Maurice Blanchot: de la chronique à la théorisation

Nunca Blanchot escreveu tanta crítica literária quanto nos anos da Segunda Guerra. Ora tais textos, em sua maioria, permaneciam desconhecidos do público. Agora estão accessíveis sob o título Chroniques littéraires du Journal des débats, 1941-1944 (Paris: Gallimard, 2007). Encontramos aí páginas sobre Dante, Rabelais, Descartes, Montesquieu, Blake, Hoffmann, Jarry ou Joyce: autores sobre os quais Blanchot, depois, não mais escreverá. Surgem outros ídolos: Giraudoux, Mallarmé, Valéry, os surrealistas franceses e os românticos alemães. A crítica de Blanchot não é uma crítica universitária. É, antes, uma crítica de juízo, que abre caminho para uma crítica de interpretação. É também uma crítica de escritor, que se mantém bem próxima do ato de criação. E já são as teorias que Blanchot vai desenvolver, por vezes muito mais tarde, de La Part du feu a L'Entrétien infini, que se acham aí esboçadas. Não sem contradições ou desvios, e na certeza febril de uma obra que começa.

Maurice Blanchot; crônicas literárias; crítica literária


Programa de Pos-Graduação em Letras Neolatinas, Faculdade de Letras -UFRJ Av. Horácio Macedo, 2151, Cidade Universitária, CEP 21941-97 - Rio de Janeiro RJ Brasil , - Rio de Janeiro - RJ - Brazil
E-mail: alea.ufrj@gmail.com