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Gonçalves de Magalhães e o sacerdócio moral do poeta romântico em tempos de guerra civil1 1 O presente texto é fruto de pesquisa financiada pela Fapemig (Universal 2008) Agradeço ainda a Larissa Raele Cestari e Luis Francisco Albuquerque de Miranda pela leitura atenta e generosa.

Gonçalves de Magalhães and the Romantic Poet Moral 'priesthood' in Times of Civil War

Resumo

O texto discute o surgimento do romantismo brasileiro, levando em consideração sua relação com as rebeliões regenciais. Priorizando a produção de Gonçalves de Magalhães entre os anos de 1832 e 1838, destaca o aspecto de cruzada moral cristianizadora e sua relação com a auto-compreensão da missão do poeta. Discute, também, as dimensões de temporalidade inerentes à reflexão sobre a nação elaborada pelo líder romântico, destacando-se a presença da noção de palingenesia social no ambiente intelectual brasileiro da primeira metade do séc. XIX.

Palavras-chave:
romantismo; temporalidade; rebeliões regenciais

Abstract

This article analyses the emergence of Brazilian Romanticism, taking into account its relationship with the Regency rebellions. Prioritizing Gonçalves de Magalhães´s production from 1832 to 1838, it highlights the aspect of the Christianized moral crusade and its relationship to the self-understanding of the poet´s mission. It also discusses the temporality inherent in the reflection about the nation prepared by the romantic leader, highlighting the presence of the concept of social palingenesis in the intellectual Brazilian environment from the first half of XIX century.

