of Economical Entomology, v.97, n.2, p.340-343, 2004. em onze cultivares de videira.

Os resultados obtidos neste trabalho, tanto em laboratório como em vinhedo comercial, demonstram a possibilidade de controle da lagarta-das-fruteiras com o inseticida biológico B. thuringiensis de forma equivalente aos fosforados fenitrothion e triclorfon. Entretanto, para que estes inseticidas sejam empregados de forma racional, visando o controle da praga na cultura da videira, é necessário conduzir estudos associando a densidade populacional dos adultos, capturados nas armadilhas com o momento de aplicação dos produtos, nas diferentes cultivares de videira.

Como A. sphaleropa tem causado danos em diferentes fases da cultura, principalmente nos rácemos e alojando-se entre as bagas nos cachos, no período que antecede a colheita (BENTANCOURT; SCATONI, 1986BENTANCOURT, C.M.; SCATONI, I.B. Biologia de Argyrotaenia sphaleropa Meyrick (1909) (Lep., Tortricidae) en condiciones de laboratório. Revista Brasileira de Biologia, v.46, n.1, p.209-216, 1986.; BENTANCOURT; SCATONI, 1995BENTANCOURT, C.M.; SCATONI, I.B. Lepidopteros de inportancia económica en el Uruguay (reconocimiento, biología y daños de las plagas agrícolas y forestales). [S.l.]: Hemisfério Sur Facultad de Agronomia, 1995. v.1, 122 p.; BENTANCOURT et al., 2003BENTANCOURT, C.M.; SCATONI, I.B.; GONZALEZ, A.; FRANCO, J. Efeito da alimentação sobre o desenvolvimento e a reprodução de Argyrotaeniasphaleropa (Meyrick 1909) (Lep., Tortricidae). Neotropical Entomology, v.32, n.4, p.551-557, 2003.), o uso de B. thuringiensis poderia ser uma alternativa para este período devido à ausência de carência. Por outro lado, caso a utilização dos produtos fosforados seja imprescindível nesta fase devido a ocorrência conjunta de outras pragas como o gorgulho-do-milho Sitophilus zeamais (Coleoptera: Curculionidae) (AFONSO et al., 2005AFONSO, A.P.S.; FARIA, J.L.C.; BOTTON, M.; LOECK, A.E. Controle de Sitophilus zeamais Mots., 1855 (Coleoptera: Curculionidae) com inseticidas empregados em frutíferas temperadas. Ciência Rural, v.35, n.2, p.253-258, 2005.) ou a mosca-das-frutas Anastrepha fraterculus (Diptera: Tephritidae) (BOTTON et al., 2004BOTTON, M. Vilã das frutas. Cultivar Hortaliças e Frutas, v.27, p.23-25, 2004.) sensíveis a estes inseticidas, as aplicações de B.thuringiensis poderiam ser direcionadas à primeira geração da praga, que ocorre entre setembro e novembro (MORANDI FILHO, 2005MORANDI FILHO, W.J. Avaliação de inseticidas para o controle de Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick, 1909) (Lepidoptera: Tortricidae) na cultura da videira e efeitos secundários sobre Trichogramma pretiosum (Riley, 1879)(Hymenoptera: Trichogrammatidae). 2005. 65f. Dissertação (Mestrado em Fitossanidade) – Faculdade de Agronomia “Eliseu Maciel”, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2005.), com menores riscos de desequilíbrio para pragas secundárias. A formulação do B. thuringiensis (Dipel DF) em grânulos dispersíveis em água apresentou eficácia biológica equivalente aos fosforados, constituindo-se mais uma alternativa que pode ser empregada no controle da lagarta-das-fruteiras na cultura da videira.

CONCLUSÕES

Os inseticidas Bacillus thuringiensis var. kurstaki (Dipel DF® 50, 75 e 100 g/100L) fenitrothion (Sumithion® 500 CE, 150 mL/100L) e triclorfon (Dipterex® 500, 300 mL/100L) são eficientes no controle de A. sphaleropa na cultura da videira, tanto em experimentos de laboratório como em vinhedo comercial.

AGRADECIMENTOS

Apoio: bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e à Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). Bolsista CAPES: W.J. Morandi Filho, Bolsista FAPERGS: O. Zanuzo Zanardi, Pesquisadores do CNPq: M. Botton, A.D. Grützmacher.

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    Parte de dissertação apresentada pelo primeiro autor ao Programa de Pós-Graduação em Fitossanidade/Entomologia, Faculdade de Agronomia “Eliseu Maciel” (FAEM), Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    10 Jan 2022
  • Data do Fascículo
    Apr-Jun 2007

Histórico

  • Recebido
    08 Maio 2006
  • Aceito
    15 Maio 2007
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