A Violência da poesia

João Camillo Penna

O artigo se propõe a ler três poemas do poeta carioca Armando Freitas Filho que giram em torno da temática da violência urbana recente. Para tanto, parte da leitura de alguns poemas políticos anteriores, escritos na época da ditadura militar, de autoria do mesmo poeta. A hipótese levantada pelo artigo é a de que a poesia, e especificamente a poesia de Armando Freitas Filho, dá um tratamento especial à figura da vítima, o novo sujeito da política, ao retirá-la do campo da visualidade em que a representação midiática a expõe, inserindo uma falha ou ponto irrepresentável, a partir do qual o poema se escreve.

Armando Freitas Filho; poesia; violência; Rio de Janeiro; vítima


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