Keywords:
romanticism; temporality; regency rebellions

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  • 1
    O presente texto é fruto de pesquisa financiada pela Fapemig (Universal 2008) Agradeço ainda a Larissa Raele Cestari e Luis Francisco Albuquerque de Miranda pela leitura atenta e generosa.
  • 2
    Dentre várias outras, pode-se citar: PINASSI, Maria Orlandi. Três devotos, uma fé, nenhum milagre. São Paulo: ed Unesp, 1999; SQUEFF, Letícia. O Brasil nas telas de um pintor. Manuel de Araújo Porto Alegre (1806-1879). Campinas: ed. da Unicamp, 2004; RICUPERO, Bernardo. O Romantismo e a ideia de Nação no Brasil (1830-1870). São Paulo: Martins Fontes, 2004; TREECE, David. Exilados, aliados, rebeldes: o movimento indianista, a política indigenista e o estado-nação imperial. São Paulo: Edusp, 2008; PUNTONI, Pedro. A Confederação dos Tamoios de Gonçalves de Magalhães: a poética da história e a historiografia do Império. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, v.45, 1997.
  • 3
    LÖWY, Michel e SAYRE, Robert. Revolta e melancolia: o romantismo na contramão da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1995.
  • 4
    PINASSI, Maria Orlandi. Op. Cit., p.153-185; RICUPERO, Bernardo. Op. Cit., p.85-111.
  • 5
    Numa análise um tanto dogmática e baseada na definição de Lucacks sobre o romantismo, Pinassi rejeita que a "essência" do programa dos letrados da revista Nitheroy fosse romântica, ainda que estes lançassem mão de "formas" românticas para melhor levar a efeito um programa, a seu ver, essencialmente vinculado à divulgação dos valores da burguesia capitalista internacional. PINASSI, Maria Orlandi. Op. Cit., p.163-164 e p.189-190. Já Bernardo Ricupero lança a questão sem, contudo, respondê-la explicitamente. O autor tende a caracterizar esse apego a um projeto modernizador, que identifica à noção de "civilização", mais como uma originalidade do nosso romantismo perante o europeu do que um impedimento a que seja considerado como tal. RICUPERO, Bernardo. Op. Cit., p.XXVIII.
  • 6
    BARROS, Roque S. M. de. A significação educativa do romantismo brasileiro: Gonçalves de Magalhães. São Paulo: Guijalbo, EDUSP, 1973.
  • 7
    Para Antonio Candido, a religiosidade do primeiro romantismo é entendida como um elemento estético voltado a combater o paganismo do neoclassicismo. O autor vai além e busca diferenciar as manifestações entendidas como fruto de uma fé pessoal daquelas resultantes de uma inclinação do romantismo europeu a valorizar a "religiosidade", como "abertura da sensibilidade para o mundo", independente de sua forma ser cristã ou não. Vista como elemento estético, propensão individual dos autores ou traço meramente importado do romantismo europeu, a religiosidade foi deixada em segundo plano. CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. Vol.02. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000. p.17-18. Já Maria Orlanda Pinassi chega a considerar a possibilidade de a religiosidade, no projeto romântico brasileiro, servir como antídoto ao conflito social, mas logo descarta essa hipótese (p.162). Mesmo se inova ao conferir centralidade ao cristianismo no projeto romântico, tende a considerá-lo (na esteira de uma subjacente concepção de ideologia como falsa consciência) como mero encobrimento falseador dos conflitos de classes inerentes à sociedade capitalista que, em última análise, os românticos buscavam construir no Brasil (p.195196). Bernardo Ricupero aponta a preocupação de nossos românticos com a manutenção da ordem social, mas não a relaciona com a recuperação da religião que não é problematizada em seu estudo, concentrado na questão da nação e originalidade literária. Ainda que reconheçamos a importância do modelo francês, procuramos, aqui, mostrar o contexto social brasileiro que deu novo sentido e importância a essa "importação".
  • 8
    DOSSE, François. La marche des idées. Histoire intellectuelle et histoire des intellectuels. Paris: La Découverte, 2003. p.25-32.
  • 9
    Para um quadro pormenorizado da trajetória inicial dos românticos e sua relação com o liberalismo moderado, ver PINASSI, Maria Orlandi. Op. Cit., p.27-43.
  • 10
    MOREL, Marco. As transformações dos espaços públicos. Imprensa, Atores Políticos e Sociabilidades na Cidade Imperial (1820-1840). São Paulo: Hucitec, 2005. p117-127.
  • 11
