O Séminaire de Jacques Derrida por quatro caminhos1 1 Uma primeira versão deste texto foi apresentada no Colóquio "Cours et séminaires comme 'style de pensée'. Barthes, Deleuze, Derrida, Foucault", organizado por Guillaume Bellon e Jean-François Hamel, no âmbito das atividades da Équipe de recherche sur l'imaginaire contemporain (ERIC LINT) e de Figura, Centre de recherche sur le texte et l'imaginaire, Montreal, Université du Québec em Montreal, 23 de abril de 2010. Texto disponibilizado on-line em 25 de outubro de 2011, na revista Trahir, em um número consagrado à tradução na obra de Derrida, no seguinte endereço: <http://www.revuetrahir.net/2011-2/trahir-michaud-seminaire.pdf>. Em seguida, retomado em meu livro Jacques Derrida. L'art du contretemps. Montréal: Éditions Nota bene, 2014.

Jacques Derrida's Seminar through four paths

Ginette Michaud

Quais são as dificuldades de um trabalho de edição dos Seminários de um filósofo como Jacques Derrida? Quais são os riscos com os quais é necessário se defrontar? Na busca de responder a questões como essas, tratando especificamente da publicação dos dois volumes do Séminaire La bête et le souverain, o presente ensaio desenvolve uma reflexão percuciente acerca do arquivo, do luto, da herança e, ainda, sobre a improvisação, a figura do leitor, a partir do modo como se colocam na obra de Derrida. Durante quarenta anos de ensino, o filósofo nos legou uma "obra de pensamento" que pode, agora, ser confrontada, senão transformada, deslocada pelas publicações dos seus Seminários.

Derrida; seminários; La bête et le souverain; arquivo; luto; herança


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