Distribuição longitudinal e sazonalidade de macroalgas em um riacho subtropical impactado por poluição orgânica

OBJETIVO: O presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a distribuição longitudinal e temporal e o efeito da poluição orgânica em comunidades de macroalgas em um riacho subtropical; MÉTODOS: A presença e a cobertura percentual das macroalgas foram investigadas durante um período sazonal em quatro pontos de amostragem ao longo do perfil longitudinal do rio Cascavel, Estado do Paraná, região subtropical do Brasil. Os pontos de amostragem foram aleatoriamente escolhidos, porém as suas localizações em relação às fontes de poluição orgânica urbanas foram consideradas. Em adição, diversas variáveis ambientais comumente relacionadas à poluição orgânica em ecossistemas aquáticos foram mensuradas; RESULTADOS: Durante as amostragens foram encontrados 11 táxons macroalgais. Chlorophyta foi a divisão predominante (4 espécies ou 36,3% da riqueza total), seguida por Cyanophyta e Rhodophyta (3 ou 27,3%) e Heterokontophyta (1 ou 9,1% do total). A Análise de variância (ANOVA) revelou que não existiram diferenças significativas nos valores de diversidade de espécies, cobertura percentual e índice de diversidade entre as estações do ano ou entre os pontos de amostragem. Além disso, a diversidade de espécies não se correlacionou com nenhuma variável ambiental em particular. Por outro lado, a composição relativa da comunidade de macroalgas mostrou ampla variação espacial e temporal. Assim, Chlorophyta registrou maiores valores de riqueza e cobertura percentual no ponto de amostragem com maior nível de poluição orgânica, enquanto Rhodophyta não foi encontrada neste segmento. Chlorophyta teve o maior valor de cobertura percentual no inverno, ao passo que Rhodophyta e Cyanophyta na primavera e no outono, respectivamente; CONCLUSÕES: De modo geral, no presente estudo as comunidades de macroalgas foram levemente influenciadas pela poluição orgânica, particularmente pelo aumento da riqueza e cobertura percentual de Chlorophyta associado com a ausência de Rhodophyta no segmento de maior nível de poluição. Em adição, a análise da riqueza no perfil longitudinal mostrou que os maiores valores foram encontrados na região intermediária, estando parcialmente de acordo com o RCC (Conceito do Contínuo Fluvial).

variação em escala local; Brasil; impacto antropogênico; avaliação ambiental


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