    Ver, principalmente: "Primeira ode pindárica ao glorioso dia sete de abril", "Segunda ode pindárica ao glorioso dia sete de abril", "Ode ao glorioso dia sete de abril", "Ode ao dia 25 de março de 1831. Aniversário do juramento da Constituição do Império", "Soneto improvisado em uns outeiros", "Ode à Liberdade. Feita antes da Revolução de Sete de abril" In: MAGALHÃES, D. J. Gonçalves de. Poesias. Rio de Janeiro: Typografia de R. Ogier, 1832.
  • 12
    "Ode ao glorioso dia sete de abril". In: MAGALHÃES, D. J. Gonçalves de. Op. Cit., p.19.
  • 13
    "Ode à Liberdade. Feita antes da Revolução de Sete de abril". In: Ibidem, p.27.
  • 14
    "Segunda ode pindárica ao glorioso dia sete de abril". In: Ibidem, p.17.
  • 15
    "Primeira carta". In: PORTO ALEGRE, M. A. e MAGALHAES, D. J. Gonçalves de. Cartas a Monte Alverne. São Paulo: Conselho estadual de cultura, Imprensa Oficial, 1964. p.15.
  • 16
    PORTO ALEGRE, M. A. "Contornos de Nápoles". Nitheroy, Paris, vol.2, p.177.
  • 17
    Ibidem, p.208-213.
  • 18
    MAGALHÃES, D. J. Gonçalves de. Suspiros Poéticos e Saudades. Rio de Janeiro / Paris: Casa de João Pedro da Veiga / Dauvin et Fontaine, 1836. p.249.
  • 19
    KOSELLECK. Reinhart. 'Espaço de experiência' e 'horizonte de expectativa': duas categorias históricas. In: ____. Futuro Passado. Contribuição à semântica dos tempos históricos. Tradução Wilma Patricia Maas, Carlos Almeida Pereira. Rio de Janeiro: Contraponto, Ed. PUC-RIO; 2006.
  • 20
    M. História do Brasil, desde a chegada da Real família de Bragança, em 1808, até a abdicação do Imperador D. Pedro I, em 1831, por João Armitage. Traduzida do Inglez, por um Brasileiro. Vende-se em casa de Villeneuve e C. Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, n.07, 23/05/1837.
  • 21
    KOSELLECK. Reinhart. Historia Magistra Vitae - Sobre a dissolução do topos na história moderna em movimento. In: ____. Op. Cit.
  • 22
    ARAUJO, Valdei Lopes. A experiência do tempo. Conceitos e Narrativas na Formação Nacional brasileira (1813-1845). São Paulo: Aderaldo & Rothschild, 2008. p.119-133.
  • 23
    M."Movimento de decomposição do Brasil". Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, 01/07/1837.
  • 24
    Ibidem.
  • 25
    Ibidem.
  • 26
    Ibidem.
  • 27
    M. "Estado Crítico do Brasil". Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, n.19, 08/07/1837.
  • 28
    TREECE, David. Exilados, aliados, rebeldes: o movimento indianista, a política indigenista e o estado-nação imperial. São Paulo: Edusp, 2008. p.156-159.
  • 29
    "Comunicado. Ao Correio Oficial e ao Cronista." Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, 01/fev/1838. O artigo é assinado por X.X., que pelo teor filosófico da argumentação, pela recorrência a temas anteriormente tratados, dificilmente seria de autoria de outro dos pouquíssimos colaboradores do jornal que não Magalhães. Vale lembrar que a grande maioria dos artigos do jornal não era assinada, sendo da lavra do editor. Os poucos assinados o eram por um restritíssimo número de colaboradores, destacando-se como o mais prolífico Magalhães que, se em 1837, assinava M., passou a assinar X.X. em 1838.
  • 30
    Interior. Ao Correio Oficial e o Cronista, por X.X. Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, n.55, 16/02/1838.
  • 31
    Nessa obra de 1769, o naturalista buscava apresentar uma explicação de como a estrutura dos seres era preservada e transmitida ao longo do tempo. Formulava um dispositivo de evolução marcado pelo desenrolar de estruturas préformadas existentes como sementes em cada ser. A partir de sucessivas catástrofes naturais, essas estruturas se desdobravam em formas novas, que correspondiam a um estágio superior previamente definido que aproximava da perfeição divina toda a cadeia dos seres. Assim, suprimia-se palingeneticamente as formas antigas por novas, mas sem variação efetiva, pois tudo estava predeterminado como meio de superar progressivamente os efeitos da Queda. Caudatário de uma concepção teológica de evolução, Bonnet buscava conferir uma explicação natural à ressurreição, conciliando relato bíblico e as ciências naturais setecentistas, sem deixar de incluir um toque de otimismo leibniziano, uma vez que toda a destruição era entendida como um dado positivo, sendo condição para efetivação do plano da salvação. McCALLA, Arthur. Palingénésie philosophique to Palingénésie sociale: From a Scientific Ideology to a Historical Ideology. Journal of the History of Ideas. vol 55, n.3, jul.1994. Consultado em http://www.jstor.org/ stabel/2709848, acessado em 19/02/2010.
  • 32
