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"Desde Piso e Marcgrave que ninguém com curiosidade tolerável descreveu a natureza brasileira": os relatos de Cook, Banks e Parkinson e a construção de imagens do Brasil colonial1 1 Uma primeira versão deste artigo foi submetida à CEM/Cultura, Espaço & Memória, revista do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória da Universidade do Porto.

"Indeed no one that I know of even tolerable curiousity has been here since Marcgrave and Piso": the narratives of Cook, Banks and Parkinson and the construction of Colonial Brazil images

Resumo

Partindo de uma reflexão sobre a fronteira colonial, este artigo pretende lançar a discussão em torno da noção do mar como fronteira. Na sua atracção pela fronteira continental, os historiadores secundarizam a fronteira marítima. Partindo de um estudo de caso - a primeira viagem de circum-navegação de James Cook e os relatos a ela associados - pretende-se contribuir para um melhor entendimento da fronteira colonial brasileira, bem como da forma como Impérios Europeus do século XVIII se pensavam a si e nas suas relações com os outros Impérios; e ainda, de como a Europa das Luzes se considerava quando se relacionava com as colónias de matriz europeia estabelecidas nos trópicos, ou, neste caso concreto, com o Brasil colonial.

Palavras-chave:
Colônia; América portuguesa/Brasil; relatos de viajantes; identidades; Iluminismo; história das ciências

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