    Para o caso francês e a busca de inteligibilidade da revolução, há traços da noção palingenética nas obras de autores católicos como De Maistre, Chateaubriand e Lamartine, além do já citado Ballanche. Ver McCALLA, Arthur. A Romantic Historiosophy. The Philosophy of History of Pierre-Simon Ballanche. Leiden, Boston, Köln: Brill, 1998. Agradeço a Angélica Loureiro por ter-me, de Londres, disponibilizado esse livro.
  • 33
    Sobre o neocatolicismo em geral e a obra de Ballanche, ver BENICHOU, Paul. Romantismes français 1. Le sacre de l´ecrivain. Le temps des prophetes. Paris: Gallimard Quarto, 2004. p.152166 e p.511-540.
  • 34
    McCALLA, Arthur. Palingénésie philosophique to Palingénésie sociale...Op. Cit.
  • 35
    "Interior. Estado crítico do Brasil" por M. Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, n.19, 08/07/1837.
  • 36
    "Interior. Ao Correio Oficial e o Cronista" por X.X. Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, n.55, 16/02/1838.
  • 37
    TORRES HOMEM, F. S. "Introdução. Progressos do século atual". Revista Minerva Brasiliense, Rio de Janeiro, n.01, 01/11/1843, p.VI.
  • 38
    TREECE, David. Op. Cit. p.154-178.
  • 39
    DIAS, Gonçalves. "Resposta a 'Religião'". Guanabara, Rio de Janeiro, n.4, maio 1850, p.130-131.
  • 40
    BOSI, Alfredo. Um mito sacrificial: o indianismo de Alencar. In: Dialética da colonização. São Paulo: Cia. das Letras; 1992. Sobre a presença do mito sacrificial em Gonçalves de Magalhães ver PUNTONI, Pedro. Op. Cit. Em Macedo, ele aparece em sua peça Cobé {1854}, ver TREECE, David. Op. Cit., p.214-217.
  • 41
    Ainda que, para Koselleck, a experiência não possa ser transformada tranquilamente em expectativa, o processo de definição de um horizonte de expectativa necessita de uma avaliação do campo de experiência, mas a ele não se reduz completamente. KOSELLECK, Reinhart. Op. Cit., p.313.
  • 42
    M. "Sobre a religião no Brasil em relação com os Estados Unidos, França e Inglaterra". Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, n.12, 10/06/1837.
  • 43
    MAGALHAES, D. J. Gonçalves de. "Filosofia da religião. Sua relação com a moral e sua missão social." Nitheroy, Paris, n.2, 1836. p.32.
  • 44
    M. "Sobre a religião no Brasil em relação com os Estados Unidos, França e Inglaterra". Op. Cit.
  • 45
    45Interior. Ao Correio oficial e o Cronista. Op. Cit.
  • 46
    "Interior, Programa. Crise política do Brasil". Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, n.50, 11/01/1838.
  • 47
    Sobre o espiritualismo laico de Cousin, ver BENICHOU, Paul. Romantismes français...Op. Cit., p.241 e p.249.
  • 48
    Para um confronto pormenorizado desse texto com a perspectiva de Cousin, ver BARROS, Roque Spencer Maciel. Op. Cit., p.65-73. Concentrada nos aspectos estritamente filosóficos, a análise deixa de lado, contudo, o que considero o ponto mais importante do texto: a "missão social da religião".
  • 49
    Esse aspecto de um cristianismo entendido como variável no tempo seria uma das condições para a afirmação da possibilidade de síntese com os valores da razão e do liberalismo. Sob a fórmula de uma "religião progressiva", o tema foi aprofundado por um de nossos românticos, que não se identifica, na revista Guanabara. Ver X. de M. " Theorias. Fragmentos". Guanabara, Rio de janeiro, n.06, maio de 1850.
  • 50
    MAGALHÃES, D. J. Gonçalves de. Filosofia da religião... Op. Cit., p.21.
  • 51
    Ibidem, p.23
  • 52
    CLEMENT, Paul. Chateaubriand. De l´ancien regime au nouveau monde: ecrits politiques. Paris: Hachette, 1987.
  • 53
    MIRABEAU, Marquês de. L´amie des femmes ou Traité de la civilisation {1760}. Apud. BOER, Pinn den. Civilização: comparando conceitos e identidades. In: FERES Jr, João e JASMIN, Marcelo (orgs). História dos conceitos: diálogos transatlânticos. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio / Loyola / Iuperj, 2007. p.123.
  • 54
    MAGALHÃES, D. J. Gonçalves de. Filosofia da religião... Op. Cit., p.19-20.
  • 55
    Ibidem, p.20.
  • 56
    M. "Sobre a religião no Brasil em relação com os Estados Unidos, França e Inglaterra". Op. Cit.
  • 57
    Sobre a crítica doutrinária ao sec. XVIII ver ROSANVALLON, Pierre. Le Moment Guizot. Paris: Galimard, 2003. p.143-152.
  • 58
    HIRSCHMAN, Albert O. As paixões e os interesses. Argumentos políticos a favor do capitalismo antes de seu triunfo. Rio de Janeiro: Record, 2002.
  • 59
    MAGALHÃES, D. J. Gonçalves de. Filosofia da religião...
  • 60
    Op. Cit., p.31.60 Ibidem, p.32-33.
  • 61
    BENICHOU, Paul. Romantismes français...Op. Cit., principalmente p.256-330.
  • 62
    ROSANVALLON, Pierre. Le Moment Guizot... Op. Cit., p.156 e p.164.
  • 63
    BENICHOU, Paul. Romantismes français...Op. Cit., p.211-250.
  • 64
    "Interior. Ao Correio Oficial e o Cronista". Op. Cit.
  • 65
    ARAUJO, Valdei. Op. Cit., p.121.
  • 66
    66Sobre a "disponibilidade" da história, ver KOSELLECK, Reinhart. Op. Cit., p.233-246.
  • 67
    M. "Literatura Brasileira". Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro, n.43, 04/11/1837.
  • 68
    BENICHOU, Paul. Romantismes français...Op. Cit., p.431-441.
  • 69
    "Quis o homem tecer os teus louvores, / E a primeira palavra foi um hino, /O Primeiro discurso Poesia./E o homem, que té-li solto vagava, / Fraco, impotente entre animais ferozes, / Pelo místico canto atraído, /A bronca penedia abandonada/ A viver começou em sociedade."
  • 70
    M. "Literatura brasileira. Estudo sobre a história literária do Brasil". Jornal dos Debates Políticos e Literários, n.30, 16/09/1837.
  • 71
    Na definição do caráter futuro da literatura do Brasil, Magalhães indicava não somente a inspiração na natureza brasileira, mas também, e com igual importância, nos valores religiosos: "além destas materiais circunstâncias (...), um elemento há, sublime por sua natureza, poderoso por sua inspiração, variável porém quanto à sua forma, que é a base da moralidade Poética, que empluma as asas do gênio, que o abala, e o fortifica, e ao través o mundo psíquico até Deus o eleva; esse elemento é a Religião." MAGALHÃES, D. J. Gonçalves de. "Ensaio sobre a História da Literatura no Brasil". Nitheroy, Paris, vol.1, 1836, p.148.
  • 72
    M. "Embarque da expedição para o Rio Grande". Jornal dos Debates Políticos e Literários, n.36, 11/10/1837.
  • 73
    M. "pede-se a inserção do seguinte". Jornal dos Debates Políticos e Literários, Rio de Janeiro. n.37, 11/10/1837.
  • 74
    SOUZA, Adriana Barreto de. Duque de Caxias homem por trás do monumento. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2008. p.257-262.
  • 75
    BARROS, Roque S. M. de. Op. Cit., p.113.
  • 76
    Guanabara, Rio de Janeiro, n.01, 1850.
  • 77
    "O caráter dos primeiros vinte anos da literatura romântica indianista, de 1835 em diante, encontra-se inequivocamente moldado por esse clima de conflito, instabilidade e desintegração federal". TREECE, David. Exilados, aliados, rebeldes... Op. Cit., p.119.
  • 78
    Baseando-se na elaboração anterior de Dilthey e Manheim sobre a noção, autores como Michel Winock e François Sirinelli tendem a considerar uma geração, antes de tudo, pela centralidade conferida a um acontecimento marcante. Esse assume um caráter fundador, na medida em que seu impacto na vida dos agentes é suficientemente grande para definir as questões centrais que orientarão a reflexão e produção de todo o grupo e cristalizar a sua memória coletiva. Confere-lhe, assim, certa organicidade que, no entanto, não implica homogeneidade, uma vez que as respostas à questão variarão entre os membros do grupo. WINOCK, Pierre. Les générations intellectuelles. Vingtième Siècle, Revue d´Histoire, vol.22, 1989. Disponível em: http://www.persee.fr/web/revues/home/prescript/ article/xxs_0294-1759_1989_num_22_1_2124?_Prescripts_Search_isPortletOuvrage=false (consultado em janeiro de 2010). SIRINELLI, Jean Frençois. Os intelectuais. In: RÉMOND, René (org). Por uma História política. Rio de Janeiro: Ed. da FGV; 2003.
  • 79
    Uma vez que é consagrado e de uso frequente pela historiografia, mantenho o termo. Alerto, porém, para o fato de incorporar as rebeliões da década de 1840, já fora da Regência, e não tomar esse período essencialmente pela turbulência social e política.
  • 80
    Além dos prognósticos apocalípticos onipresentes em sua obra poética, do qual o texto Meditação é a forma mais acabada, podemos encontrar cartas em que explicita seus receios. Analisando o embate político interno em Pernambuco, afirmava "Amo o Brasil como quem mais o ama, e a perspectiva de uma revolução, ainda empreendida com forças e recursos diminutos, aterra-me." DIAS, Gonçalves. Correspondência ativa de Gonçalves Dias. Anais da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, vol.84, 1964. Carta 50, provavelmente de 1847, p.102.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Dez 2011

Histórico

  • Recebido
    Set 2010
  • Aceito
    Fev 2011
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